Aumento foi registrado após casos de repercussão, como a morte do neto do ex-presidente Lula. De acordo com a Secretaria de Saúde, não há surto da doença no estado.
A corrida por vacinas contra a meningite tem provocado a falta de doses em clínicas e postos de saúde do Paraná ao longo do mês de março.
De acordo com a Secretaria de Saúde (Sesa) do Paraná, não há surto nem epidemia da doença, mas mesmo assim a procura pela vacina está acima da oferta de doses disponíveis, tanto na rede pública, quanto na privada.
Segundo a secretaria, o Paraná recebe 66 mil doses da vacina contra a meningite meningocócica C do Ministério da Saúde, mas a demanda atual é de 88 mil doses.
Na rede privada, onde é ofertada a vacina contra meningite meningocócica B, a situação é parecida.
O G1 entrou em contato com oito clínicas que oferecem a vacina, e em três delas as doses estavam esgotadas. Em outras quatro, houve escassez ao longo da semana.
De acordo com o Hospital Pequeno Príncipe, o movimento no Centro de Vacinas do hospital neste sábado (9) foi 186% acima da média histórica - ao invés das 150 doses que em média são aplicadas, 430 crianças e adolescentes foram vacinados.
Ao longo do fim de semana, quando a procura nas clínicas de vacinação é maior, a espera pela vacina era de cerca de duas horas.
Total de casos
De acordo com a Sesa, os números de casos de meningite estão dentro da média histórica da doença.
Em 2019, de janeiro a março, foram registrados 144 casos de meningite, com 14 mortes. Ao longo de todo o ano de 2018, o estado teve 1.601 casos da doença e 108 mortes.
O aumento foi registrado por postos e clínicas a partir da morte do neto do ex-presidente Lula, em 1º de março, e, no Paraná, após a morte de dois adolescentes com a doença, uma menina em 26 de fevereiro, em Campo Mourão, e outro garoto no dia 5 de março, em Francisco Beltrão.
"Casos isolados que aconteceram, mas que neste ano chamaram a atenção pela comoção social", afirmou o secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto.
Remanejamento de doses
A Sesa informou que está realizando um remanejamento de doses das regiões onde a procura está menor para aquelas onde há falta de vacinas.
A secretaria afirmou também que o Ministério da Saúde liberou um lote extra para o estado, que deve começar a ser distribuído aos postos de saúde a partir desta segunda-feira (11).
O Ministério da Saúde informou que a distribuição da vacina de meningocócica foi afetada, porque o laboratório que produz a vacina atrasou a entrega. Afirmou ainda que vai continuar atendendo a demanda dos estados, conforme o cronograma de entregas dos laboratórios.
Tipos de vacina
A meningite é uma doença que pode ser causada por um vírus, uma bactéria ou fungo.
No caso da meningite meningocócica, causada por uma bactéria, é possível fazer a prevenção com vacinas.
Existem hoje 3 vacinas: a que protege contra o meningococo C, contra o meningococo B e outra, chamada ACWY, que protege contra quatro tipos da doença.
A vacina contra a meningite meningocócica C, a mais comum de acordo com o Ministério da Saúde, é oferecida pela rede pública de saúde.
As outras duas, que previnem contra os tipos B e ACWY, só são encontradas em clínicas particulares, e são aplicadas em mais de uma dose. Os valores de cada dose variam de R$ 500 a R$ 600 para o tipo B. Para o tipo ACWY o custo é de cerca de R$ 300 por dose.
De acordo com a Secretaria de Saúde, a vacinação ainda é a melhor forma de se prevenir contra a doença, mas cuidados básicos com a higiene pessoal, manter os ambientes arejados e se alimentar bem ajudam na prevenção.
Crianças e adolescentes devem seguir o programa de vacinação indicado para cada caso.
Corrida por vacina contra a meningite provoca falta de doses, no Paraná — Foto: Fernando Castro/G1 |
De acordo com a Secretaria de Saúde (Sesa) do Paraná, não há surto nem epidemia da doença, mas mesmo assim a procura pela vacina está acima da oferta de doses disponíveis, tanto na rede pública, quanto na privada.
Segundo a secretaria, o Paraná recebe 66 mil doses da vacina contra a meningite meningocócica C do Ministério da Saúde, mas a demanda atual é de 88 mil doses.
Na rede privada, onde é ofertada a vacina contra meningite meningocócica B, a situação é parecida.
O G1 entrou em contato com oito clínicas que oferecem a vacina, e em três delas as doses estavam esgotadas. Em outras quatro, houve escassez ao longo da semana.
De acordo com o Hospital Pequeno Príncipe, o movimento no Centro de Vacinas do hospital neste sábado (9) foi 186% acima da média histórica - ao invés das 150 doses que em média são aplicadas, 430 crianças e adolescentes foram vacinados.
Ao longo do fim de semana, quando a procura nas clínicas de vacinação é maior, a espera pela vacina era de cerca de duas horas.
Total de casos
De acordo com a Sesa, os números de casos de meningite estão dentro da média histórica da doença.
Em 2019, de janeiro a março, foram registrados 144 casos de meningite, com 14 mortes. Ao longo de todo o ano de 2018, o estado teve 1.601 casos da doença e 108 mortes.
O aumento foi registrado por postos e clínicas a partir da morte do neto do ex-presidente Lula, em 1º de março, e, no Paraná, após a morte de dois adolescentes com a doença, uma menina em 26 de fevereiro, em Campo Mourão, e outro garoto no dia 5 de março, em Francisco Beltrão.
"Casos isolados que aconteceram, mas que neste ano chamaram a atenção pela comoção social", afirmou o secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto.
Remanejamento de doses
A Sesa informou que está realizando um remanejamento de doses das regiões onde a procura está menor para aquelas onde há falta de vacinas.
A secretaria afirmou também que o Ministério da Saúde liberou um lote extra para o estado, que deve começar a ser distribuído aos postos de saúde a partir desta segunda-feira (11).
O Ministério da Saúde informou que a distribuição da vacina de meningocócica foi afetada, porque o laboratório que produz a vacina atrasou a entrega. Afirmou ainda que vai continuar atendendo a demanda dos estados, conforme o cronograma de entregas dos laboratórios.
Tipos de vacina
A meningite é uma doença que pode ser causada por um vírus, uma bactéria ou fungo.
No caso da meningite meningocócica, causada por uma bactéria, é possível fazer a prevenção com vacinas.
Existem hoje 3 vacinas: a que protege contra o meningococo C, contra o meningococo B e outra, chamada ACWY, que protege contra quatro tipos da doença.
A vacina contra a meningite meningocócica C, a mais comum de acordo com o Ministério da Saúde, é oferecida pela rede pública de saúde.
As outras duas, que previnem contra os tipos B e ACWY, só são encontradas em clínicas particulares, e são aplicadas em mais de uma dose. Os valores de cada dose variam de R$ 500 a R$ 600 para o tipo B. Para o tipo ACWY o custo é de cerca de R$ 300 por dose.
De acordo com a Secretaria de Saúde, a vacinação ainda é a melhor forma de se prevenir contra a doença, mas cuidados básicos com a higiene pessoal, manter os ambientes arejados e se alimentar bem ajudam na prevenção.
Crianças e adolescentes devem seguir o programa de vacinação indicado para cada caso.
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