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sexta-feira, 3 de abril de 2015

Unesco indica Açude do Cedro como Patrimônio Mundial


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Inaugurado em 1906, o Açude do Cedro foi a primeira grande obra construída no Semiárido nordestino para combater os efeitos cíclicos da seca. A obra levou 16 anos para ser concluída
FOTO: EDUARDO QUEIROZ
Fortaleza. Primeira grande obra voltada para o enfrentamento da seca, construída ainda no Segundo Império do Brasil, o Açude do Cedro, inserido nos monólitos do Sertão Central, é um dos seis bens culturais que foram incluídos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) na Lista Indicativa Brasileira do Patrimônio Mundial, em 2015.
Com isso, poderão ser futuramente apresentados ao Comitê do Patrimônio Mundial para serem avaliados e receberem o título de Patrimônio Mundial. Além da barragem instalada em Quixadá, as outras indicações são os Geoglifos do Acre (AC), Teatros da Amazônia (AM, PA), Itacoatiaras do Rio Ingá (PB), Sítio Roberto Burle Marx (RJ) e o Conjunto de Fortificações do Brasil (AP, AM, RO, MS, SP, SC, RJ, BA, PE, RN).
A indicação surgiu a partir de solicitação do Governo Brasileiro, por intermédio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Na última atualização da Lista Indicativa pela Unesco, em 2014, três bens culturais brasileiros foram incluídos, juntamente com outros, totalizando 18 bens naturais e culturais: Cais do Valongo (Rio de Janeiro/RJ), a Vila Ferroviária de Paranapiacaba (Santo André/SP) e o Ver-o-Peso (Belém/PA).
Agora a Lista Indicativa brasileira consta de 24 bens no total. Instalado em meio ao conjunto de monólitos de Quixadá, onde se destaca a rocha conhecida a "Pedra da Galinha Choca", o Cedro foi uma reação do Governo Imperial para a forte seca que ocorreu entre 1877 e 1879.
Consta que dom Pedro II declarou, à época, que venderia "até a pedra da coroa" para minorar o sofrimento das vítimas do flagelo que abateu o Ceará naqueles três anos. No entanto, a construção da barragem somente se deu a partir de 1890, com um projeto do engenheiro britânico Jules Jean Ruy, sendo inaugurado em 1906, ou seja 16 a nos após o início das obras.
Não obstante sua vasta dimensão, sendo o sétimo reservatório em todo o Estado, os períodos de sangria estão cada vez mais remotos. A capacidade total de 126 milhões de metros cúbicos é considerada como um dos fatores para que as precipitações não sejam suficientes para dar carga suficiente até levar as águas ao sangradouro.
O superdimensionamento e a construção de outros reservatórios na bacia hidrográfica, com o destaque para o leito do Rio Sitiá, se somaram à construção de outras barragens necessárias para atender às demandas. Um dos mais próximos é o Banabuiú, que supre em parte as necessidades hídricas dos municípios do entorno.
Beleza

Difícil não reconhecer o fascínio que o açude exerce para aqueles que o conhecem. O grande espelho d'água contornado pelo conjunto de rochas é deslumbrante. Não menos chegam a ser as grades de ferro que compõem a varanda, sobre a barragem principal. O material foi importado da Inglaterra e a cerâmica importada de Portugal.
Segundo o site do Iphan, "a Barragem do Cedro, com sua parede em arco de alvenaria de pedra, foi a primeira grande obra hidráulica moderna do continente sul-americano e uma das pioneiras obras do seu tipo e do seu porte no mundo. Para além de sua funcionalidade de represamento d'água para irrigação, sua implantação, seu desenho e seu esmero de execução resultaram numa paisagem de beleza ímpar, combinando arrojo e elegância".
Não obstante suas belezas naturais e artísticas, o local tem sido alvo, não apenas da poluição de suas águas, mas do assoreamento. As varandas de ferro são frequentemente atacadas pelos vândalos e o poder público tem assistido, sem muita reação, o pânico se instalar na área, em vista do perigo que marginais oferecem para os visitantes e até mesmo moradores do município ou cidades vizinhas.
A Lista Indicativa funciona como um instrumento de planejamento de preparação de candidaturas, assemelhando-se a um inventário e é composta pela indicação de bens apresentados pelos países que ratificaram a Convenção do Patrimônio Mundial da Unesco. Essa iniciativa enseja a participação de gestores de sítios, autoridades, comunidades locais, ONGs e outros interessados na preservação do patrimônio cultural e natural do País.
Marcus Peixoto
Repórter
Fonte: DN

