Conhecido como advogado dos escravos, Luiz Gama não conseguiu se matricular no curso de Direito do Largo do São Francisco, onde hoje é a faculdade de direito da Universidade de São Paulo (USP), e enfrentou hostilidade de professores e alunos por ser negro, mas persistiu como ouvinte das aulas. Conseguiu uma carta de advogado e com o conhecimento adquirido, defendeu e libertou na Justiça mais de 500 negros escravos.
Agência Câmara
O parlamentar disse ainda que o Brasil conhece poucos personagens negros que construíram sua história.
A Comissão de Cultura da Câmara aprovou dois projetos de autoria do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), homenageando o líder abolicionista. O primeiro projeto inscreve o nome de Luiz Gonzaga Pinto da Gama no Livro dos Heróis da Pátria, depositado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília. O segundo declara Luiz Gama como Patrono da Abolição da Escravidão do Brasil.Orlando Silva lembrou que “ainda hoje no Brasil você sente não só na escola, na universidade e no mercado de trabalho a diferença que tem entre brancos e negros. O exemplo de Luiz Gama é inspirador, de que se você tiver a mínima condição, a mínima oportunidade, você pode trilhar um caminho de superação. Não há diferença entre negros e brancos além daquela estruturada a partir da dinâmica social."