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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Brasil amassa Honduras e vai à 4ª final por ouro inédito

POR TERRA
A mesma ma Seleção Brasileira contestada em suas duas primeiras partidas nas Olimpíadas do Rio de Janeiro – frustrantes empates por 0 a 0 com África do Sul e Iraque – foi ovacionada pelo público do Maracanã no início da tarde desta quarta-feira, no Maracanã. Não era para menos. A equipe comandada por Rogério Micale não tomou conhecimento de Honduras, construiu uma vitória por 6 a 0, com gols de Neymar (2), Gabriel Jesus (2), Marquinhos e Luan, e chegou à sonhada decisão.
Foto: Heuler Andrey/Agif / Gazeta Press
Será a quarta final de um torneio olímpico de futebol masculino que o Brasil, ainda em busca da inédita medalha de ouro, disputará. Antes, o País foi derrotado em decisões pelo México em Londres 2012, pela União Soviética em Seul 1988 e para a França em Los Angeles 1984. Além dessas pratas, houve dois bronzes na história nacional, em Pequim 2008 e em Atlanta 1996.

A adversária da Seleção Brasileira será definida ainda nesta quarta-feira, no duelo de algozes entre Nigéria (que eliminou o Brasil nos Jogos de 1996) e Alemanha (a responsável pela histórica goleada por 7 a 1, sofrida na Copa do Mundo de 2014), que se enfrentam em Itaquera em busca da chance de também estar na final das 17h30 (de Brasília) de sábado, no Maracanã. No mesmo dia, mas às 13 horas (de Brasília), Honduras jogará pelo bronze no Mineirão.


Foto: Dhavid Normando / Futura Press

O jogo – O Brasil não deu tempo para surgirem sinais de desconfiança no Maracanã. Enquanto muitos torcedores ainda se acomodavam nas arquibancadas, Neymar já pressionava a saída de Honduras, forçando o erro de Palacios. O atacante do Barcelona ficou livre na área adversária, dividiu com o goleiro López e viu a bola entrar aos 14 segundos de partida.

A única preocupação que a Seleção Brasileira encontrou no primeiro tempo, a partir de então, foi o fato de Neymar ter se machucado na disputa com López. Recuperado pouco tempo, o astro logo chamou a atenção dos marcadores hondurenhos, que o marcavam com violência – embora ele valorizasse bastante cada queda no gramado, como costuma fazer.

Foto: Dhavid Normando / Futura Press

Sem conseguir incomodar a defesa brasileira, o técnico colombiano Jorge Luis Pinto e os seus jogadores, então, voltaram as suas críticas à arbitragem do romeno Oividiu Alin. O Brasil não se importava com as queixas. Nem a torcida, que festejava o bom momento do futebol nacional, raro nos últimos anos, com gritos empolgados de “o campeão voltou”.

Haveria mais para celebrar ainda na etapa inicial. Aos 25 minutos, Luan recebeu a bola de Gabriel e achou Gabriel Jesus nas costas da defesa hondurenha, do lado esquerdo. O atacante que o Palmeiras vendeu ao Manchester City correu e completou com categoria na saída de López para ampliar o placar.

A jogada de Gabriel Jesus trouxe tranquilidade não apenas para a Seleção, contestada no início da sua campanha nos Jogos Olímpicos, mas para o próprio atleta, um dos mais criticados no período de turbulência. Foi dele também o terceiro gol. Aos 34, com assistência de Neymar, voltou a concluir diante de López e, desta vez, mandou para o alto da meta.

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