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sábado, 12 de fevereiro de 2022

Fiocruz desenvolve inteligência artificial capaz de diagnosticar hanseníase

POR OLHAR DIGITAL - Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz, ligado à Fundação Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) auxiliou no desenvolvimento de um sistema que opera com inteligência artificial para ajudar no diagnóstico da hanseníase. O software foi financiado pela Microsoft e pela fundação da farmacêutica Novartis.

De acordo com a Fiocruz, a inteligência artificial conseguiu identificar a hanseníase como causa de lesões na pele em mais de 90% dos casos em que foi testada. Agora, os pesquisadores esperam criar um aplicativo para celular que poderá ser usado por profissionais de saúde no futuro. 

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Janeiro é mês de conscientização sobre a Hanseníase

Neste mês, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) vai divulgar, com apoio de médicos da área, material sobre a doença

Por Blog Notícias do Parceiro - Por acaso você viu, nos últimos dias, um prédio público ou algum monumento iluminado de roxo? Caso tenha visto, saiba que é uma forma chamar a atenção da sociedade para a hanseníase. O Janeiro Roxo foi criado em 2016 e tem o último domingo do mês como data símbolo. Nesse dia é celebrado o Dia Mundial de Combate e Prevenção da Hanseníase. São 30 mil novos casos da doença por ano no Brasil, que é o país com o segundo maior número de casos, perdendo apenas para a Índia.

Neste mês, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) vai divulgar, com apoio de médicos da área, material sobre a doença. Entre as informações, a descrição de sinais e sintomas da hanseníase e orientações sobre onde buscar diagnóstico e iniciar o tratamento. A hanseníase, segundo especialistas, é uma doença estigmatizada e cercada de preconceito.

“Combater o estigma é salvar vidas. Por isso, queremos auxiliar a sociedade a compreender essa doença. Desfazer mitos e fazer prevalecer a verdade sobre a hanseníase são as principais formas de ajudar profissionais da área de saúde, familiares, amigos e principalmente aqueles que buscam por tratamento”, afirmou o vice-presidente da SBD, Heitor Gonçalves.

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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Diagnóstico precoce da hanseníase aumenta chances de cura sem sequelas

Diagnóstico precoce da hanseníase aumenta chances de cura sem sequelas
hanseníase 2020
A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) realizará entre os dias 25 e 30 de janeiro, ações voltadas para a conscientização sobre a hanseníase. “É importante informar a sociedade sobre a doença. Só assim eliminaremos o estigma e preconceito que hanseníase carrega. Além de auxiliar na identificação de novos casos, para que a pessoa possa iniciar tratamento e em tempo oportuno”, fala a assessora técnica do Programa de Hanseníase da Sesa, Gerlania Martins.

Com um histórico de desconhecimento, preconceito e discriminação, a hanseníase é ainda considerada um grave problema de saúde pública. Contagiosa, os sintomas da doença evoluem lentamente. Podem levar anos para apresentar os primeiros sinais e sua evolução depende das características do sistema imunológico da pessoa infectada.

A transmissão da hanseníase acontece de pessoa para pessoa, por vias respiratórias, tosse ou espirro, por exemplo. “Adoece quem tem predisposição e é suscetível. Porém, o contato intradomiciliar aumenta as chances de contágio, por conta do convívio prolongado com quem está com hanseníase e que não iniciou o tratamento”, ressalta Gerlania.

Cuidado

Manchas brancas ou avermelhadas na pele e perda da sensibilidade são os primeiros sintomas da doença. A hanseníase tem cura e o tratamento é gratuito no Sistema Único de Saúde (SUS). “Ao perceber os primeiros sinais, deve-se procurar um posto de saúde mais próximo”, reforça Gerlania.

Outro ponto fundamental para evitar a proliferação da doença é que familiares e pessoas próximas a quem foi diagnosticado com hanseníase também busquem uma unidade básica de saúde para avaliação. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar as complicações. “A hanseníase pode causar incapacidades físicas, deformidades se o diagnóstico e o tratamento forem feitos tardiamente ou não realizados”, comenta a assessora técnica.

