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quinta-feira, 12 de junho de 2014

Paraplégico consegue andar, dar chute, mas feito ganhou pouco destaque

NA ABERTURA DA COPA

Paraplégico consegue andar, dar chute, mas feito ganhou pouco destaque

Redação Web | 18h30 | 12.06.2014

Esperado por muitos, experimento liderado pelo cientista brasileiro Miguel Nicolelis aconteceu na beira do campo e teve menos de 15 segundos de destaque

NICOLELIS
Momento em que o experimento aconteceu, na beira do campo minutos antes do início da partida entre Brasil e Croácia. Autor do experimento, Miguel Nicolelis, aparece agaxado.
FOTO: REPRODUÇÃO
Atualizada às 20h44
Um paraplégico de 29 anos deu alguns passos e conseguiu dar um chute na abertura da Copa do Mundo nesta quinta-feira (12), na Arena Corinthians. A iniciativa ocorre após mais de três décadas de pesquisa liderada pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, autor dos estudos do projeto "caminhar de novo".
O brasileiro Juliano Pinto foi o paraplégico usado no experimento de Nicolelis. Ele foi acometido por paraplegia completa de tronco inferior e membros inferiores.
Apesar de uma grande expectativa gerada, o feito científico teve pouco destaque. O combinado anterior entre Fifa e Miguel Nicolelis era que o paraplégico deveria andar por 25 metros no centro do gramado até, finalmente, dar o chute na bola. Mas para preservar o campo em virtude do peso do equipamento, de ultima hora, o acordo foi cancelado e o experimento aconteceu na beira do campo, sendo visto por menos de 15 segundos
Apontado no meio científico como forte candidato ao prêmio Nobel de Medicina, Miguel Nicolelis fez várias pesquisas até descobrir a ligação cerebral interrompida após a ruptura da espinha dorsal. Interligados através de eletrodos em um hexoesqueleto, o comando cerebral foi reativado com a espinha, que obedeceu ao estímulo do paciente para que ele caminhasse. 
O experimento foi estudado por mais de 200 profissionais de 25 nacionalidades, reunidos em um centro de estudos de neurociência do Rio Grande do Norte. Mais de R$ 30 milhões foram doados para pesquisa que foi concluída em um tempo recorde de 14 meses antes da Copa do Mundo. 
Repercursão

Nas redes sociais, internautas se queixam de que a transmissão durou poucos segundos e mostrou apenas a parte final do movimento. Logo depois, a televisão voltou a mostrar a festa.

No Twitter, internautas brasileiros e de outros países comentaram a frustração com o lance. “Por que não mostraram o pontapé inicial com um exoesqueleto?”, questionou uma internauta de Madri, na Espanha. “Perdemos o chute com o exoesqueleto. A televisão achou importante mostrar o ônibus (da seleção brasileira) entrando no estádio!”, criticou um internauta de Porto Alegre.
FONTE:
DIÁRIO DO NORDESTE

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