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terça-feira, 19 de julho de 2016

Saiba mais sobre o ressecamento vaginal e veja como se cuidar

Os sintomas podem afetar a qualidade de vida da mulher em algumas fases da vida



O ressecamento vaginal é enfrentado pelas mulheres em algumas fases de sua vida, podendo interferir diretamente em seu bem-estar emocional, físico e até social. Ele ocorre em momentos de queda na produção dos estrogênios, e a lubrificação da vagina torna-se muito baixa ou ausente.

Esse problema está relacionado à saúde íntima, que muitas vezes, ainda é um tabu e que afeta diretamente a qualidade de vida da mulher, que pode se sentir desconfortável em diversos momentos com os sintomas causados pelo ressecamento.
As consequências da falta de lubrificação causada pelo ressecamento são: sensação de irritação ou queimação, coceira, diminuição da elasticidade da vagina e dor durante a relação sexual. Esses sinais atrapalham a autoestima da mulher, que passa a se sentir menos segura para enfrentar o dia a dia. É importante que a mulher saiba que nenhum desses sintomas são normais, e precisam ser levados ao médico.
“O ressecamento vaginal é notado também pelas mulheres no momento das relações sexuais, quando falta lubrificação e o ato torna-se difícil e doloroso. Elas relatam que isso afeta o relacionamento com seus parceiros e causa certa insegurança”, comenta o médico ginecologista Ricardo Bruno, da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de Rio de Janeiro.
Geralmente o ressecamento vaginal ocorre durante o pós-parto, a amamentação e a menopausa, quando o organismo reduz naturalmente a produção de estrogênio. Para entender melhor, no pós-parto essa diminuição acontece porque há o aumento na produção de prolactina (hormônio da produção do leite). Assim, o organismo bloqueia boa parte da produção dos estrogênios para se concentrar na produção da prolactina.
Já na menopausa, há uma diminuição no estímulo para fabricação dos estrogênios, em comparação ao período da puberdade4. O ressecamento vaginal pode começar na pré-menopausa e vai aumentando até alcançar seu ápice na pós-menopausa, período em que o nível de ressecamento é 47% maior em relação ao climatério (transição em que a menstruação fica mais espaçada até parar de vez).
“Há muitas queixas das mulheres, na fase de climatério, de dores durante a relação sexual, ardência após o término e outros sintomas como coceira e dificuldade para urinar. Esses são os momentos em que as mulheres mais sentem o ressecamento vaginal”, ressalta o ginecologista. “As mulheres que acabaram de ser mães costumam perceber o ressecamento após 30 dias do parto, porém as queixas são menores do que as das mulheres na menopausa”, complementa.
Outra razão para ocorrer o ressecamento vaginal é o tratamento do câncer. Tanto a radioterapia quanto a quimioterapia podem causar a diminuição da produção de hormônio feminino responsável pela lubrificação vaginal e assim causar o ressecamento.
Muitas mulheres utilizam lubrificantes vaginais para aliviar os sintomas de dor e ardência durante a relação sexual. Porém, isso pode quebrar a espontaneidade da relação, deixando a mulher tensa e muitas vezes ansiosa. Além disso, ele não resolve os outros problemas causados pelo ressecamento. Segundo Ricardo Bruno, quando o lubrificante utilizado não é à base de água e sim de petróleo e óleo, o ressecamento vaginal pode se agravar após a relação sexual. Assim, é preciso ficar atenta à composição do produto e sempre conversar com o médico.

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