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quarta-feira, 5 de julho de 2017

Estudo relaciona doença mental e bullying em jovens a uso excessivo de internet

(Foto: reprodução)
Um levantamento feito pelo instituto de políticas educativas do Reino Unido (EPI) encontrou uma correlação entre o uso excessivo de internet e casos de bullying e doenças mentais em jovens. Segundo o estudo, jovens com uso extremo da rede tendem a sofrer mais bullying e têm maior probabilidade de ter doenças mentais.
O uso de internet é considerado "extremo" quando os jovens passam mais de seis horas diárias conectados (além do tempo que usam a internet na escola). No Reino Unido, 37,3% - mais de um terço - dos jovens de 15 anos se encaixam nessa classificação. Dentre os países da OCDE, o Chile é o único que teve mais jovens nessa categoria.
Mais internet, mais tristeza

"Enquanto 12% dos jovens que não usam redes sociais têm sintomas de doenças mentais, esse número sobe para 27% entre aqueles que usam redes sociais por três horas diárias ou mais", diz o estudo. Como o The Next Web aponta, não fica claro se a doença mental leva os jovens a passar mais tempo nas redes ou se o uso mais intenso das redes gera os sintomas da doença.
Casos de bullying também eram mais comuns entre os usuários "extremos" de internet do que entre o restante dos jovens. 18% deles alegaram que outras pessoas tinham espalhado boatos negativos sobre eles. Entre os jovens que ficavam três horas ou menos por dia na internet, essa porcentagem caía para 7%. Novamente, o levantamento não permitia afirmar que o uso intenso das redes era causa ou consequência dessa situação.
Restrição não é a solução
Por outro lado, como a BBC comenta, o estudo também alerta contra os riscos de se limitar ou restringir o uso de internet dos jovens. Segundo a autora do levantamento, Emily Frith, essa restrição pode até proteger os jovens de algumas ameaças, mas também reduz as chances de que os jovens desenvolvam as habilidades digitais de que precisarão no futuro - incluindo aquelas necessárias para enfrentar essas ameaças.
Nessa perspectiva, Frith opina que o papel dos pais deve ser de oferecer apoio e ajuda aos jovens para enfrentar seus problemas. O governo também estaria implicado nesse caso: segundo o estudo, seu papel deve ser de "trabalhar com a indústria, escolas e famílias para melhorar o bem-estar emocional e a resiliência dos jovens, e garantir que as crianças são ensinadas e incentivadas a aprender habilidades digitais conforme têm seu primeiro contato com as redes sociais".
Outros estudos já haviam sugerido uma relação entre uso intenso de redes sociais e problemas mentais. Alguns psicólogos acreditam que as redes podem acelerar a 'fobia social', e há indícios de que padrões de uso de smartphone podem ajudar a detectar depressão em algumas pessoas. Há também indícios de que o Instagram seja a rede social que mais faz mal à saúde mental dos jovens.

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