Edu Guedes deixa a Rede Record


Em comunicado enviado à imprensa, na tarde desta quarta-feira (1º), a Rede Record oficializou a rescisão do contrato do apresentador e culinarista Edu Guedes. Ele estava fora do ar desde dezembro do ano passado, quando a emissora resolveu trocou o time de apresentadores do 'Hoje em Dia' por Ana Hickmann, César Filho e Renata Alves.
Edu Guedes não deve ficar muito tempo desempregado. Ele deve ser anunciando como o novo contratado da RedeTV! em breve. O apresentador tinha contrato com a Record até 2016, mas fez um acordo amigável para que a emissora de Edir Macedo o liberasse.
Na RedeTV!, Edu deverá comandar um programa nos mesmos moldes do 'Hoje em Dia', atuando ao lado de Celso Zucatelli, que também está acertando contrato, e Irís Stefanelli.
Confira o comunicado na íntegra:
A Rede Record e o apresentador Edu Guedes anunciam que, a partir desta data, o contrato entre as duas partes fica rescindido, em comum acordo.
Em 2000, Eduardo Guedes foi convidado a fazer parte do programa Note e Anote. Em 2004, a convite de Paulo Henrique Amorin, passou a fazer parte do programa Tudo a Ver com o quadro Tá na Mesa. E em agosto de 2005, passou a apresentar o programa Hoje em Dia até dezembro de 2014.
A Record agradece a parceria com Edu Guedes durante todos estes anos e deseja muito sucesso em sua nova trajetória
”.
Fonte: CNEWS

Agora é lei: mãe pode registrar filho no cartório sem presença do pai


A partir desta terça-feira (31) mães poderão se dirigir aos cartórios para providenciar o registro de nascimento de seus filhos. A autorização está prevista na Lei 13.112/2015, publicada no Diário Oficial da União. A norma sancionada pela presidente da República, Dilma Rousseff, legalmente equipara mães e pais quanto à obrigação de registrar o recém-nascido.

Conforme o texto, cabe ao pai ou à mãe, sozinhos ou juntos, o dever de fazer o registro no prazo de 15 dias. Se um dos dois não cumprir a exigência dentro do período, o outro terá um mês e meio para realizar a declaração.

Antes da publicação da lei, era exclusiva do pai a iniciativa de registrar o filho nos primeiros 15 dias desde o nascimento. Apenas se houvesse  omissão ou impedimento do genitor, é que a mãe poderia assumir seu lugar.

O texto que deu origem à Lei (PLC 16/2013) foi aprovado pelo Senado no dia 5 de março.

Declaração de Nascido

O texto deixa claro que será sempre observado artigo já existente na Lei dos Registros Públicos (Lei 6.015/1973) a respeito da utilização da Declaração de Nascidos Vivos (DNV) para basear o pedido.

Pelo artigo citado (art. 54), o nome do pai que consta da DVN não constitui prova ou presunção da paternidade. Portanto, esse documento, emitido por profissional de saúde que acompanha o parto, não será elemento suficiente para a mãe indicar o nome do pai, para inclusão no registro.

Isso porque a paternidade continua submetida às mesmas regras vigentes, dependendo de presunção que decorre de três hipóteses: a vigência de casamento (art. 1.597 do Código Civil); reconhecimento realizado pelo próprio pai (dispositivo do art. 1.609, do mesmo Código Civil); ou de procedimento de averiguação de paternidade aberto pela mãe (art. 2º da lei 8.560, de 1992).

FONTE Agência do Senado

fonte: http://potenginainternet.blogspot.com/2015/04/agora-e-lei-mae-pode-registrar-filho-no.html

Hora do Riso

Um médico e um advogado encontram-se em uma festa.
- Frequentemente eu sinto terríveis dores de cabeça - comenta o advogado a certa altura da conversa. - O senhor poderia me dizer qual remédio devo tomar?

Meio a contra-gosto, o médico respondeu a pergunta do advogado e em seguida
perguntou-lhe:
- Como você lida com as pessoas que lhe pedem conselhos profissionais durante uma festa?
- É fácil - disse o advogado. - Eu lhe mando a conta no dia seguinte.

