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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Sapatinho da Cinderela era feito de pelo e não de cristal?

Usuários do Twitter ficam intrigados com possível 'erro histórico'
Entenda a verdade sobre a polêmica do sapatinho
 da Cinderela, que, segundo internautas,
seria de pelo de esquilo, e não
de cristal (foto: Disney/Reprodução) 
Recentemente, usuários do Twitter ficaram intrigados com a possibilidade de os famosos sapatinhos de cristal da personagem Cinderela, criada pelo escritor francês Charles Perrault (1628-1703), terem sido feitos, na verdade, de pele de esquilo. Será que fomos enganados todo esse tempo, inclusive pelo filme da Disney, de 1950?

Os internautas que levantaram essa hipótese acreditam que houve um erro de interpretação do texto original do célebre autor francês. O tradutor americano teria entendido "pantoufle de verre" (sapato de vidro) ao invés de "pantoufle de vair" (sapato de pelo) no texto original de Histoires ou Contes du Temps Passé Avec des Moralités (1697), que é uma coleção de contos de fadas escritos por Perrault. Com isso, logo teve início uma discussão que "parou" o Twitter.

Porém, de acordo com o site americano Snopes, especializado em checar boatos da internet, não houve erro de tradução, já que a expressão "pantoufle de verre" aparece no texto original do escritor. "Então, isso definitivamente não é uma questão de erro de tradução. Tampouco parece ser um caso de mal-entendido, já que Perrault escreveu 'verre', ao invés de 'vair', enquanto transcreveu um conto que ouviu. Além disso, a palavra 'vair' era usada na época medieval e estava em desuso na França do século XVII", explica o texto publicado pelo Snopes.

O termo "vair", que os usuários da rede social de 280 caracteres acreditam ser o original, tem original no latim, sendo proveniente da palavra "varius", que faz referência ao rabo do esquilo da Rússia, muito utilizado na confecção de robes e roupas medievais.

O sapatinho de cristal de Cinderela é o conto de Charles Perrault mais conhecido em todo o mundo. Na maioria das versões, a história relata uma jovem que vive com uma madrasta e duas meia-irmãs e é ajudada pela mãe morta, que reaparece na forma de um animal doméstico, podendo ser uma vaca ou um bode, em vez da fada madrinha, como foi retratado pela Disney. Além disso, Cinderela faz três visitas ao baile, festival ou igreja (dependendo da versão); e sua verdadeira identidade é revelada por um anel que não cabe no dedo de ninguém, exceto no dela.

"A história provavelmente é de origem oriental. Na versão mais antiga conhecida, proveniente da China, no século IX, a heroína perde um chinelo, por acaso, mas é de ouro. O sapatinho de cristal, então, juntamente com o uso da hora mágica [meia-noite] como o momento em que a elegância da heroína some parece ser uma das contribuições de Perrault para a história de Cinderela", diz o texto do site Snopes.

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