A doença é ainda hoje acompanhada por um forte estigma social, por ter sido entendida no passado como um castigo divino. As pessoas contaminadas eram excluídas do convívio em sociedade. “Ninguém precisa se afastar, deixar de trabalhar ou ficar perto da família. Iniciado o tratamento, a doença deixa de ser transmissível. Por isso é tão importante o diagnóstico logo no início.”, reforça Gerlania. Em 2019, o Ceará confirmou 1.526 novos casos.

Ações

A abertura das atividades será no dia 25, sábado, com uma campanha de busca ativa de casos novos no Centro de Referência em Dermatologia Dona Libânia (Rua Pedro I, 1033, Centro).  No dia 26, profissionais da saúde e voluntários realizarão ação educativa no Shopping Benfica no período da tarde.
Nos dias 27 e 29, os profissionais de saúde se reunirão na aldeia Munguba-Pacatuba. As salas de espera do Centro de Referência em Dermatologia Dona Libânia e do Hospital Universitário Walter Cantídio terão atividades educativas nos dias 28 e 30.
POR SECRETARIA DE SAÚDE

segunda-feira, 2 de abril de 2018

666 mil alunos cearenses serão beneficiados em campanha contra hanseníase e outras doenças

Durante todo o primeiro semestre deste ano letivo, mais de 666 mil alunos de 5 a 14 anos de idade, matriculados no ensino fundamental de mais de três mil escolas públicas do Ceará serão beneficiados com a busca ativa para diagnóstico e tratamento de casos de hanseníase, de tracoma e de esquistossomose. Essa estratégia faz parte de uma campanha para diagnóstico de doenças que possuem tratamento gratuito no Sistema Único de Saúde (SUS).

Uma das doenças mais graves é a hanseníase, que tem transmissão de uma pessoa doente sem tratamento para outra, por meio do ar. Por isso, o combate à doença é baseado no diagnóstico precoce, tratamento e prevenção, como forma de eliminar fontes de infecção e interromper a cadeia de transmissão da doença.

O slogan da campanha é “Hanseníase, Verminoses e Tracoma – em casa ou na escola, sempre é hora de prevenir e tratar”. A estratégia é realizada em 40 mil escolas públicas de 2.700 municípios brasileiros que aderiram à ação e envolve mais de oito milhões de alunos. As atividades serão realizadas até o dia 30 de junho, com ações específicas para cada uma das doenças.
Com Agência do Rádio Mais

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Hanseníase

Hanseníase

mulher
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo bacilo Mycobacterium leprae. É uma das enfermidades mais antigas do mundo, sendo conhecida desde os tempos bíblicos como lepra, termo substituído por hanseníase em 1976. O termo hanseníase faz referência ao médico norueguês Gerhard Armauer Hansen, que identificou,em 1873, este bacilo como o causador da lepra. O M. leprae ataca a pele e os nervos periféricos, mas pode afetar, também, órgãos como o fígado, os testículos e os olhos.

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo bacilo Mycobacterium leprae. É uma das enfermidades mais antigas do mundo, sendo conhecida desde os tempos bíblicos como lepra, termo substituído por hanseníase em 1976. O termo hanseníase faz referência ao médico norueguês Gerhard Armauer Hansen, que identificou,em 1873, este bacilo como o causador da lepra. O M. leprae ataca a pele e os nervos periféricos, mas pode afetar, também, órgãos como o fígado, os testículos e os olhos.
Pesquisadores do tema divergem sobre o local de origem da doença: alguns defendem que a hanseníase surgiu na África, enquanto outros acreditam que ela se originou na Ásia. Com as cruzadas e a expansão marítima, a doença se disseminou pelo mundo. Na Europa Medieval, existiam cerca de 20.000 doentes, também conhecidos como lazarentos. Nesse período, essas pessoas eram excluídas da sociedade, tendo que se manterem afastadas das pessoas saudáveis.

domingo, 16 de agosto de 2015

Hanseníase: manchas que aparecem na pele e são insensíveis devem ser investigadas

SAÚDE
Todos os anos, Salvador registra 354 novos casos de hanseníase

Carmen Vasconcelos (carmen.vasconcelos@redebahia.com.br)