Evangelho do dia


Sexta-feira Santa, 3 de Abril de 2015.
Santo do dia: Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo
Cor litúrgica: vermelho
Evangelho de hoje: São João 18, 1-19, 42
Primeira leitura: Isaías 52, 13-53, 12
Leitura do livro do profeta Isaías:
13Ei-lo, o meu Servo será bem sucedido; sua ascensão será ao mais alto grau. 14Assim como muitos ficaram pasmados ao vê-lo - tão desfigurado ele estava que não parecia ser um homem ou ter aspecto humano -, 15do mesmo modo ele espalhará sua fama entre os povos. Diante dele os reis se manterão em silêncio, vendo algo que nunca lhes foi narrado e conhecendo coisas que jamais ouviram. 53,1'Quem de nós deu crédito ao que ouvimos? E a quem foi dado reconhecer a força do Senhor? 2Diante do Senhor ele cresceu como renovo de planta ou como raiz em terra seca. Não tinha beleza nem atrativo para o olharmos, não tinha aparência que nos agradasse. 3Era desprezado como o último dos mortais, homem coberto de dores, cheio de sofrimentos; passando por ele, tapávamos o rosto; tão desprezível era, não fazíamos caso dele. 4A verdade é que ele tomava sobre si nossas enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores; e nós pensávamos fosse um chagado, golpeado por Deus e humilhado! 5Mas ele foi ferido por causa de nossos pecados, esmagado por causa de nossos crimes; a punição a ele imposta era o preço da nossa paz, e suas feridas, o preço da nossa cura. 6Todos nós vagávamos como ovelhas desgarradas, cada qual seguindo seu caminho; e o Senhor fez recair sobre ele o pecado de todos nós'. 7Foi maltratado, e submeteu-se, não abriu a boca; como cordeiro levado ao matadouro ou como ovelha diante dos que a tosquiam, ele não abriu a boca. 8Foi atormentado pela angústia e foi condenado. Quem se preocuparia com sua história de origem? Ele foi eliminado do mundo dos vivos; e por causa do pecado do meu povo foi golpeado até morrer. 9Deram-lhe sepultura entre ímpios, um túmulo entre os ricos, porque ele não praticou o mal nem se encontrou falsidade em suas palavras. 10O Senhor quis macerá-lo com sofrimentos. Oferecendo sua vida em expiação, ele terá descendência duradoura, e fará cumprir com êxito a vontade do Senhor. 11Por esta vida de sofrimento, alcançará luz e uma ciência perfeita. Meu Servo, o justo, fará justos inúmeros homens, carregando sobre si suas culpas. 12Por isso, compartilharei com ele multidões e ele repartirá suas riquezas com os valentes seguidores, pois entregou o corpo à morte, sendo contado como um malfeitor; ele, na verdade, resgatava o pecado de todos e intercedia em favor dos pecadores.
- Palavra do Senhor
- Graças a Deus
Salmo 30 (31)
- Senhor, eu ponho em vós minha esperança; que eu não fique envergonhado eternamente! Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel!
R: Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.
- Tornei-me o opróbrio do inimigo, o desprezo e zombaria dos vizinhos, e objeto de pavor para os amigos; fogem de mim os que me vêem pela rua.
Os corações me esqueceram como um morto, e tornei-me como um vaso espedaçado.
R: Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.
A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio, e afirmo que só vós sois o meu Deus! Eu entrego em vossas mãos o meu destino; libertai-me do inimigo e do opressor!
R: Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.
Mostrai serena a vossa face ao vosso servo, e salvai-me pela vossa compaixão! Fortalecei os corações, tende coragem, todos vós que ao Senhor vos confiais!
R: Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.
Segunda leitura: Hebreus 4, 14-16; 5, 7-9
Leitura da carta aos Hebreus:
Irmãos: 14Temos um sumo sacerdote eminente, que entrou no céu, Jesus, o Filho de Deus. Por isso, permaneçamos firmes na fé que professamos. 15Com efeito, temos um sumo sacerdote capaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado. 6Aproximemo-nos então, com toda a confiança, do trono da graça, para conseguirmos misericórdia e alcançarmos a graça de um auxílio no momento oportuno. 5,7Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus. 8Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que ele sofreu. 9Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem.
- Palavra do Senhor
- Graças a Deus
Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 18, 1-19, 42
- Louvor e honra a vós, Senhor Jesus.
- Jesus Cristo se tornou obediente, obediente até a morte numa cruz, pelo que o Senhor Deus o exaltou e deu-lhe um nome muito acima de outro nome (Fl 2, 8s)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João:
N (Narrador) Naquele tempo: 1Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos. 2Também Judas, o traidor, conhecia o lugar, porque Jesus costumava reunir-se aí com os seus discípulos. 3Judas levou consigo um destacamento de soldados e alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus, e chegou ali com lanternas, tochas e armas. 4Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer, saiu ao encontro deles e disse:
P (Presidente) A quem procurais?'
N: 5Responderam:
A: (Assembléia) A Jesus, o nazareno'.
N: Ele disse:
P: Sou eu.
N: Judas, o traidor, estava junto com eles. 6Quando Jesus disse: 'Sou eu', eles recuaram e caíram por terra. 7De novo lhes perguntou:
P: A quem procurais?
N: Eles responderam:
A: A Jesus, o nazareno.
N: 8Jesus respondeu:
P: Já vos disse que sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem.
