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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Lava Jato deve convocar novamente delatores por denúncias contra PSDB, diz jornal

Suspeita é de que executivos estejam evitando falar de tucanos para não perder novas licitações

Aécio Neves e José Serra no plenário do Senado
Aécio Neves e José Serra no plenário do Senado

Delatores da Operação Lava Jato que teriam omitido informações, propositalmente ou não, serão convocados a prestar novos depoimentos nas próximas semanas. Entre eles estão executivos da Camargo Correa, Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez. A suspeita é de que eles teriam deixado de detalhar supostos esquemas de propina pagos em obras de responsabilidade dos Governos de São Paulo e de Minas Gerais quando eram administrados pelo PSDB. Obras realizadas nos Governos paulistas de José Serra e Geraldo Alckmin e no mineiro de Aécio Neves estariam na mira dos investigadores. As informações são do El País.
De acordo com a reportagem, o retorno dos delatores teria sido confirmado por fontes ligadas à investigação na Procuradoria Geral da República. O jornal destaca que o que chamou a atenção do grupo de trabalho que atua em Brasília foram informações que antecedem o acordo de delação premiada de executivos das empreiteiras Odebrecht e OAS citando irregularidades em obras das quais ambas participaram ao lado das demais investigadas ou nas quais foram concorrentes. "Entre elas a Cidade Administrativa de Belo Horizonte (MG), as construções no Metrô de São Paulo e do Rodoanel do mesmo Estado. Outras propinas pagas para participarem de obras na gestão de Dilma Rousseff (PT) na presidência também não foram descartadas", diz a reportagem.
El País prossegue afirmando que com a chegada de Michel Temer à presidência, apoiado pelo PSDB, parte das empreiteiras estariam evitando delatar esquemas que envolvam o grupo que atualmente governa o Brasil, segundo relataram empresários a investigadores. "A razão seria que essas empreiteiras precisariam seguir firmando contratos com o Governo federal e, no entendimento delas, se entregassem irregularidades de quem está no poder, dificilmente conseguiriam ser aprovadas em processos licitatórios para novas obras. Elas temem que a corrupção sistemática que por décadas predomina no poder público brasileiro ainda esteja longe de acabar, independentemente de quem esteja no comando do país", diz a reportagem.

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