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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Sobe a demanda por papel-moeda no câmbio

ALTA DO IOF NO CARTÃO

Sobe a demanda por papel-moeda no câmbio

03.01.2014
Para fugir do imposto, o jeito é optar pelo papel-moeda, cujo tributo permanece no patamar de 0,38%

A elevação da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para o uso de cartões de débito e pré-pago no exterior pressiona a procura por dinheiro em espécie nas casas de câmbio. Em Fortaleza, a mudança já começou a ser percebida, mas as agências temem que o dólar fique ainda mais escasso. O valor de comercialização da moeda norte-americana tende a subir nos próximos dias.

A alíquota subiu de 0,38% para 6,38% no último sábado (28). A decisão do governo federal pegou muita gente de surpresa. Por conta do aumento, clientes de casas de câmbio que atuam na Capital estão desistindo de fechar negócios ligados a cartões internacionais.

Para fugir do imposto, o jeito é optar pelo papel-moeda, cujo tributo permanece em 0,38%. Mas, devido à escassez do dólar, essa escolha nem sempre será possível. O problema acontece com tanta frequência que ontem, no primeiro dia útil de 2014, algumas casas de câmbio de Fortaleza abriram as portas com o estoque da moeda zerado.

Alternativa


"Antes, quando estávamos sem dólar, oferecíamos às pessoas o cartão pré-pago Visa Travel Money (VTM). Agora, com a alta do IOF, será muito difícil convencer o público a fechar negócios desse tipo", declara o responsável pelas operações de câmbio da Sollo Câmbio & Turismo, Fabrício Vasconcelos.

Naquela agência, situada na Avenida Dom Luís, no bairro Aldeota, o dinheiro está em falta há mais de uma semana. Vasconcelos informa que, de acordo com a empresa corretora, o motivo do problema está relacionados aos altos custo no transporte da moeda. "Entrei em contato com a corretora, que fica em São Paulo. Fui informado de que o dólar chegaria hoje (ontem) à tarde", afirma.

Prazo maior
Os clientes da Sollo Câmbio & Turismo ficaram desapontados com a medida. Para Fabrício Vasconcelos, o governo federal deveria ter dado um prazo de 30 dias para que as empresas do setor cambial pudessem se adaptar, trabalhando a mudança com os consumidores.

"Os negócios serão prejudicados. Os cartões só serão utilizados em casos específicos, como, por exemplo, pais que têm filhos estudando no exterior e precisam fazer a recarga. Mas será muito difícil atrair novos clientes para operações com cartão, porque o governo bateu o martelo e pronto", critica.

Atualmente, o dólar em espécie na Sollo Câmbio & Turismo é vendido por R$ 2,52, valor que poderá subir dependendo da oferta e demanda.

Não fosse a escassez, explica Fabrício Vasconcelos, a moeda norte-americana poderia ser comercializada por R$ 2,48.

Suspensão temporária
Na Sadoc Câmbio e Turismo, situada na Avenida Monsenhor Tabosa, no bairro Meireles, os serviços com cartão foram cancelados temporariamente.

Isso porque a agência foi em busca de mais informações sobre a nova cobrança para repassá-las à clientela.

"Vamos voltar às operações amanhã. Essa decisão do governo foi algo de cima para baixo, ruim para as agências, corretoras e consumidores. Haverá uma retração nos negócios, mas só vamos poder identificar isso melhor a partir da próxima segunda-feira", ressalta o operador de câmbio da Sadoc, Francisco Havelange da Silveira.

Lá, o dólar em espécie custa, atualmente, R$ 2,55. A expectativa é que o valor suba para R$ 2,65 nos cartões.

Cartões internacionais
Francisco Havelange acredita que, diante da escassez do dólar em Fortaleza e da alíquota de 6,38% para o uso de cartões de débito e pré-pagos, os clientes que não tiverem a oportunidade de comprar papel-moeda vão optar por transações realizadas com cartão de crédito internacional, cujo IOF também é 6,38%. "O problema é que o consumidor corre o risco cambial, pois a cotação usada na conversão da moeda estrangeira em real é a do dia do fechamento da fatura, e não a da data do pagamento", explica o operador.

Com relação à baixa oferta da moeda americana na Capital, Francisco Havelange da Silveira lembra que o problema acontece desde o fim de 2012 e acontece em toda o Nordeste brasileiro. "Ou seja, estamos há mais de um ano enfrentando essa dificuldade", completa.

Justificativa
A nova tributação, anunciada por meio de nota do Ministério da Fazenda, busca "conferir isonomia de tratamento às operações com moeda estrangeira realizadas por meio de cartões de crédito internacionais, os pagamentos em moeda estrangeira feitos por meio de cartão de débito, os saques em moeda estrangeira realizados no exterior, as compras de cheques de viagem e o carregamento de cartões pré-pagos com moeda estrangeira".

Ainda de acordo com a nota emitida pelo Ministério da Fazenda, com a medida, evita-se que um meio de pagamento seja preterido em relação aos demais em decorrência de sua estrutura de tributação.

RAONE SARAIVAREPÓRTER



FONTE:
DIÁRIO DO NORDESTE

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