N: 9Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito: 'Não perdi nenhum daqueles que me confiaste'. 10Simão Pedro, que trazia uma espada consigo, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco. 11Então Jesus disse a Pedro:
P: Guarda a tua espada na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai me deu?
N: 12Então, os soldados, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o amarraram. 13Conduziram-no primeiro a Anás, que era o sogro de
Caifás, o sumo sacerdote naquele ano. 14Foi Caifás que deu aos judeus o conselho: 'É preferível que um só morra pelo povo'. 15Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio do sumo sacerdote. 16Pedro ficou fora, perto da porta. Então o outro discípulo, que era conhecido do sumo sacerdote, saiu, conversou com a encarregada da porta e levou Pedro para dentro. 17A criada que guardava a porta disse a Pedro:
L (leitor) Não pertences também tu aos discípulos desse homem?
N: Ele respondeu:
L: Não.
N: 18Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira e estavam-se aquecendo, pois fazia frio. Pedro ficou com eles, aquecendo-se. 19Entretanto, o sumo sacerdote interrogou Jesus a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento.
20Jesus lhe respondeu:
P: Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no Templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada falei às escondidas. 21Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que falei; eles sabem o que eu disse.
N: 22Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava deu-lhe uma bofetada, dizendo:
L: É assim que respondes ao sumo sacerdote?
N: 23Respondeu-lhe Jesus:
P: Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?
N: 24Então, Anás enviou Jesus amarrado para Caifás, o sumo sacerdote. 25Simão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se. Disseram-lhe:
A: Não és tu, também, um dos discípulos dele?
N: Pedro negou:
L: Não!
N: 26Então um dos empregados do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha, disse:
L: Será que não te vi no jardim com ele?
N: 27Novamente Pedro negou. E na mesma hora, o galo cantou. O meu reino não é deste mundo. 28De Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador. Era de manhã cedo. Eles mesmos não entraram no palácio, para não ficarem impuros e poderem comer a páscoa. 29Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse:
L: Que acusação apresentais contra este homem?
N: 30Eles responderam:
A: Se não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti!
N: 31Pilatos disse:
L: Tomai-o vós mesmos e julgai-o de acordo com a vossa lei.
N: Os judeus lhe responderam:
A: Nós não podemos condenar ninguém à morte.
N: 32Assim se realizava o que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer. 33Então Pilatos entrou de novo no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe:
L: Tu és o rei dos judeus?
N: 34Jesus respondeu:
P: Estás dizendo isto por ti mesmo, ou outros te disseram isto de mim?
N: 35Pilatos falou:
L: Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?'.
N: 36Jesus respondeu:
P: O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui.
N: 37Pilatos disse a Jesus:
L: Então tu és rei?
N: Jesus respondeu:
P: Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz.
N: 38Pilatos disse a Jesus:
L: O que é a verdade?
N: Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus, e disse-lhes:
L: Eu não encontro nenhuma culpa nele. 39Mas existe entre vós um costume, que pela Páscoa eu vos solte um preso. Quereis que vos solte o rei dos Judeus?
N: 40Então, começaram a gritar de novo:
A: Este não, mas Barrabás!
N: Barrabás era um bandido. 19,1Então Pilatos mandou flagelar Jesus. 2Os soldados teceram uma coroa de espinhos e colocaram-na na cabeça de Jesus. Vestiram-no com um manto vermelho, 3aproximavam-se dele e diziam:
A: Viva o rei dos judeus!
N: E davam-lhe bofetadas. 4Pilatos saiu de novo e disse aos judeus:
L: Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós, para que saibais que não encontro nele crime algum.
N: 5Então Jesus veio para fora, trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho. Pilatos disse-lhes:
L: Eis o homem!
N: 6Quando viram Jesus, os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar:
A: Crucifica-o! Crucifica-o!
N: Pilatos respondeu:
L: Levai-o vós mesmos para o crucificar, pois eu não encontro nele crime algum.'
N: 7Os judeus responderam:
A: Nós temos uma Lei, e, segundo esta Lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus.
N: 8Ao ouvir estas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda. 9Entrou outra vez no palácio e perguntou a Jesus:
L: De onde és tu?
N: Jesus ficou calado. 10Então Pilatos disse:
L: Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?
N: 11Jesus respondeu:
P: Tu não terias autoridade alguma sobre mim, se ela não te fosse dada do alto.
Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior.
N: 12Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus gritavam:
A: Se soltas este homem, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei, declara-se contra César'.
N: 13Ouvindo estas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado 'Pavimento', em hebraico 'Gábata'. 14Era o dia da preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus:
L: Eis o vosso rei!
N: 15Eles, porém, gritavam:
A: Fora! Fora! Crucifica-o!
N: Pilatos disse:
L: Hei de crucificar o vosso rei?
N: Os sumos sacerdotes responderam:
A: Não temos outro rei senão César'.

