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quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Estudo revela qual tipo de calçado oferece maior risco de lesões e quedas

Levantamento realizado nos Estados Unidos analisou atendimentos de emergência relacionados ao uso de diferentes tipos de calçados entre 2021 e 2025. Chinelos e botas aparecem entre os itens mais associados a acidentes, mas um deles se destaca pela gravidade das lesões

POR NOTÍCIAS AO MINUTO - Um estudo realizado nos Estados Unidos identificou os tipos de calçados mais associados a acidentes que levaram pessoas aos serviços de emergência. A análise, divulgada em outubro, utilizou dados registrados entre 2021 e 2025 pelo Sistema Nacional de Vigilância Eletrônica de Lesões (NEISS), vinculado à Comissão de Segurança de Produtos de Consumo dos Estados Unidos.

De acordo com o levantamento, publicado pelo escritório de advocacia Maison Law, os chinelos de uso doméstico aparecem como o tipo de calçado com maior proporção de lesões graves e internações hospitalares.

No período analisado, foram estimados 20.750 atendimentos de emergência relacionados a esse tipo de calçado. Desse total, 23,3% resultaram em internação, enquanto cerca de 32% dos casos envolveram fraturas. A cabeça foi a região do corpo mais afetada.

As botas também aparecem entre os calçados com maior número de ocorrências, com aproximadamente 20.840 atendimentos. Apesar do número ligeiramente superior, a proporção de internações foi menor, de 7,9%. As fraturas representaram 11,8% dos casos, sendo os pés a região mais atingida.

Chinelos de dedo também aparecem entre os mais perigosos

Os chinelos de dedo ficaram em terceiro lugar no levantamento, com cerca de 16.083 atendimentos de emergência.

Nesse grupo, 11,3% dos casos terminaram em internação hospitalar e 26,8% envolveram algum tipo de fratura. Os pés foram a parte do corpo mais afetada.

O estudo também avaliou acidentes associados a sandálias, sapatos de salto alto e tênis esportivos.

Ao considerar a gravidade das lesões, os chinelos domésticos voltaram a ocupar a primeira posição. Segundo os pesquisadores, 40,3% das ocorrências envolvendo esse tipo de calçado foram classificadas como graves, com uma estimativa de 8.359 lesões graves por ano.

Os chinelos de dedo ficaram em segundo lugar nesse critério, com 30,9% de lesões graves e uma estimativa anual de 4.965 ocorrências.

Como reduzir o risco de quedas?

Os dados não significam que todas as pessoas que usam chinelos tenham maior probabilidade de sofrer acidentes. O levantamento analisou atendimentos hospitalares associados aos calçados, sem estabelecer uma relação direta de causa e efeito nem considerar quantas pessoas utilizam cada modelo.

Ainda assim, a escolha de um calçado adequado pode ajudar a prevenir quedas, especialmente dentro de casa e entre pessoas com dificuldades de equilíbrio ou mobilidade.

Sapatos que se ajustam bem aos pés, oferecem estabilidade e possuem solado antiderrapante são algumas das medidas recomendadas para reduzir o risco de acidentes.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) alerta que as quedas estão entre as principais causas de lesões em pessoas com 65 anos ou mais e podem provocar consequências como redução da mobilidade e perda de independência.

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/2426373/estudo-revela-qual-tipo-de-calcado-oferece-maior-risco-de-lesoes-e-quedas

Qual é o melhor horário para dormir e controlar a pressão arterial?

Dormir bem não depende apenas da quantidade de horas de descanso. Estudos indicam que manter horários regulares para dormir e acordar também pode ajudar a controlar a pressão arterial e reduzir o risco de doenças cardiovasculares. Especialistas explicam qual é o período mais indicado

POR NOTÍCIAS AO MINUTO - A pressão alta, também conhecida como hipertensão arterial, é um dos principais fatores de risco para infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Embora a alimentação, a prática de exercícios físicos e o controle do estresse sejam importantes para a saúde do coração, existe outro hábito que merece atenção: o horário de dormir.

Segundo especialistas ouvidos pelo site EatingWell, pesquisas mostram que dormir em horários diferentes todos os dias pode estar associado ao aumento da pressão arterial, mesmo entre pessoas que conseguem descansar por várias horas.

