segunda-feira, 14 de setembro de 2026

MEL

MEL

Aldaléia Aquino 

Ela me chegou
ainda bebê.
Assustada,
irrequieta,
meio "braba".
Seu olhar vivo,
dizia-me algo.
E o seu choramingo
era de saudade,
talvez da sua mãe 
e dos seus irmãos.
Por algum tempo
fiquei com ela no colo.
Ela queria carinho,
proteção,
calor,
aconchego!
E, de repente,
ficou serena,
toda dengosa,
e derrengada no meu colo.
Agora já está bem, 
já me conhece
e não me larga!
É sapeca,
traquina,
muito ativa
e valente!
Somos amigas!
Ela é a Mel, 
minha filhinha de 4 patas!

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