N: 16Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram. 17Jesus tomou a cruz sobre si e saiu para o lugar chamado 'Calvário', em hebraico 'Gólgota'. 18Ali o crucificaram, com outros dois: um de cada lado, e Jesus no meio. 19Pilatos mandou ainda escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava escrito: 'Jesus o Nazareno, o Rei dos Judeus'. 20Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego. 21Então os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos:
A: Não escrevas 'O Rei dos Judeus', mas sim o que ele disse: 'Eu sou o Rei dos judeus'.
N: 22Pilatos respondeu:
L: 'O que escrevi, está escrito'.
N: 23Depois que crucificaram Jesus, os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes, uma parte para cada soldado. Quanto à túnica, esta era tecida sem costura, em peça única de alto a baixo. 24Disseram então entre si:
A: Não vamos dividir a túnica. Tiremos a sorte para ver de quem será.
N: Assim se cumpria a Escritura que diz: 'Repartiram entre si as minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica'. Assim procederam os soldados. 25Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que
ele amava, disse à mãe:
P: Mulher, este é o teu filho.
N: 27Depois disse ao discípulo:
P: Esta é a tua mãe.
N: Dessa hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. 28Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse:
P: Tenho sede.
N: 29Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. 30Ele tomou o vinagre e disse:
P: Tudo está consumado.