Mas existe uma hora certa para ir para a cama? Estudos sugerem que adormecer entre 22h e 23h pode estar associado a um menor risco de doenças cardiovasculares. Isso não significa, porém, que todas as pessoas precisem dormir nesse intervalo.

Para os especialistas, o mais importante é manter uma rotina regular e garantir entre sete e nove horas de sono por noite.

Por que o horário de dormir influencia a pressão arterial?

O organismo funciona de acordo com o chamado ritmo circadiano, uma espécie de relógio biológico que regula diferentes processos ao longo de aproximadamente 24 horas.

Esse mecanismo influencia a produção de hormônios, a temperatura corporal, o apetite, a digestão e os períodos de sono e vigília.

A pressão arterial também acompanha esse ciclo. Normalmente, ela aumenta depois que acordamos e diminui durante o sono.

"A pressão arterial também segue um ritmo diário natural", explica a nutricionista Brannon Blount.

Quando uma pessoa dorme e acorda em horários muito diferentes, esse funcionamento pode ser prejudicado.

"Horários de sono irregulares podem perturbar esse ritmo e contribuir para padrões de pressão arterial menos favoráveis. Manter horários consistentes para dormir e acordar ajuda a apoiar esses processos regulatórios naturais", afirma a nutricionista Michelle Routhenstein.

O que acontece com a pressão arterial enquanto dormimos?

Durante o sono, o organismo passa por mudanças que permitem ao sistema cardiovascular trabalhar com menos esforço.

A frequência cardíaca diminui, os vasos sanguíneos relaxam e a pressão arterial costuma cair.

"A pressão arterial normalmente cai cerca de 10% a 20% durante o sono, um padrão conhecido como queda noturna. Isso proporciona ao sistema cardiovascular um período de pressão mais baixa", explica Routhenstein.

Em algumas pessoas, porém, essa redução é menor do que o esperado. Estudos associam esse comportamento a um risco maior de complicações cardiovasculares, incluindo infarto, AVC e insuficiência cardíaca.

A especialista ressalta que dormir bem e manter horários regulares ajuda a preservar o funcionamento do relógio biológico, embora isso, isoladamente, não garanta uma pressão arterial saudável.

Dormir em horários diferentes pode fazer mal ao coração?

Ir para a cama muito tarde em um dia e tentar compensar o sono no seguinte pode afetar mais do que a disposição.

Segundo o cardiologista Devinder Singh, a irregularidade do sono interfere em mecanismos envolvidos na regulação da pressão arterial.

O médico explica que alterações frequentes nos horários de descanso, como as observadas em trabalhadores por turnos e pessoas que enfrentam mudanças de fuso horário, podem aumentar a atividade do sistema nervoso simpático, responsável pela reação de alerta do organismo.

Essas alterações também estão associadas a problemas no funcionamento dos vasos sanguíneos e a mudanças na estrutura do coração.

Por isso, dormir e acordar aproximadamente nos mesmos horários, inclusive nos fins de semana, pode contribuir para a saúde cardiovascular.

Quantas horas de sono são necessárias para controlar a pressão?
Para a maioria dos adultos, a recomendação é dormir entre sete e nove horas por noite.

Dormir menos do que o necessário pode prejudicar os processos de recuperação do organismo, que acontecem principalmente durante o descanso noturno.

"Dormir o suficiente dá ao sistema cardiovascular tempo para se recuperar e está associado a uma regulação mais saudável da pressão arterial", afirma a nutricionista Rouse.

Por outro lado, pesquisas também encontraram uma associação entre dormir mais de nove horas por noite e um risco maior de hipertensão. Isso não significa que o sono prolongado seja necessariamente a causa do problema, já que outras condições de saúde podem influenciar tanto a duração do descanso quanto a pressão arterial.

Afinal, qual é o melhor horário para dormir?

Alguns estudos observaram que pessoas que costumam adormecer entre 22h e 23h apresentam menor risco de desenvolver doenças cardiovasculares, em comparação com aquelas que dormem depois da meia-noite.

Os resultados, no entanto, mostram uma associação e não comprovam que dormir nesse horário, por si só, previna hipertensão ou outras doenças do coração.

