Filho do
brigadeiro e
regente do
Império brasileiro,
Francisco de Lima e Silva, e de Mariana Cândida de Oliveira Belo, Luís Alves de Lima - como assinou seu nome por muitos anos - foi descrito por alguns dos seus biógrafos como um predestinado à carreira das armas que aos cinco anos de idade assentou praça no exército do
Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves(1808). O que os biógrafos não explicitam é que essa trajetória "apoteótica" é devida às especificidades da carreira militar nessa época. Ter sido
cadete aos cinco anos não era um sinal de seu caráter especial: a honraria era concedida aos filhos de
nobres ou militares e muitos alcançaram o mesmo privilégio, até mesmo com menor idade.
[2]

Sua face em uma moeda de 2000
réis de 1938.
Luís Alves de Lima e Silva desde cedo ingressou na vida militar. Teve intensa carreira profissional no
Exército, ascendendo ao posto de
marechal-de-campo aos trinta e nove anos de idade.
Em
1833,
casou-se com
Ana Luisa do Loreto Carneiro Vianna, na época com 16 (dezesseis) anos de idade, membro da aristocrática família Carneiro Leão, sendo neta da Baronesa de São Salvador de Campos
[1]. Com ela teve duas filhas, Luisa do Loreto, casada com o Barão de Santa Mônica, e Ana de Loreto, casada com o Visconde de Ururaí, e um varão, Luís Alves de Lima Filho, falecido na adolescência. Suas filhas deixaram conhecida descendência, em sua maioria, estabelecida em Macaé (RJ).
Caxias tomou parte nas ações militares da
Balaiada, na Província do
Maranhão, em
1839. Foi nomeado para Presidente (governador) da Província do Maranhão e Comandante Geral das Forças Militares em operação, num esforço de união civil e militar. O papel que desempenhou, na resolução do conflito, valeu-lhe seu primeiro
título de nobreza, o de Barão de Caxias, outorgado em
1841. O título faz referência à cidade maranhense de
Caxias, palco de batalhas decisivas para a vitória das forças imperiais. Neste mesmo ano, foi eleito
deputado à Assembléia Legislativa pela Província do Maranhão.
No plano externo, participou de todas as campanhas platinas do Brasil independente, como a
campanha da Cisplatina (
1825-
1828), contra as
Províncias Unidas do Rio da Prata. Comandante-chefe do Exército do
Sul (
1851), dirigiu as
campanhas vitoriosas contra
Oribe, no
Uruguai, e
Juan Manuel de Rosas, na
Argentina (
1851 -
1852). Comandante-geral das forças brasileiras (
1866) e, pouco depois, comandante-geral dos exércitos da
Tríplice Aliança (
1867), na
Guerra do Paraguai (
1864-
1870), Caxias, que já havia atuado como conselheiro no começo da guerra, assumiu o treinamento e a reorganização das tropas. Instituiu o avanço de flancos gerais, o contorno de
trincheiras e o uso de
balões cativos para
espionagem. Finalmente, depois da célebre
batalha de Itororó seguiu-se a campanha final, a
Dezembrada, uma fase de vitórias, como as batalhas do
Avaí e
Lomas Valentinas, em dezembro de
1868, conduzindo à ocupação da cidade de
Assunção.
Após a ocupação da capital paraguaia, ainda antes do término do conflito, por motivos de saúde retornou a Corte, o comando das tropas foi mais tarde passado ao
Conde D'Eu.
[5] Seu retorno a Corte, foi polêmico, seus opositores, partidários do Conde D'Eu, o acusavam de ter abandonado uma guerra ainda em curso, por outro lado, seus partidários defendiam que a tomada de Assunção encerrava a guerra, com o Paraguai sem recursos e
Solano Lopez isolado e liderando um bando de maltrapilhos.
[5]

Cadetes da
AMAN durante cerimônia de entrega do espadim de Caxias, replica da espada do ex-cadete duque de Caxias, patrono do Exército brasileiro.
Na terceira vez em que ocupou a presidência do Conselho apaziguou os conservadores, divididos no que dizia respeito à questão da
escravatura, encerrou o conflito entre o Estado e os bispos ("
questão religiosa") e iniciou o aperfeiçoamento do sistema eleitoral. Em reconhecimento aos seus serviços, o
Imperador Pedro II agraciou-o, sucessivamente, com os títulos de Barão, Conde, Marquês e
Duque de Caxias.
"Recebo o sabre de Caxias como o próprio símbolo da Honra Militar!" [
[6]]
[editar]Gabinete de 3 de setembro de 1856
Foi Presidente do Conselho de Ministro e simultaneamente ministro da Guerra
[editar]Gabinete de 2 de março de 1861
Foi Presidente do Conselho de Ministro e simultaneamente ministro da Guerra
[editar]Gabinete de 25 de junho de 1875
Foi Presidente do Conselho de Ministro e simultaneamente ministro da Guerra
[editar]Representações na arte e espetáculos
Também teve sua efígie impressa nas notas de
Cr$ 2 (dois cruzeiros) emitida entre 1944 e 1958 e nas de
Cr$ 100,00 (cem cruzeiros) emitidas de 1981 a 1984.
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Um dos últimos retratos do Duque de Caxias.
Rótulo de cigarro: Duque de Caxias, Herói dos Heróis no Paraguai.
- Há no Centro da cidade de Niterói a rua Marquês de Caxias em sua homenagem.
- Em sua homenagem, foi dado o nome de 25 de agosto, data de seu nascimento, a um dos principais bairros do município de Duque de Caxias.
[editar]Títulos e condecorações

Armas do duque de Caxias, nas quais figuram as armas das famílias Silva, Coutinho, Lima, Brandão, Soromenho e Ferreira. Também utilizadas por alguns de seus parentes.
- Títulos nobiliárquicos
- Títulos agremiativos
- Condecorações
[editar]Campanhas pacificadoras
- Primeiro reinado
- Período regencial
- Segundo Reinado
[editar]Construção de cidades
Luís Alves de Lima e Silva, junto com
Domingos José de Almeida, foi responsável pela reformulação do povoado de Santana do Uruguai, e a posterior demarcação das divisas e dos traçados belos e uniformes que após tornou-se a cidade de
Uruguaiana.
[carece de fontes]