N: E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.
Todos se ajoelham e faz-se breve pausa
N: 31Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz. 32Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que foram crucificados com Jesus. 33Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; 34mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. 35Aquele que viu, dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. 36Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: 'Não quebrarão nenhum dos seus ossos'. 37E outra Escritura ainda diz: 'Olharão para aquele que transpassaram'. Envolveram o corpo de Jesus com os aromas, em faixas de linho. 38Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus - mas às escondidas, por medo dos judeus - pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus. Pilatos consentiu. Então José veio tirar o corpo de Jesus. 39Chegou também Nicodemos, o mesmo que antes tinha ido a Jesus de noite. Trouxe uns trinta quilos de perfume feito de mirra e aloés. 40Então tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho, como os judeus costumam sepultar. 41No lugar onde Jesus foi crucificado, havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. 42Por causa da preparação da Páscoa, e como o túmulo
estava perto, foi ali que colocaram Jesus.
- Palavra da Salvação
- Glória a Vós, Senhor
Comentário do dia: Homilia atribuída a Santo Efrém (c. 306-373)
Diácono da Síria, doutor da Igreja

«Elevado da terra, atrairei todos a Mim» (Jo 12,32)
Hoje, avança a cruz, a criação exulta; a cruz, caminho dos perdidos, esperança dos cristãos, pregação dos apóstolos, segurança do universo, fundamento da Igreja, fonte para os que têm sede. […] Em grande doçura, Jesus é conduzido à Paixão: é conduzido ao julgamento de Pilatos; à hora sexta, escarnecem dele; até à hora nona, suporta a dor dos pregos; depois, a morte põe fim à sua Paixão. Na décima segunda hora, é descido da cruz: parece com um leão adormecido. […]
Durante o julgamento, a Sabedoria cala-Se e o Verbo nada diz. Os seus inimigos desprezam-No e crucificam-No. […] Aqueles a quem, ontem, tinha dado o seu corpo em alimento vêem-No morrer de longe. Pedro, o primeiro dos apóstolos, foi o primeiro a fugir. André também fugiu, e João, que se inclinou sobre o seu peito, não impediu que um soldado Lhe perfurasse o lado com a lança. Os Doze fugiram; não disseram uma palavra em sua defesa, eles, por quem Ele dá a vida. Lázaro não está lá, ele, a quem Ele chamou à vida. O cego não chorou Aquele que lhe abriu os olhos para a luz, e os coxos, que graças a Ele podiam andar, não correram para junto dele.
Apenas um bandido, crucificado a seu lado, O confessa e Lhe chama seu rei. Ó ladrão, flor precoce da árvore da cruz, primeiro fruto da madeira do Gólgota […]! O Senhor reina: a criação rejubila. A cruz triunfa, e todas as nações, tribos, línguas e povos (Ap 7,9) vêm adorá-Lo. […] A cruz restitui a luz a todo o universo, dissipa as trevas e reúne as nações […] numa só Igreja, numa só fé, num só baptismo no Amor. A cruz ergue-se no centro do mundo, cravada no Calvário.
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Divulgação autorizada, citando a fonte.

Sugestões de páscoa



Hoje colega eu trago para vocês  uma super sugestão de pascoa e sexta feira santa  .Várias receitas   para a nossa páscoa.

Confira as receitas no link abaixo 




Muffins de de chocolate com ganache e cerejas

Ovo de Pascoa fácil  com pap.


Também temos algumas receitas salgadas e muito saborosas .







Temos várias sugestões para sua páscoa colega, são receitas fáceis e que não são muito caras .
Um grande beijo para todos e uma ótima pascoa ,dia 11 esta chegando e o Encontro de blogueiros também.Em breve venho falar das novidades do encontro.
Uma boa pascoa  para todos .


FONTE: http://www.artesdasadhianacozinha.com/2015/04/sugestoes-de-pascoa.html

Para encontrar uma nova dimensão da vida

Nova publicação em Universo Natural

Para encontrar uma nova dimensão da vida

by José Batista de Carvalho
Para encontrar uma nova dimensão da vida universo naturalDê um pouco de tempo a si mesmo, ficando sozinho, silencioso apenas observando a cena interior de sua mente. Pouco a pouco os pensamentos desaparecerão. Pouco a pouco chegará o dia em que sua mente estará tão quieta, tão silenciosa como se não estivesse ali. Apenas este silencio, e neste momento você não estará presente.
Neste silencio interior você encontrará uma nova dimensão da vida. Nesta dimensão a ganância não existe, a violência não existe, o sexo não existe, a raiva não existe. Isso não é um crédito a seu favor, é uma nova dimensão além da mente, onde o amor existe em estado puro, não poluído por nenhuma necessidade biológica, onde a compaixão existe sem nenhuma razão, não para obter uma recompensa nos céus, mas porque a compaixão é uma recompensa em si mesma.
E surge um profundo desejo de compartilhar todo o tesouro que você descobriu em si mesmo, de gritar dos telhados, das casas para as pessoas: " Vocês não precisam ser mendigos, vocês nasceram imperadores - vocês tem apenas que descobrir o seu império". E o seu império não é do mundo exterior, o seu império é da sua própria interioridade. Ele está dentro de você e sempre esteve, esperando apenas que você volte para casa. O amor virá, e virá em abundância, tanto que você não poderá contê-lo. Ele estará transbordando em você, alcançando todas as direções.
Você tem apenas que descobrir o seu esplendor secreto. A vida pode tornar-se simplesmente uma canção - uma canção de felicidade. A vida por ser simplesmente uma dança, uma celebração, uma contínua celebração. Tudo o que você tem a fazer é aprender um estilo de vida afirmativo.
Este Universo é nosso, este Universo é nosso lar. Nós não somos órfãos. Esta terra é a nossa mãe, o céu é o nosso pai. Todo este Universo é para nós, e somos para ele. Na verdade, não há divisão entre nós e o Todo. Nós estamos organicamente unidos, somos parte de uma orquestra.
Sentir essa música da existência é a única religião, autêntica e válida. Ela não tem nenhuma escritura, nenhuma, e nem precisa ter. Ela não tem nada para adorar, tem apenas que ser silenciosa e deste silencio virá gratidão, prece e toda a existência se transformará em divindade.
Deus está espalhado em tudo o que existe, nas árvores, nos pássaros, nos animais, na humanidade, nos sábios, nos tolos. Tudo que está vivo nada mais é que divindade, pronta para abrir suas asas, pronta para voar a liberdade, a derradeira liberdade da consciência.
Sim, você irá amar a si mesmo e irá também amar toda a Existência.
 Osho
José Batista de Carvalho | 02/04/2015 às 18:56

