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quarta-feira, 29 de agosto de 2018

O que diz o livro infantil que Bolsonaro levou ao Jornal Nacional?

Após tentar mostrar o material e ser impedido, o candidato declarou: 'Um pai não quer chegar em casa e ver o filho brincando com boneca por influência da escola'
© Adriano Machado / Reuters
Parece que virou mania entre candidatos à Presidência entrevistados pelo Jornal Nacional, da Globo, levar um livro embaixo do braço.

Na segunda (27), Ciro Gomes (PDT) apresentou a William Bonner um livreto em que detalha a proposta de abater dívidas pessoais e retirar brasileiros do SPC. Já nesta terça (28), Jair Bolsonaro (PSL) levou o livro infantil "Aparelho Sexual e Cia.".

Após tentar mostrá-lo às câmeras e ser impedido pelos apresentadores, sob a justificativa que isso contrariaria as regras estabelecidas na transmissão, o candidato declarou: "Um pai não quer chegar em casa e ver o filho brincando com boneca por influência da escola".

Mas, afinal, o que diz esse livro infantil?

"Aparelho Sexual e Cia.", foi escrito por Zep (pseudônimo do autor suíço Philippe Chappuis) e traduzido para mais de dez idiomas, com mais de 1,5 milhão de exemplares vendidos. No Brasil, foi publicado pela Companhia das Letras em 2007 e atualmente está fora de catálogo.

Dividido em seis capítulos, é um guia que utiliza toques de humor e linguagem de histórias em quadrinhos para falar sobre sexualidade, amor e relacionamento para o público infantojuvenil.

Aqui vale um parênteses. Sempre que aborda a obra, o candidato a aproxima da faixa etária de seis anos. Uma criança dessa idade ainda está em fase inicial de alfabetização e não apresenta, no geral, capacidade de leitura para compreender sozinha a linguagem escrita e visual utilizada na narrativa.

Para um menino ou uma menina de seis anos ter contato com o título, provavelmente será a partir da mediação dos pais. Uma leitura independente se torna mais factível a partir dos nove anos.
Divulgação/TV Globo - João Cotta
Voltando ao livro, o primeiro capítulo fala de relacionamentos. O que é estar apaixonado? O que é sair com alguém? Como é beijar? O seguinte discorre sobre a puberdade e as mudanças corporais sofridas por garotos e garotas: mudanças na voz, crescimento dos seios, surgimento de pelos, acentuação dos odores etc.

Como identificar uma propaganda eleitoral irregular na internet

(Foto: Facebook)
Desde o dia 16 de agosto, está liberada em todo o Brasil a propaganda eleitoral pela internet. Neste ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu novas regras para as ações, embora já existam partidos e agências tentando quebrar estas novas regras.

Mas, afinal, como identificar uma campanha eleitoral que esteja irregular na internet? Primeiros, nós precisamos entender claramente quais são as regras definidas pelo TSE. Estas regras estão descritas na resolução nº 23.551/2017 do tribunal, de dezembro do ano passado.

Vale destacar que configura propaganda política qualquer ação que peça de forma explícita o voto a um partido ou candidato, incluindo o número dele na urna. Só defender uma candidatura nas redes sociais, como fazem muitos eleitores e militantes, não é necessariamente considerado publicidade.Confira a seguir, portanto, os detalhes a que você deve se atentar.

Em que data a propaganda foi postada:

A primeira regra, descrita no Art. 2º da resolução, é de que a propaganda eleitoral é permitida somente a partir do dia 16 de agosto de 2018. Se você vir por aí uma postagem pedindo voto de forma explícita para algum candidato que tenha sido publicada antes dessa data, trata-se de uma propaganda antecipada - ou seja, contra a lei.
Em qual site ou aplicativo você viu a propaganda:
Esse tipo de publicidade pode ser exibido nos sites dos candidatos, desde que hospedados no Brasil e informados à Justiça Eleitoral; nos sites dos partidos políticos e coligações, sob as mesmas condições; e por mensagens de e-mail, SMS ou de aplicativo, desde que a pessoa que as receba tenha a opção de se descadastrar.
Candidatos, partidos, coligações e pessoas físicas também podem fazer propaganda em blogs, redes sociais como Facebook e Instagram e apps de mensagens como WhatsApp e Messenger desde que o conteúdo não seja impulsionado - isto é, desde que a pessoa por trás do post ou da mensagem não pague para que aquela propaganda apareça para mais pessoas.
É proibido fazer propaganda eleitoral, mesmo que gratuita, em sites de pessoas jurídicas (como empresas). Também não pode em sites oficiais ou hospedados por órgãos da administração pública, como páginas do governo federal, estadual ou municipal.
Você recebeu uma propaganda por e-mail sem ter solicitado:
Vender cadastro de endereços eletrônicos, como e-mails de potenciais eleitores, assim como fazer telemarketing de candidatos, é proibido nesta eleição. Você só pode receber propaganda por e-mail se quiser, se tiver cadastrado o seu endereço em um serviço que distribui esse tipo de publicidade.
A propaganda pede voto para o número errado do candidato:
Tem circulado pelas redes sociais peças de propaganda dos candidatos Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), entre outros, com os números trocados, de forma a induzir o eleitor a votar no oponente, e não no seu próprio candidato. Isto configura crime eleitoral e pode caber ação no TSE.
O perfil que fez a propaganda é fake ou um robô:
Perfis falsos e robôs também estão proibidos de postar propaganda eleitoral. Os primeiros são pessoas que falsificam a identidade, usam nome e de foto de perfil diferentes das reais, para postar publicidade de candidatos ou partidos. O uso desse artifício é proibido pelo TSE.
Já os chamados robôs (ou bots) são perfis administrados por programas de computador, feitos apenas para espalhar mensagens de um certo tema e manipular o dabate online. Para saber se o perfil é de um bot, verifique quando ele foi criado e qual sua frequência de postagem sobre o mesmo tema. Páginas que postam repetidamente, com textos idênticos e sempre sobre um só assunto, sem engajar em outras conversas, tendem a ser robôs.
A propaganda é um post pago ou promovido no Twitter:
Os termos de uso da plataforma de publicidade do Twitter proíbem posts promovidos que exaltem candidatos às eleições. A rede social decidiu barrar esse tipo de propaganda para não ter que criar novas ferramentas para seguir as regras do TSE. Os únicos países onde o Twitter proíbe propaganda eleitoral paga são Brasil, Marrocos, Paquistão, Coreia do Sul, Vietnã e Malásia.
A propaganda é um post pago no Facebook, mas eu não vejo quem pagou por ela:
O Facebook, por sua vez, criou uma plataforma específica para anúncios de política no Brasil. Na Biblioteca de Anúncios da rede social, você pode pesquisar por todos os posts patrocinados de política que circulam pelo feed de notícias. Note que toda propaganda precisa informar que se trata de publicidade eleitoral e também o nome e CNPJ/CPF de quem pagou por ela.

TSE aprova candidaturas de Alvaro Dias, Ciro Gomes, Henrique Meirelles e João Goulart Filho à Presidência

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta terça-feira (28) mais quatro registros de candidaturas à Presidência da República: Alvaro Dias(Podemos), Ciro Gomes (PDT), Henrique Meirelles (MDB) e João Goulart Filho (PPL).

Os pedidos de registro foram aprovados pelos sete ministros da Corte. Por unanimidade, consideraram que as candidaturas cumpriram os requisitos da lei e não houve causa de inelegibilidade em relação aos candidatos, como condenações criminais por órgão colegiado (como exige a Lei da Ficha Limpa).

Na mesma sessão, os ministros também observaram a regularidade das convenções partidárias que aprovaram todas essas candidaturas.

O TSE já aprovou as candidaturas de Cabo Daciolo (Patriota), Guilherme Boulos (PSOL), João Amoêdo (Novo), Marina Silva (Rede) e Vera Lúcia (PSTU).

Demais candidatos
O TSE ainda deve julgar os registros de candidatura de: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro (PSL), Geraldo Alckmin (PSDB) e Eymael (Democracia Cristã).
Contra os três primeiros, foram apresentadas ao TSE contestações aos pedidos de registro de candidatura, mas ainda não há data marcada para análise.
Preso desde abril deste ano, Lula é alvo de 16 contestações, por parte do Ministério Público, partidos, candidatos e cidadãos, por causa da condenação em segunda instância no caso do triplex, no âmbito da Operação Lava Jato.
A candidatura de Alckmin é questionada por Henrique Meirelles sob alegação de que os seis partidos que compõem a coligação do tucano (PTB, PP, PR, DEM, PRB e SD) não teriam comprovado expressa concordância com a aliança.
Bolsonaro, por sua vez, teve a candidatura contestada por ser réu por suposta prática injúria e incitação ao crime de estupro. As ações penais decorrem de declarações sobre a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), a quem Bolsonaro disse, em 2014, que “não estupraria a deputada porque ela não mereceria”.
Com informação do G1

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