Além disso, nem todas as pessoas conseguem manter essa rotina, especialmente aquelas que trabalham à noite ou precisam acordar muito cedo.

A orientação dos especialistas é estabelecer um horário que permita dormir entre sete e nove horas, respeitando as necessidades individuais e mantendo a maior regularidade possível.

Quem precisa acordar às 6h, por exemplo, pode organizar a rotina para estar dormindo por volta das 22h. Já uma pessoa que acorda às 8h pode ter um horário de descanso diferente, sem necessariamente comprometer a saúde.

Para quem já tem hipertensão, o sono deve fazer parte dos cuidados com a saúde, juntamente com o acompanhamento médico, a alimentação equilibrada, a atividade física e o uso dos medicamentos prescritos.

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/2426376/qual-e-o-melhor-horario-para-dormir-e-controlar-a-pressao-arterial

domingo, 18 de outubro de 2026

Anote esta receita de lasanha na air fryer que se prepara em 20 minutos

Dá para quatro porções e fica pronta num instante! Hoje sugerimos uma receita de lasanha de carne, que vai ao forno e que toda a família vai adorar. Tome nota da receita.

POR NOTÍCIAS AO MINUTO - Quem disse que só dá para preparar uma lasanha no forno? Se tem uma air fryer em casa, então anote a receita que lhe damos de seguida. Demora apenas 20 minutos a preparar (mais o tempo para assar). Apenas terá de ter à mão uma travessa compatível com este eletrodoméstico. 

Lasanha na air fryer - Receita The Healhty Sins | Continente

Ingredientes: 

1 c. sopa de azeite
2 cebolas picadas
1 cenoura ralada
500 g de carne moída
200 ml de vinho branco
400 ml de molho de tomate
1 c. café de sal
Pimenta q.b
Oréganos q.b
Folhas de lasanha, q.b.
300 ml de molho bechamel
Queijo ralado q.b
Manjericão q.b.

Modo de preparação:

1.Numa frigideira, aqueça o azeite e refogue as cebolas picadas durante 1 minuto.
2.Junte a cenoura ralada e deixe refogar por cerca de 5 minutos.
3.Acrescente a carne moída e envolva bem.
4.Regue o vinho branco e junte o molho de tomate. Tempere com o sal, a pimenta e os oréganos. Misture e deixe cozinhar durante alguns minutos, até o molho apurar.
5.Numa travessa compatível com airfryer (capacidade para cerca de 2 doses), disponha uma camada da mistura de carne, seguida de folhas de lasanha. Repita as camadas e finalize com molho bechamel e queijo ralado.
6.Caso pretenda preparar a receita completa, distribua o restante preparado por outra travessa, repetindo as camadas.
7.Leve a travessa à airfryer a 180 ºC durante 15 a 18 minutos, até a lasanha ficar gratinada. Se necessário, tape com papel alumínio caso a lasanha comece a gratinar muito nos primeiros minutos.
8.Sirva a lasanha na airfryer decorada com folhas de manjericão.

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/2421594/anote-esta-receita-de-lasanha-na-air-fryer-que-se-prepara-em-20-minutos

VEJA MAIS EM: SENTA AÍ QUE LÁ VEM RECEITA

13º salário: Reajuste é aprovado aos aposentados do INSS em 2027

O governo federal encaminhou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que prevê o salário mínimo de R$ 1.741. A estimativa considera uma inflação de 4,93%, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), além de um aumento real de 2,3%.

POR NOTÍCIAS AO MINUTO - A previsão de aumento do salário mínimo para R$ 1.741 em 2027 poderá elevar os benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), incluindo o 13º salário de aposentados e pensionistas que recebem o piso previdenciário. A quantia representa R$ 120 a mais em relação aos atuais R$ 1.621, mas ainda depende da aprovação definitiva do orçamento e da confirmação dos indicadores econômicos.

Novo salário mínimo muda benefício do INSS

O governo federal encaminhou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que prevê o salário mínimo de R$ 1.741. A estimativa considera uma inflação de 4,93%, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), além de um aumento real de 2,3%.

A projeção atual substituiu a estimativa anterior de R$ 1.717, apresentada no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias. Na ocasião, o governo trabalhava com uma previsão de ganho real de 2,5% acima da inflação.