Frase do dia!

Sol Frase do dia
O mito do eterno retorno nos diz por antecipação que nós só vivemos uma vez, e sem repetições, portanto, nunca poderemos comparar uma situação com outra.
 
 
Abraços,
Equipe Frase do dia!

A Sexta-feira Santa

Emílio Portugal Coutinho
Sexta-feira da Paixão do Senhor.jpg

Na Sexta-feira Santa recorda-se a Paixão e morte do Salvador. Todas as funções deste dia estão repassadas de luto pesado, pois é dia consagrado ao memorial da morte de Nosso Senhor.
Os paramentos negros. A omissão do Dominus vobiscum. A falta de instrumentos de música. Nenhum toque de sinos. O altar, frio e despido. Desocupado e aberto, o tabernáculo. Na frente dele, uma cruz com véu negro. Nos candelabros, há velas de cera amarela como nos dias de funerais. Em tudo reina a tristeza, a desolação profunda.
É, para a Igreja, um dia especialíssimo, portanto, de grande silêncio, oração, penitência, sobretudo jejum e abstinência de carne. Nesse dia não há ofertório e nem consagração, mas faz-se a comunhão eucarística.
A celebração da Paixão do Senhor é constituída de três partes: A liturgia da palavra, a adoração da cruz e a comunhão eucarística.
Liturgia da Palavra
Às três horas da tarde inicia-se a celebração da Paixão do Senhor. O celebrante e os ministros sagrados são paramentados de preto em sinal de grande luto. Chegando ao pé do altar, prostram-se, e rezam em silêncio por alguns instantes. Esta atitude humilde é a expressão da mágoa imensa que lhes acabrunha a alma com a evocação do grande mistério do Calvário. Durante este tempo, estende-se no altar uma só toalha, recordando o Sudário que serviu para envolver o Corpo de Nosso Senhor. Então, o sacerdote sobe os degraus do altar e oscula-o. Estando todos sentados, são feitas as duas primeiras leituras com o respectivo salmo. Logo a seguir, é cantada a Paixão segundo São João, da mesma forma que foi feito no domingo de Ramos. Quando chega na parte em que diz que Nosso Senhor entregou o seu espírito, todos ajoelham, e ficam assim por alguns instantes.
Canta-se a Paixão de Jesus Cristo segundo o evangelho de São João, porque ele é o quarto evangelista e porque, ficando debaixo da cruz, foi testemunha ocular da crucificação. Por isso convém que seja ouvido neste dia.
Durante muitos séculos, os fiéis procuravam, nesse dia, não fazer barulho e, especialmente, evitavam bater em algo, evitando a sensação daquele ruído terrível do martelo cravando Jesus na Cruz. Nada de canto, de música, de sinais de alegria, de recreação. Trabalhava-se o mínimo possível, só naquilo que era de extrema necessidade. O tempo era para oração, leitura, meditação, avaliação da vida, partilha do sofrimento de Jesus.
Oração Universal
Acabado o canto da paixão, começa o celebrante as Orações conhecidas por Admoestações porque o prelúdio consta, para cada uma, de advertência, a modo de prefácio em que o sacerdote diz o objeto da prece a seguir. São nove estas orações, e alguns julgam ser de origem apostólica. O celebrante reza:
1º - Pela Santa Igreja;
2º - Pelo papa;
3º - Por todas as ordens e categorias de fiéis;
4º - Pelos catecúmenos;
5º - Pela unidade dos cristãos;
6º - Pelos judeus;
7º - Pelos que não creem em Cristo;
8º - Pelos que não creem em Deus;
9º - Pelos poderes públicos;
10º - Por todos os que sofrem provações.
A Igreja reza nessas rogações, pelos que nunca pertenceram ou já não pertencem ao seu grêmio. O motivo é para não esquecermos que o Salvador morreu por todos os homens, e para implorar em benefício de todos, os frutos da sua Paixão.
Entre cada uma das orações que são feitas, o diácono diz: Flectamus genua. Então todos se ajoelham por alguns instantes, e rezam em silêncio, até que o mesmo diácono diz: Levate, então todos se levantam.
Adoração da Santa Cruz
Na sexta-feira santa adora-se solenemente a Cruz, porque, tendo sido Jesus Cristo pregado na Cruz, e tendo morrido nela naquele dia, a santificou com o seu Sangue.
Jesus na Cruz.jpg
A cerimônia da adoração da cruz, tem a sua origem na veneração da verdadeira cruz conservada em Jerusalém, por volta do século IV. A cruz se colocava numa mesa coberta com um pano branco. Os fiéis veneram-na, tocam-na com a fronte e os olhos; não o podiam fazer com a mão nem com a boca. Pois um devoto arrancou com os dentes uma relíquia da santa cruz. Agora a imagem do Crucificado é colocada sobre um pano roxo estendido nos degraus do altar ou do coro.
Eis o rito: O celebrante tira a casula e, ficando ao pé do altar, descobre o alto da cruz e canta: "Ecce lignum Crucis" (Eis o lenho da Cruz (, do qual pendeu a salvação do mundo)). Os ministros que lhe assistem, continuam com ele: "Venite, adoremus" (Vinde adoremo-lo). Ao mesmo tempo, prostram-se todos. O celebrante, não. Este, depois, vai para o lado direito do altar; descobre o braço direito da cruz, mostrando-o, e repete em tom mais elevado: "Ecce lignum Crucis", etc. Enfim, alcançou o meio do altar. Descobre completamente a cruz, e, ergue-a e canta, terceira vez, em tom ainda mais alto: "Ecce lignum Crucis", etc. Então, o oficiante deposita a cruz nos degraus do altar, para que seja adorada por todos os clérigos e fiéis presentes. O canto: Ecce lignum Crucis é usado desde o século IX-X.
É desnudada a cruz lembrando que os judeus desnudaram o Filho de Deus. Esta impressionante cerimônia se faz em três atos para significar três atos principais de irrisão cruel da vítima da sanha judaica:
1º Quando, no átrio do sumo sacerdote, cobriram a santa face de Nosso Senhor, e lhe deram bofetadas. Por isso a primeira vez não se descobre a santa face do crucifixo (Lc 23, 64).
2º Quando o Rei da glória, coroado de espinhos, foi escarnecido pelos soldados com genuflexão e as palavras: "Ave, rei dos Judeus". Por isso na segunda vez se mostra a santa cabeça e a santa face do Rei do universo (Mt 27, 27-30).
3º Quando o Filho do Todo-poderoso, despojado dos seus vestidos, estava crucificado e foi insultado com a blasfêmia: "Ah! Tu podes destruir o templo e outra vez o edificar; salva-te!" Por isso, na terceira vez o crucifixo se mostra todo descoberto (Mt 27, 40).
Durante a adoração da Cruz, cantam-se as antífonas chamadas "Impropérios" (do latim improperium, que quer dizer "censura"), porque encerram repreensões dirigidas aos judeus pela voz dos profetas. Cada antífona destas enumera um determinado benefício de Deus, a favor do povo judaico, e põe em face a correspondente ingratidão do mesmo povo.
Missa dos Pressantificados
Antigamente chamava-se essa terceira parte da celebração da Paixão do Senhor, "Missa dos Pressantificados":
1 - Missa. Na verdade, não é muito próprio o termo, pois não há consagração e, portanto, sacrifício. Deram-lhe, no entanto, este nome, porque repete certo número dos ritos da missa.
2 - dos Pressantificados. Por causa da Santíssima Hóstia, consagrada na Missa da Quinta-Feira Santa. O vocábulo Pressantificados significa, pois, dons santificados, consagrados previamente.
Estando a acabar a Adoração da Cruz, acendem-se as velas do altar e vai-se, em silêncio, em procissão, à capela aonde se encontram as hóstias consagradas. Voltam, trazendo a Santa Reserva, com o canto, não já do Pange língua que e hino de júbilo, mas do Vexilla Regis, que é o hino da Cruz.
Quando a procissão regressou, o Celebrante coloca sobre o altar o Santíssimo Sacramento. Depois, diz Orate frates, etc; mas ninguém responde,e logo vem o Pater com o respectivo prefácio. Então, ergue na patena a Sagrada Hóstia, para os assistentes adorarem. Faz a fração como na missa ordinária, diz a terceira oração antes da comunhão e o "Domine non sum dignus". Finalmente, comunga, toma as abluções e retira-se em silêncio. Recitam-se agora as Vésperas, sem canto, sem luzes, querendo mostrar, com isso, que se apagou, morrendo na cruz, a luz do mundo, Nosso Senhor Jesus Cristo.
O celebrante diz: In spiritu humilitatis... et sic fiat sacrificium. Nesta oração a palavra "sacrificium" significa hoje o sacrifício espiritual da penitência (Sl 50). Por isso, o celebrante pode dizer: "Orate frates... ut meum sacrificium (de penitentia)..." Mas o povo não pode responder: "Suscipiat... de manibus tuis", porquanto estas palavras significam o sacrifício sacramental, o qual não se oferece.
O celebrante não diz: Pax Domini, nem a primeira oração antes da comunhão, porque não se dá a paz no dia em que Nosso Senhor foi repelido pelos judeus inimigos com o grito: "Não temos rei".
O celebrante não reza: "Haec commixtio", nem a segunda antes da comunhão, nem Quid retribuam, Corpus tuum, Placeat, porque nestas orações se menciona ou o Santíssimo Sangue, que não está no altar, ou o sacrifício eucarístico, que não se oferece.
O celebrante não diz: Dominus vobiscum, porque o único sacerdote, Jesus Cristo, foi morto e não pode mais falar, e não está mais conosco.
Por Emílio Portugal Coutinho.

