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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Pesquisadores desenvolvem software para diagnosticar melanoma

Ferramenta não pretende substituir o médico
Agência Brasil/Fernando Frazão
Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aprimoram um software capaz de agilizar diagnósticos de câncer de pele do tipo melanoma. Até o momento, o programa computacional já alcançou 86% de precisão na identificação da doença.

Embora o melanoma represente entre a população brasileira apenas 3% do total de neoplasias malignas que se manifestam na pele, a variedade requer atenção porque pode se propagar por outras células do corpo instalando um processo chamado de metástase, o mais agressivo de todas.


Para chegar ao diagnóstico, o software da equipe da Unicamp compara a lesão com outras 23.906 armazenadas em um banco público de imagens. Agora, os pesquisadores se preocupam em expandir o arquivo de fotografias, para que o nível de acerto aumente ainda mais. O programa trabalha em cima de algoritmos, que são aproveitados por um mecanismo de deep learning, técnica de inteligência artificial por meio da qual se "ensina" uma máquina a interpretar dados a partir do uso de redes neurais.


O projeto começou a ser elaborado em 2014, em uma parceria dos professores da Unicamp Sandra Avila, do Instituto de Computação, e Eduardo do Valle, da Faculdade de Engenharia Elétrica. A pesquisa foi uma das 25 contempladas pelo Google Latin America Research Awards, programa de bolsas de pesquisa para a América Latina.


Segundo Sandra Avila, o propósito dos acadêmicos é facilitar a detecção do tumor enquanto ainda no estágio inicial, de forma que seja logo tratado. Ela ressalta que não há a pretensão de se indicar o software como um substituto dos médicos, mas sim como uma ferramenta de apoio.


Diagnóstico e tratamento


O protocolo médico para se diagnosticar o melanoma respeita uma série de critérios. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) esclarece que o método segue uma regra adotada internacionalmente, a do “ABCDE”. As letras correspondem a cada um dos aspectos que podem acender o alerta para o caso de uma lesão.


O A diz respeito à assimetria que caracteriza os tumores malignos, já que eles apresentam uma metade diferente da outra. O B lembra que têm bordas irregulares. O C, por sua vez, remete à presença de cores distintas em uma mesma lesão, quando células cancerosas podem ser confirmadas. O D serve de lembrete aos médicos quanto ao tamanho da lesão de melanoma, maior do que 6 milímetros. Por fim, o E trata da evolução das lesões, uma vez que, no decorrer do tempo, vão passando por alterações de tamanho, forma ou cor.


A maior incidência da doença é observada entre pessoas brancas, podendo aparecer em qualquer parte do corpo, na pele ou mucosas, na forma de manchas, pintas ou sinais. Pessoas negras, porém, também podem ser acometidas, devendo manter cuidados, principalmente, para as áreas mais claras do corpo, como palmas da mão e plantas dos pés.


Hoje, a cirurgia é o tratamento mais indicado para o melanoma. Dependendo do estágio do tumor, os médicos podem prescrever sessões de radioterapia e a quimioterapia ao paciente. 

POR AGÊNCIA BRASIL

Rodovia dos Imigrantes / SÃO Paulo/Santos


FONTE DO VÍDEO: Querida /Moacyr Franco

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ELENA ASSIS

Diagnóstico precoce da hanseníase aumenta chances de cura sem sequelas

Diagnóstico precoce da hanseníase aumenta chances de cura sem sequelas
hanseníase 2020
A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) realizará entre os dias 25 e 30 de janeiro, ações voltadas para a conscientização sobre a hanseníase. “É importante informar a sociedade sobre a doença. Só assim eliminaremos o estigma e preconceito que hanseníase carrega. Além de auxiliar na identificação de novos casos, para que a pessoa possa iniciar tratamento e em tempo oportuno”, fala a assessora técnica do Programa de Hanseníase da Sesa, Gerlania Martins.

Com um histórico de desconhecimento, preconceito e discriminação, a hanseníase é ainda considerada um grave problema de saúde pública. Contagiosa, os sintomas da doença evoluem lentamente. Podem levar anos para apresentar os primeiros sinais e sua evolução depende das características do sistema imunológico da pessoa infectada.

A transmissão da hanseníase acontece de pessoa para pessoa, por vias respiratórias, tosse ou espirro, por exemplo. “Adoece quem tem predisposição e é suscetível. Porém, o contato intradomiciliar aumenta as chances de contágio, por conta do convívio prolongado com quem está com hanseníase e que não iniciou o tratamento”, ressalta Gerlania.

Cuidado

Manchas brancas ou avermelhadas na pele e perda da sensibilidade são os primeiros sintomas da doença. A hanseníase tem cura e o tratamento é gratuito no Sistema Único de Saúde (SUS). “Ao perceber os primeiros sinais, deve-se procurar um posto de saúde mais próximo”, reforça Gerlania.

Outro ponto fundamental para evitar a proliferação da doença é que familiares e pessoas próximas a quem foi diagnosticado com hanseníase também busquem uma unidade básica de saúde para avaliação. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar as complicações. “A hanseníase pode causar incapacidades físicas, deformidades se o diagnóstico e o tratamento forem feitos tardiamente ou não realizados”, comenta a assessora técnica.

A doença é ainda hoje acompanhada por um forte estigma social, por ter sido entendida no passado como um castigo divino. As pessoas contaminadas eram excluídas do convívio em sociedade. “Ninguém precisa se afastar, deixar de trabalhar ou ficar perto da família. Iniciado o tratamento, a doença deixa de ser transmissível. Por isso é tão importante o diagnóstico logo no início.”, reforça Gerlania. Em 2019, o Ceará confirmou 1.526 novos casos.

Ações

A abertura das atividades será no dia 25, sábado, com uma campanha de busca ativa de casos novos no Centro de Referência em Dermatologia Dona Libânia (Rua Pedro I, 1033, Centro).  No dia 26, profissionais da saúde e voluntários realizarão ação educativa no Shopping Benfica no período da tarde.
Nos dias 27 e 29, os profissionais de saúde se reunirão na aldeia Munguba-Pacatuba. As salas de espera do Centro de Referência em Dermatologia Dona Libânia e do Hospital Universitário Walter Cantídio terão atividades educativas nos dias 28 e 30.
POR SECRETARIA DE SAÚDE

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