O valor final dependerá dos indicadores econômicos utilizados no cálculo. Pela regra de valorização, o reajuste do salário mínimo considera a variação do INPC e o crescimento real previsto na política vigente.

Quanto poderá aumentar o 13º salário?

Caso a projeção seja confirmada, os segurados que recebem um salário mínimo terão benefício mensal de R$ 1.741 em 2027. O 13º salário integral também poderá atingir esse valor, representando um acréscimo de R$ 120 em comparação com o piso de 2026.

Para quem tiver direito ao benefício integral durante os 12 meses do ano, a soma dos pagamentos mensais com o abono anual poderá chegar a R$ 20.892.

Já os beneficiários que recebem acima do salário mínimo não terão necessariamente o mesmo reajuste percentual. Nesse caso, a correção segue uma regra própria, baseada no INPC.

Quem tem direito ao 13º do INSS?

O abono anual é destinado a aposentados, pensionistas e outros segurados que recebem benefícios previdenciários previstos na legislação. Benefícios temporários também podem gerar pagamento proporcional ao período de recebimento.

Por outro lado, quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) não tem direito ao 13º salário, pois se trata de um benefício assistencial.

O calendário de pagamentos também pode variar conforme decisões do governo. Em 2026, o INSS antecipou o abono para milhões de beneficiários, enquanto novos segurados seguiram o calendário regular.

Assim, a previsão para 2027 é de um salário mínimo de R$ 1.741, mas os aposentados devem aguardar a confirmação oficial antes de considerar os novos valores definitivos.

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com.br/economia/2421618/13-salario-reajuste-e-aprovado-aos-aposentados-do-inss-em-2027

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Acorda às 3h da manhã? Estes alimentos podem ajudar a dormir melhor

Alguns alimentos consumidos no período da noite fornecem nutrientes relacionados à regulação do sono e podem contribuir para uma noite mais tranquila. Nutricionistas destacam quatro opções e explicam como incluí-las na alimentação

POR NOTÍCIAS AO MINUTO - Se você tenta manter horários regulares para dormir, mas ainda assim costuma acordar no meio da madrugada, talvez valha a pena prestar atenção também ao que come durante a noite.

Nutricionistas ouvidos pelo site EatingWell destacaram alguns alimentos que fornecem nutrientes envolvidos na regulação do sono e que podem contribuir para uma noite mais tranquila. Veja quais são:

Kiwi

Comer kiwi antes de dormir pode ajudar a reduzir o tempo que uma pessoa permanece acordada durante a noite.

A nutricionista e especialista em cuidados com o sono Erin Palinski-Wade recomenda uma porção de dois kiwis cerca de uma hora antes de dormir.

Pesquisas sugerem que o consumo da fruta nesse período pode contribuir para diferentes aspectos do sono, incluindo sua duração e a redução do tempo acordado durante a noite.

Os antioxidantes presentes no kiwi e outros compostos envolvidos na regulação do sono estão entre as possíveis explicações para esse efeito.

Nozes

Adicionar nozes à alimentação no período da noite também pode ajudar a adormecer mais facilmente e melhorar a qualidade do sono. A nutricionista Lauren Manaker recomenda uma porção de aproximadamente 40 gramas.

Pesquisas sugerem que o consumo regular de nozes pode estar associado à melhora da qualidade do sono e à redução do tempo necessário para adormecer.

Alguns estudos também identificaram alterações em marcadores relacionados à melatonina, hormônio que desempenha papel importante na regulação do ciclo de sono e vigília.

Leite

O tradicional copo de leite morno antes de dormir pode ser mais do que uma maneira reconfortante de terminar o dia. Alguns dos nutrientes presentes na bebida também estão relacionados aos mecanismos que regulam o sono.

O leite contém triptofano, aminoácido utilizado pelo organismo na produção de serotonina e melatonina, substâncias envolvidas na regulação do ciclo de sono e vigília.

Peixes gordurosos

A nutricionista Luciana Soares recomenda peixes gordurosos, como o salmão, por serem fontes de nutrientes envolvidos na regulação do sono.

Os ácidos graxos ômega 3 presentes no salmão podem influenciar mecanismos relacionados à produção de melatonina. Por isso, pesquisadores vêm investigando se uma maior ingestão dessas gorduras pode favorecer o descanso.

