
A
lei de causa e efeito, ou lei do carma, pode ser sintetizada na conhecida frase "O homem colhe o que semeia". Segundo essa lei, ações, sentimentos e pensamentos produzem efeitos que retornam a curto, médio ou longo prazo a quem os gerou. Assim, o que é vivido hoje determina o futuro.
A lei do carma foi das primeiras apresentadas à humanidade. Podemos ver seus primeiros aspectos na Bíblia, quando Moisés afirma: "Olho por olho e dente por dente", e um dos mais avançados no clássico "Bhagavad-Gita", epopeia escrita nos primórdios da Índia, cujo personagem, o príncipe Arjuna, descobre a liberdade que advém de agir sem
apego aos frutos da ação.
Quem busca o caminho espiritual se dispõe a manifestar o bem, a verdade e a beleza no próprio ser e no
Universo. Contudo, a mais elevada expressão da harmonia intrínseca à vida requer plena liberdade, a soltura dos laços que ligam a consciência à matéria. Para isso, é necessário mais que boas ações equilibradoras de atos negativos: é preciso neutralidade ao agir.