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domingo, 1 de maio de 2016

Dilma: "Querem transformar a CLT em letra morta"

Em discurso, presidente anunciou reajuste de 9% do Bolsa Família


JORNAL DO BRASIL

Em ato pelo Dia do Trabalhador, neste domingo (1º), no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, a presidente Dilma Rousseff disse que os que querem destituí-la se preparam para flexibilizar as normas da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e fragilizar os direitos dos trabalhadores. Em discurso, Dilma afirmou que "querem transformar a CLT em letra morta". 
"Eles propõem que o negociado pode viger sobre a lei, eles propõem, na verdade, que o negociado pode ser menos que a lei. Nós acreditamos que o negociado pode prevalecer, desde que ele seja mais que a lei. Mas eles querem que seja menos. Nós queremos que seja mais", disse Dilma, aos gritos de "Fica, querida!".
Presidente discursou no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, na tarde deste domingo (1º)
Presidente discursou no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, na tarde deste domingo (1º)
A presidente lembrou das manchetes dos jornais nos últimos dias dando conta de que, em eventual governo de Michel Temer, a ordem é "privatizar tudo o que for possível". Segundo Dilma, o primeiro alvo de um novo governo, no caso de o impeachment ir adiante no Senado, será o pré-sal. "Prometem e dizem explicitamente: privatizar tudo o que for possível. Esta fala 'tudo o que for possível' está escrita nos jornais. Qual é a primeira vítima dessa lista? É o pré-sal".
A presidente aproveitou o ato para anunciar o reajuste em 9% do Bolsa Família. Ela rechaçou as informações de que o governo federal estaria propondo um "pacote de bondades" diante de eventual impedimento de mandato.
"Esta proposta não nasceu hoje, ela estava prevista desde agosto de 2015, quando enviamos o Orçamento para o Congresso Nacional. Ela foi aprovada e, diante do quadro atual, tomamos medidas que garantem aumento na receita desse ano e dos próximos anos para viabilizar esse aumento do Bolsa Família. Tudo isso sem comprometer o cenário fiscal, que eles gostam de dizer que nós comprometemos".

Sem se referir a Michel Temer, Dilma voltou a afirmar que "eles" querem acabar com a obrigatoriedade dos gastos com saúde e educação. A presidente disse que a oposição e o PMDB no governo vão querer restringir o acesso ao Bolsa Família a apenas 5% dos mais pobres da população brasileira, que deixaria outros 36 milhões "entregues às livres forças do mercado para se virar". Atualmente, 47 milhões são atendidos pelo programa social.
"Sempre que vocês o discurso do 'vamos reolhar, vamos revisitar certas políticas sociais', significa, na verdade, 'vamos acabar com elas'. Eles falam em rever o Pronatec, o Minha Casa Minha Vida. Temos uma situação em que os programas sociais são vistos como responsáveis pelo desequilíbrio do país. Isso é mentira! O desequilíbrio é a necessária reforma tributária que transforma toda a nossa estrutura regressiva contra quem menos ganha".
A presidente questionou a credibilidade de lideranças que comandam o processo de impeachment e que são acusadas por alguns crimes na operação Lava Jato. "Não tenho conta no exterior, jamais utilizei recursos públicos em causa própria, nunca embolsei dinheiro do povo brasileiro, não recebi propina e nunca fui acusada de corrupção. Então, eles tiveram que inventar um crime. Como estava difícil inventar, começaram dizendo que eram seis decretos. Eu, em 2015, fiz 6 decretos chamados de suplementação, o Fernando Henrique Carodos, em 2001, fez 101 decretos de suplementação. Pra ele não era golpe nas contas públicas, pra mim é golpe nas contas públicas. Vejam vocês, dois pesos e duas medidas, porque não têm do que me acusar", disse a presidente, que classificou impeachment contra ela como "constrangedor".
Além do reajuste do Bolsa Família, Dilma também anunciou a correção em 5% da tabela do Imposto de Renda para Pessoa Física a partir de 2017, a contratação de, no mínimo, 25 mil novas moradias no programa Minha Casa Minha Vida, a proposta de ampliação da licença-paternidade de 5 para 25 dias para funcionários públicos e a criação do Conselho Nacional do Trabalho (Conselho Tripartite) com trabalhadores, empresários e governo.
Por recomendação médica, o ex-presidente Lula, que discursaria antes de Dilma, não compareceu ao evento. 

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