Há estudos que sugerem que o ômega 3 pode melhorar a eficiência do sono, ou seja, aumentar a proporção do tempo na cama que é efetivamente passada dormindo.

Outros hábitos que podem ajudar a dormir melhor

Além da alimentação, alguns cuidados com a rotina podem favorecer uma boa noite de sono. Um deles é manter horários regulares para dormir e acordar, inclusive nos fins de semana. Na hora anterior a ir para a cama, dê preferência a atividades tranquilas e reduza a exposição à luz intensa das telas.

Também vale observar o horário do consumo de cafeína. Seus efeitos podem permanecer no organismo por várias horas, fazendo com que um café tomado durante a tarde interfira no sono à noite.

Quem sofre com refluxo pode se beneficiar de um intervalo maior entre o jantar e a hora de dormir. Nesses casos, terminar a última refeição pelo menos três horas antes de se deitar pode ajudar a reduzir os sintomas noturnos.

Por fim, o ambiente também faz diferença. Manter o quarto fresco, escuro e silencioso ajuda a criar condições mais favoráveis para uma noite de sono tranquila.

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/2416909/acorda-as-3h-da-manha-estes-alimentos-podem-ajudar-a-dormir-melhor

Hipertensão resistente: sua pressão continua alta apesar do tratamento?

Condição aumenta o risco de AVC, infarto, insuficiência cardíaca e doença renal; Rede Brasil AVC reforça a importância do diagnóstico adequado, acompanhamento médico e adesão ao tratamento

POR NOTÍCIAS AO MINUTO - A hipertensão arterial é uma das condições de saúde mais comuns no mundo e, ao mesmo tempo, uma das mais perigosas. Estima-se que 1,4 bilhão de adultos entre 30 e 79 anos vivam com hipertensão, mas apenas cerca de 23% tenham a pressão arterial controlada.

Um dos grandes desafios é que a hipertensão geralmente não provoca sintomas. Uma pessoa pode permanecer durante anos com a pressão elevada sem perceber qualquer alteração e, ainda assim, estar exposta progressivamente a danos nos vasos sanguíneos, coração, cérebro e rins. Por isso, a hipertensão é frequentemente chamada de “assassina silenciosa”.

Quando não identificada ou adequadamente controlada, a pressão alta aumenta significativamente o risco de doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, entre elas o acidente vascular cerebral (AVC), infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca e doença renal crônica.

“Um dos maiores perigos da hipertensão é justamente o fato de que, na maioria das vezes, ela não provoca sintomas. A pessoa pode se sentir perfeitamente bem e estar com a pressão muito elevada. Sentir-se bem não significa que a pressão esteja bem. Por isso, medir a pressão regularmente é fundamental”, explica a neurologista e presidente da Rede Brasil AVC, Sheila Martins. “A hipertensão é o principal fator de risco para o AVC. Isso significa que identificar e controlar adequadamente a pressão arterial representa uma grande oportunidade para evitar eventos que podem provocar morte ou incapacidade permanente”, reforça.

Quando controlar a pressão se torna mais difícil

Embora muitas pessoas com hipertensão consigam alcançar níveis adequados de pressão com mudanças no estilo de vida e tratamento indicado pelo médico, existe um grupo em que esse controle é particularmente difícil.

A chamada hipertensão resistente ocorre quando a pressão permanece acima da meta apesar do uso adequado de três classes diferentes de medicamentos anti-hipertensivos, em doses máximas ou máximas toleradas, incluindo um diurético. Também são considerados portadores de hipertensão resistente aqueles que conseguem atingir a meta de pressão, mas necessitam de quatro ou mais medicamentos para isso.

Estudos apontam que a hipertensão resistente pode estar presente em uma parcela relevante das pessoas com hipertensão, com estimativas que variam de acordo com a população estudada, os critérios diagnósticos e as metas de pressão utilizadas.

Entretanto, a especialista ressalta que é importante confirmar se existe realmente resistência ao tratamento.

“Antes de estabelecer o diagnóstico, o médico precisa avaliar fatores como a técnica utilizada para medir a pressão, o chamado ‘efeito do avental branco’ (quando a pressão arterial de uma pessoa aumenta durante uma consulta ou exame médico, geralmente por ansiedade, estresse ou nervosismo), a adesão correta ao tratamento, hábitos de vida, uso de outras substâncias ou medicamentos que possam elevar a pressão e a presença de doenças que provoquem hipertensão secundária”, pontua.

