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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Vaticano revela novos sistemas para proteger afrescos de Michelangelo

OBRAS DE ARTE

Vaticano revela novos sistemas para proteger afrescos de Michelangelo

Reuters | 10h15 | 30.10.2014

Para proteger os afrescos, o Vaticano decidiu restringir o número de visitantes na capela

Capela Sistina
Os afrescos de Michelangelo foram pintados entre 1508 e 1512
Capela Sistina
É na Capela Sistina onde se realiza o conclave, processo pelo qual um novo Papa é escolhido.
Michelangelo
O mesmo artista realizaria entre os anos de 1535 e 1541, na parede do altar, o Juízo Final.
FOTOS: WIKIMEDIA COMMONS
O Vaticano apresentou na última quarta-feira (29) novos sistemas iluminação e purificação do ar de alta de tecnologia e eficientes em energia, a fim de proteger os delicados afrescos de Michelangelo naCapela Sistina de possíveis danos causados pelo crescente volume de turistas. É possível fazer um tour virtual para ver os afrescos.
Poeira vinda do lado de fora, suor e dióxido de carbono representam um grande risco para as obras de arte, que têm mais de 500 anos. Elas incluem uma das mais famosas cenas na história da arte, uma representação de Deus barbudo com o braço esticado para dar vida a Adão.
Os sistemas de iluminação e de ar condicionado foram instalados em 1994, quando o número de visitantes estava em cerca de 1,5 milhão, e tornou-se inadequado para proteger o trabalho do mestre do Renascimento atualmente.
O novo sistema de filtragem e de condicionamento de ar, que é invisível a visitantes e utiliza aberturas para dutos já existentes, move o ar a uma velocidade muito baixa, para não danificar os afrescos. 
Câmeras escondidas, incluindo duas sobre o grande painel do Juízo Final atrás do altar, fazem a averiguação do número de pessoas, ao passo que 70 monitores controlam máquinas do lado de fora da capela para determinar o fluxo de ar, filtrar a poeira e reduzir a humidade. 
“Esta capela é uma estrutura única, então passamos bastante tempo entendendo como o ar flui aqui para mapear a tecnologia”, disse John Mandyck, chefe de sustentabilidade da Carrier, uma unidade do grupo United Technologies que desenvolveu o sistema. 
“O ar flui aqui diferente de como faz, por exemplo, em um escritório ou em outra igreja”, disse ele a repórteres durante uma apresentação.
O novo sistema de luz, feito pela alemã Osram, utiliza cerca de 7.000 lâmpadas de LED, que consomem até 90% menos energia do que anteriormente, reduzindo o calor para proteger os afrescos.
Nem o Vaticano nem as empresas revelaram o custo desses trabalhos. 


FONTE: DN

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