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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Cuscuz com tudo: tradição ganha sabores como amendoim e salmão

BAZAR

Prato típico do Nordeste, a massa cozida de fubá de milho ganha novos sabores, como camarão e chocolate

Uma das comidas mais marcantes do Nordeste brasileiro - quem diria? - veio do Marrocos. “O couscous, nome do prato no Norte da África, é feito com sêmola de trigo e é típico daquela região mediterrânea”, conta Odilon Castro, professor do curso de Gastronomia da Ufba.
De acordo com o pesquisador, o alimento chegou à Península Ibérica no Século 8, época da invasão árabe à Europa. Depois de 700 anos,  atravessou o Oceano Atlântico junto com os navegadores portugueses. Como não havia trigo na América, eles se viraram com o que tinha: farinhas de milho e aipim (tapioca).
Outra diferença entre nossa versão e a árabe é o preparo. Enquanto o marroquino é feito em panela comum - e o híbrido paulista é assado no forno - a mágica do nordestino acontece no cuscuzeiro. “Cozinhar o cuscuz no vapor é uma criação brasileira para a qual foi inventado o cuscuzeiro”, diz Odilon.
Mas por que o dito brasileiro faz mais sucesso no Nordeste do que em outros lugares do país? “Não há certeza, mas desconfio da questão econômica. É bem mais barato”, opina Odilon.
A nutricionista Ana Leiro concorda com o professor. “Um saco de milharina rende cuscuz para oito pessoas. E custa menos do que quatro pães”, compara Ana.
Segundo a profissional, o prato é também nutricionalmente mais vantajoso. “Ele não tem glúten e possui menos calorias. Dá para reduzir ou até zerar a quantidade de sal, para evitar hipertensão. E ainda tem bastante vitamina A”, explica ela.
E o que não pode faltar para o cuscuz ficar uma delícia? Para Odilon, boa manteiga. Especialmente se for de garrafa. “Você pode também misturar um pouco de beiju na massa, para aumentar a liga”, aconselha o professor.
Ana alerta para os excessos: “Só não pode comer manteiga com cuscuz. Varie o sabor cobrindo com um ovo frito na água. Ou queijo branco e banana da terra na massa”.
Para quem quer a praticidade de achar o cuscuz pronto e com variedade de recheios, demos um rolé pela cidade atrás de lugares especializados na iguaria. Confira.
Sel Cuscuzeria - Mata a fome de passagem

Passa Anel - Recheado com queijo minas e goiabada, tipo o hit Romeu e Julieta. Preço: R$ 9,90. (Fotos: Alex Dantas/Divulgação)
A advogada e filósofa Selenide da Silva, 45, sempre sonhou ter um café. Mas queria algo diferente. E gosta de comer cuscuz desde a infância (quem não, né minha gente?). No fim de 2013, viu uma loja vazia no térreo do prédio de consultórios do Hospital da Bahia, na Pituba, e decidiu que seria ali. O que diferenciaria o seu estabelecimento dos demais em Salvador? O carro-chefe, o cuscuz. “Ainda mais nessa época em que as pessoas têm buscado tanto alimentos sem glúten nem lactose”, pontua a dona da Sel Cuscuzeria.

Três Três Passará - Recheado com camarões e coberto com bobó de camarão. Preço: R$ 24,90. “O cuscuz que lembra almoço combina melhor com suco cítrico ou refrigerante do que com cafezinho”, indica Sel.
Ao entrar na lojinha, com três mesas, um balcão e lugar para 10 pessoas, dá para notar logo os lustres, feitos com cuscuzeiros. No cardápio, mais de 45 sabores com nomes de brincadeiras clássicas. Entre o mais barato, Pulando Corda (manteiga e ovo, R$ 7,50), e o mais caro, Brincar de Médico (salmão, R$ 24,90), há opções que passam por carne de fumeiro, chocolate, amendoim e bacalhau. O sucesso é tanto, que ela vende cerca de 200 unidades por dia, já comprou a loja ao lado e até março planeja triplicar a capacidade de atendimento.

Boca de Forno - Recheado com carne de charque acebolada e coberto com manteiga de garrafa. Preço: R$ 9,90. “Nas duas lojas dá para variar a massa de milho, trocando-a pela de inhame, tapioca, banana-da-terra ou batata-doce, por um adicional de R$ 3”, diz Sel, que pretende ampliar ainda as opções com abóbora e fruta-pão.
VAI LÁ - Avenida Prof. Magalhães Neto, 1.541, Centro Médico Hospital da Bahia, ala A, loja 4. Funciona de segunda a sábado, das 7h30 às 21h. Aceita débito, crédito e Visa-Vale. Telefone: 71 3341-8729.
Rancho do cuscuz - Para curtir com calma

Nata do Rancho - Recheado com carne de sol desfiada com nata e coberto com manteiga de garrafa. Preço: R$ 13,90.
Quatro meses depois de criar a Sel Cuscuzeria, a empresária resolveu comprar o Rancho do Cuscuz, que já existia há mais de um ano. “Os cardápios têm muitas semelhanças, mas há pratos exclusivos do Rancho, como o Cuscujé (vatapá, salada e moqueca de camarão, servido na tigela de barro, R$ 16,90). A maior diferença é mesmo a pegada do local. Enquanto a Sel é lugar de passagem, mais apertadinho, a loja do Costa Azul é um pouco mais ampla e está na beira da rua.

Petit do Rancho - Recheado com chocolate ao leite, servido com sorvete de creme e calda de morango. Preço: R$ 13.
Aos domingos, tem bufê de café da manhã. Na mesa, além de pães, bolos, frutas e frios à vontade, cuscuzes de todo o cardápio. Exceto Cuscujé, Petit do Rancho e Camarão. Custa R$ 25 por pessoa.

Cabra Macho - Recheado com calabresa, frango, carne de sol, bacon e banana frita, coberto com requeijão cremoso e regado a manteiga de garrafa. Preço: R$ 14.
VAI LÁ: Rua Arthur de Azevedo Machado, 1.485, Edifício Vila de Napoli, loja 03, Costa Azul. 
Funciona todos os dias a partir das 7h30. De segunda a sexta fecha às 21h. Nos sábados às 17h30 e domingos às 11h30. Aceita cartões de débito, crédito e Visa-Vale. Tel: 71 3015-9995.

FONTE:
CORREIO

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