No início deste ano, Patrícia (que preferiu resguardar identidade) percebeu uma mancha logo abaixo do seio. Inicialmente acreditou que a lesão havia sido provocada pelo uso do sutiã. Os dias foram passando e ela percebeu que a mancha crescia, descamava e, com ela, sentia muitas dores nas articulações e nos músculos. Curiosa, procurou na internet alguma informação sobre o seu quadro e descobriu que podia estar com hanseníase.  “Fui buscar o posto de saúde próximo à minha casa e, de lá, me encaminharam para 14º Centro, em Brotas, e eles confirmaram o diagnóstico, a partir daí, comecei o tratamento e, agora, estou chegando ao final, ansiosa por receber alta”, comemora.
Todos os anos, Salvador registra 354 novos casos de hanseníase. A infecção causada pelo bacilo Mycobacterium leprae (também conhecida como bacilo-de-hansen) é responsável por causar danos aos nervos e à pele.  No passado, a hanseníase (nome dado em referência ao descobridor do micro-organismo causador da doença, o médico Gerhard Hansen), também chamada de lepra,  foi responsável por pânico mas, hoje, ela é curável e o tratamento é disponibilizado gratuitamente na rede pública de saúde.
(Foto: Divulgação)

sábado, 8 de agosto de 2015

Brasil deve atingir meta de controle da hanseníase este ano, afirma coordenadora




O Brasil deve atingir este ano a meta de controlar a hanseníase como um problema de saúde pública, afirmou a coordenadora do Programa Nacional de Eliminação da doença, Rosa Castália Soares. Ano passado, a meta nacional registrada no País foi de 1,27 casos a cada 10 mil habitantes.
Embora a estatística geral esteja próxima do compromisso assumido pelo País, (menos de um caso a cada 10 mil habitantes) especialistas dizem que a doença não pode ser considerada controlada. "Alguns Estados apresentam um número muito significativo de casos, como Maranhão", disse o presidente da Associação Internacional de Hanseníase, o brasileiro Marcos Virmond. "Levará ainda cerca de 50 anos para que o problema esteja totalmente controlado no País", completou.
Ele cita dois fatores para a dificuldade no controle da doença: a falta de capacitação de profissionais e problemas econômicos. "É uma doença ligada à pobreza. Basta lembrar que, na Europa, os casos foram controlados mesmo antes da existência de um tratamento", completou.
Caracterizada pelo aparecimento de manchas e falta de sensibilidade nas áreas afetadas, a hanseníase muitas vezes é confundida por profissionais de saúde com micoses ou, em casos mais avançados, com problemas reumáticos. "São poucos os dermatologistas que associam o sintoma à doença. Eles estão mais preocupados com botox."
Professor da Universidade Federal do Pará, Cláudio Salgado, teme que o alcance da meta de um caso a cada 10 mil habitantes desmobilize as ações de prevenção e controle da doença em regiões que ainda necessitam de investimento e melhoria no atendimento. "Como falar que uma doença está controlada se ainda identificamos casos em crianças?"
Rosa, no entanto, descarta o risco de desmobilização. "Houve uma melhoria significativa no atendimento, na capacidade de identificação de casos. Isso vai ser mantido", garantiu. Ela lembra que o Brasil assumiu o controle de Doenças Tropicais Negligenciadas que ainda são endêmicas até 2020. "São sete no País. O controle é feito em bloco", completou.
FONTE: Paraná Online

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Morre em Antônio Diogo José Arimateia (Pirelle)

Morreu hoje, 30 de janeiro de 2015, em Redenção-Ce, JOSÉ ARIMATÉIA COSTA, conhecido como PIRELLE, símbolo da luta das pessoas com hanseníase no Brasil. Pirelle foi administrador da antiga Colônia de Hansenianos do Ceará, localizada em Antonio Diogo.

As imagens foram feitas na ocasião da visita do Ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Março de 2013 à colônia e recentemente para o facebook dos Direitos Humanos Brasil, post do dia 25 de janeiro, "Dia Mundial da Luta Contra a Hanseníase".


