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sábado, 12 de maio de 2018

Segundo documento da CIA, assassinatos da Ditadura Militar no Brasil continuaram com Geisel

Execuções eram autorizadas pelo então diretor do Serviço Nacional de Informações, João Baptista Figueiredo
Segundo o documento liberado pela CIA, o então
 presidente Ernesto Geisel autorizou a continuidade
 das execuções cometidas pelo Exército durante a
 Ditadura Militar (foto: Arquivo CB/D.A Press)
Por Revista Encontro - Um documento da CIA (Agência Central de Inteligência) tornado público pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos mostra que o ex-presidente do Brasil Ernesto Geisel (1974-1979) autorizou que o Centro de Inteligência do Exército (CIE) continuasse a política de execuções sumárias contra opositores da Ditadura Militar (1964-1985) adotadas durante o governo de Emílio Garrastazu Médici (1969-1974), mas que limitasse as execuções aos mais "perigosos subversivos".

O memorando datado de 11 de abril de 1974, assinado pelo então diretor da CIA Willian Colby e endereçado ao então secretário de Estado Henry Kissinger, afirma que o presidente Geisel disse ao chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI) à época, João Baptista Figueiredo (que se tornou presidente entre 1979 e 1985) que as execuções deveriam continuar.

Segundo o documento, Geisel e Figueiredo concordaram ao prender alguém que fosse considerado subversivo perigoso, o chefe do Centro de Inteligência do Exército deveria consultar o diretor do SNI que, por sua vez, deveria dar sua aprovação antes da execução. De acordo com o texto, Figueiredo insistiu na continuidade das execuções e Geisel fez comentários sobre os aspectos potencialmente prejudiciais da questão e pediu para refletir sobre o assunto no final de semana, antes de tomar uma decisão.

A publicação perdeu o sigilo em dezembro de 2015, mas o documento ganhou publicidade nesta quinta-feira por meio do professor Matias Spektor, coordenador do Centro de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV). Nas redes sociais, onde divulgou o documento, o professor disse que "este é o documento mais perturbador que já li em 20 anos de pesquisa". "Recém-empossado, Geisel autoriza a continuação da política de assassinatos do regime, mas exige ao Centro de Informações d
o Exército a autorização prévia do próprio Palácio do Planalto", publica o professor.

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