Por isso, a médica lembra que uma pressão persistentemente elevada apesar do tratamento não significa automaticamente que o paciente tenha hipertensão resistente, mas é um sinal de que a situação precisa ser investigada.

Hipertensão refratária: ainda mais difícil de controlar

Existe ainda um grupo menor de pacientes com uma forma extrema de dificuldade de controle, denominada hipertensão refratária.

De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial de 2025, trata-se de um subgrupo de pacientes com hipertensão resistente verdadeira cuja pressão permanece acima das metas individualizadas apesar de uma estratégia terapêutica intensiva, envolvendo cinco ou mais medicamentos anti-hipertensivos.

Embora seja menos frequente que a hipertensão resistente, a hipertensão refratária merece especial atenção pela dificuldade de controle e pelo elevado risco cardiovascular associado.

Controle difícil exige atenção

A hipertensão resistente não deve ser vista apenas como “uma pressão um pouco mais alta”. Pessoas com essa condição apresentam um risco 50% maior de complicações cardiovasculares e renais do que o de pacientes hipertensos cuja pressão é mais facilmente controlada.

Entre as possíveis consequências estão AVC, infarto, insuficiência cardíaca, comprometimento dos rins e morte cardiovascular.

Isso torna fundamental identificar precocemente quem permanece fora das metas de pressão arterial e compreender por que o tratamento não está funcionando como esperado.

A investigação pode envolver medidas da pressão fora do consultório, avaliação da adesão ao tratamento, análise de hábitos de vida e fatores de risco, além da pesquisa de causas secundárias de hipertensão. Em casos de difícil controle, a avaliação por profissionais com experiência no manejo da hipertensão pode ser necessária.

“Quando uma pessoa está fazendo o tratamento e a pressão permanece elevada, não devemos simplesmente aceitar que ‘a pressão dela é alta mesmo’. É preciso investigar por que isso está acontecendo, confirmar se realmente existe hipertensão resistente, procurar possíveis causas e definir a melhor estratégia para conseguir o controle. Quanto mais cedo conseguirmos controlar a pressão, maior será a nossa oportunidade de prevenir AVC, infarto, doença renal e outras complicações graves”, destaca Sheila.

Medir a pressão e seguir o tratamento são fundamentais

Como a hipertensão frequentemente não apresenta sintomas, não é possível saber se a pressão está controlada apenas pela maneira como a pessoa se sente. “A única forma de saber é medir”, frisa Sheila.

Além do acompanhamento médico regular, medidas relacionadas ao estilo de vida têm papel importante no controle da pressão arterial, como alimentação saudável, redução do consumo excessivo de sal, atividade física regular, controle do peso, evitar o tabagismo e limitar o consumo de bebidas alcoólicas.

Para quem já recebeu o diagnóstico de hipertensão, outro ponto essencial é seguir corretamente o tratamento prescrito. Interromper ou modificar medicamentos porque a pressão melhorou, ou porque a pessoa está se sentindo bem, pode fazer com que ela volte a subir sem provocar qualquer sintoma perceptível.

Da mesma forma, quem utiliza o tratamento regularmente e continua apresentando pressão elevada deve procurar avaliação médica em vez de simplesmente aceitar que “a pressão é alta mesmo”.

Pressão alta persistente precisa ser investigada

A presidente da Rede Brasil AVC ressalta que ampliar a identificação das pessoas com hipertensão, melhorar o controle da pressão arterial e reconhecer precocemente os casos de hipertensão resistente ou refratária são estratégias importantes para reduzir a ocorrência de AVC, doenças cardiovasculares, doença renal e mortes evitáveis.

“A mensagem para a população é simples: meça sua pressão regularmente, conheça seus números, procure orientação médica quando eles estiverem elevados e, se já estiver em tratamento, siga as recomendações e mantenha o acompanhamento. Mesmo sem sintomas, a hipertensão precisa ser levada a sério”, conclui.

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/2415753/hipertensao-resistente-sua-pressao-continua-alta-apesar-do-tratamento

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