FONTE:
http://www.arautos.org/artigo/67724/a-sexta-feira-santa.html

Eclipse lunar mais curto do século acontece neste sábado. Prepare-se para não vê-lo

A Lua vai ficar totalmente encoberta pela sombra por menos de cinco minutos e o fenômeno não será visível do Brasil

Por: Juliana Santos

Lua avermelhada durante um eclipse lunar total
Lua avermelhada durante um eclipse lunar total(Matt King/Getty Images/VEJA)
A manhã do sábado vai contar com um eclipse lunar total, aquele em aquele em que o satélite fica dentro da parte mais escura da sombra da Terra. A Lua ficará totalmente encoberta por menos de cinco minutos (4 minutos e 43 segundos), o que faz com que este seja o eclipse mais veloz do século XXI.
Eclipse lunar
Imagem mostra em qual parte da sombra da Terra a Lua vai passar neste sábado(Wikipedia/Reprodução)
"Este será o eclipse lunar mais curto desde 25 de julho de 1553 (que durou 2m33s). O próximo tão rápido assim será em 11 de setembro de 2155 (com duração de 2m36s)", afirma Gustavo Rojas, astrofísico da Universidade Federal de São Carlos.
A trajetória da Lua na região da sombra da Terra é o que explica esse período tão reduzido de eclipse. Neste sábado, a Lua passa por uma região na ponta da sombra, o que faz com que a trajetória seja mais curta e, por isso, tão rápida. Segundo Rojas, o tempo máximo que a fase total de um eclipse lunar pode durar é 107 minutos.
No Brasil, a visibilidade do fenômeno não será muito boa. A maior parte do país poderá ver a Lua apenas durante a fase penumbral do eclipse, quando o satélite passa pela parte mais clara da sombra terrestre. O escurecimento do satélite é pequeno e imperceptível para os observadores.
Os Estados do Norte do país terão um pouco mais de sorte. A partir das 7h15 (horário de Brasília), o satélite começa a adentrar a umbra, parte central e mais escura da sombra, e começa a "sumir". Neste momento, Acre (onde serão 5h15), Amazonas e parte de Rondônia (onde serão 6h15) têm condições de ver o começo do "desaparecimento". Mas, mesmo nessas localidades, a Lua já vai estar muito baixa no horizonte, quase se pondo, o que dificulta a visão. De nenhum lugar no Brasil será possível ver a Lua totalmente encoberta.
"Lua de sangue" - Quando a Lua estiver totalmente dentro da sombra, o que poderá ser visto por parte da América do Norte, da Ásia e da Oceania, ela não vai desaparecer no céu, mas brilhar menos e adquirir um tom avermelhado. Devido a esse efeito, os eclipses totais da Lua são apelidados popularmente de "Luas de sangue".
A ciência explica o motivo do nome. No momento do eclipse, a luz do Sol não chega diretamente à Lua, mas é "filtrada" pela atmosfera da Terra, que age como uma lente. Como a nossa atmosfera tem partículas que espalham mais a luz azul e menos a vermelha, a luz que atinge a Lua nessa situação é predominantemente vermelha.
Esse fenômeno também explica porque o Sol fica avermelhado ao entardecer: nesse momento, a luz está atravessando uma camada mais grossa de atmosfera, de modo que sobra mais luz vermelha.
Sequência - Este é o terceiro de uma série de quatro eclipses totais da Lua, que ocorrem ao longo de dois anos. O primeiro da tétrade foi no dia 15 de abril de 2014, e o último será em 27 de setembro deste ano. Esse evento é especial porque eclipses normalmente se intercalam entre totais, parciais (quando a Lua fica parcialmente encoberta pela parte mais escura da sombra da Terra) e penumbrais (quando a parte mais clara da sombra da Terra encobre a Lua). A tétrade é relativamente rara: no século XXI haverá oito delas, sendo a que se inicia no dia 15 a segunda - a primeira ocorreu de 2003 para 2004, e a terceira será em 2032 e 2033.
O último eclipse dessa sequência, em setembro, será o de melhor visualização no Brasil, podendo ser visto em sua totalidade e de todo o país. Para este sim, você pode se preparar para ver um belo fenômeno: ele será à noite e, com sorte, de céu claro.

Os principais eventos astronômicos de 2015


FONTE: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/eclipse-lunar-mais-curto-do-seculo-acontece-neste-sabado-prepare-se-para-nao-ve-lo

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