Na entrevista ele dizia: "Até o dia do rompimento da grande barreira do preconceito que nos separava e hoje me encontro aqui, livre e solto diante de Deus".
Descanse em Paz no Reino do Senhor Pirelle!


Por Luzienne Souza.
Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula e Fc Direitos Humanos Brasil.

Publicação: http://ultimahoraaracoiaba.blogspot.com/Aracoiaba News

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Teste rápido detecta infecção por hanseníase


Um teste simples e barato para detectar a infecção pela bactéria causadora da hanseníase foi desenvolvido por pesquisadores americanos e será fabricado por uma empresa brasileira, a OrangeLife. O preço máximo, segundo um acordo firmado com a empresa, será de US$ 1.
Muitos consideram a hanseníase uma relíquia do passado, mas, a cada ano, 200 mil pessoas são infectadas, segundo a Organização Mundial da Saúde.
O Brasil é um dos países mais afetados. Em 2010, foram detectados 34,9 mil novos casos da doença. Índia, Filipinas, Indonésia e República Democrática do Congo também entram no rol dos países com maior presença da infecção.
A doença tem cura, então uma melhora do diagnóstico precoce pode significar que, um dia, a hanseníase possa se juntar a outros males, como a poliomielite, que estão próximos da erradicação.
MAIS FÁCIL
Os responsáveis pelo novo teste afirmam que o resultado sai em menos de dez minutos. O método é muito mais simples do que o atual, que requer uma incisão na pele e a análise da bactéria ao microscópio.
"Funciona como um teste de gravidez e requer só uma gota de sangue", afirmou Malcolm Duthie, líder do desenvolvimento do teste no Instituto de Pesquisa de Doenças Infecciosas de Seattle, nos EUA. "Posso ensinar qualquer um a usá-lo."
A facilidade de uso é importante, segundo os pesquisadores, porque nem todas os locais onde a doença tem maior prevalência contam com profissionais treinados para realizar o exame para detectar a bactéria ao microscópio ou com laboratórios.
No novo teste, basta inserir a gota de sangue em um recipiente com uma fita plástica. Em seguida, são colocadas três gotas de uma solução. O resultado vem como o de um teste de farmácia: duas linhas querem dizer um diagnóstico positivo.
O que é ainda mais importante, segundo Duthie, é que espera-se que o teste detecte infecções até um ano antes de os sintomas aparecerem. Quanto mais cedo começa o tratamento com antibióticos, melhor é o resultado.
A hanseníase é causada pela Mycobacterium leprae, bactéria "aparentada" da causadora da tuberculose, mas que se reproduz de forma muito mais lenta. Os sintomas podem levar mais de cinco anos para aparecer.
"Estamos animados com o resultado", afirmou Bill Simmons, presidente das Missões Americanas de Hanseníase, um grupo cristão que combate a doença desde 1906.
transmissão
A bactéria só é transmitida após um contato próximo e prolongado. O micro-organismo se espalha para as partes mais frias do corpo: mãos, pés, bochechas e orelha.
Os primeiros sinais visíveis são, em geral, partes sem cor nem sensibilidade na pele. Muitas vezes, as lesões são confundidas com as causadas por fungos ou com doenças como psoríase e lúpus.
O paciente pode sofrer queimaduras e cortes frequentes, pela falta de sensibilidade. Os pés desenvolvem feridas. Segundo Simmons, é aí que o doente acaba percebendo que o problema é grave e procura atendimento. "Aí ele recebe a notícia ruim: 'Sim, você tem hanseníase e gostaríamos que você tivesse vindo aqui seis meses atrás'."
Depois de seis meses, o dano nervoso pode ser permanente. Mesmo que o paciente seja curado --o que envolve um tratamento com três tipos de antibiótico por até 12 meses-- ainda há o risco de desenvolver feridas.
À medida que a bactéria atinge os nervos, os músculos atrofiam e os dedos podem ficar curvados.
Hoje, a maioria dos pacientes é curada antes desses danos, mas o estigma da doença ainda resiste.
Editoria de Arte/Folhapress


FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1234180-teste-rapido-detecta-infeccao-por-hanseniase.shtml

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