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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Cristiane Brasil vai ao STF contra suspensão de posse no Ministério

Ela classifica a ação que originou o processo como "oportunista e cavilosa"
(ABr)
POR CORREIO 24 HORASA deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) pediu a revogação da decisão liminar (provisória) da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, que suspendeu a posse dela como ministra do Trabalho. A defesa da parlamentar negou que a condenação por dívidas trabalhistas inviabilize que ela assuma o cargo e defendeu a competência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para julgar o caso.

No documento protocolado no STF, Cristiane apresenta seu currículo e classifica a ação que originou o processo como "oportunista e cavilosa". Em manifestação enviada a Cármen, nesta quarta-feira, 31, a defesa diz que a decisão do vice-presidente do STJ, Humberto Martins, a favor da deputada é "irrepreensível e incensurável".

Os advogados da deputada defendem que a competência do STJ deve ser reconhecida, sob pena de haver "completa subversão do sistema de competências constitucionais". Para a defesa, a primeira instância não poderia ter dado a decisão porque o ato "viola flagrantemente o princípio da separação dos poderes".

Cristiane Brasil afirma que preenche "de maneira clara e inequívoca" os requisitos previstos pela Constituição para ocupar o cargo, citando que a Constituição Federal determina que "os ministros de Estado serão escolhidos dentre brasileiros maiores de 21 anos e no exercício dos direitos políticos".

A petebista também reforça que "não há qualquer violação ao princípio da moralidade", como alegam os advogados que entraram com a ação contra ela. A defesa de Cristiane se manifestou no processo que já tramita no STF. Neste caso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionou a favor de que o STF analise os recursos que contestam a nomeação.

Já a Advocacia-Geral da União (AGU) se posicionou pela competência do STJ. O ministro Humberto Martins, respondendo a um pedido de Cármen, prestou esclarecimentos sobre sua decisão que liberou a posse da deputada e também defendeu que o STJ deve julgar o caso.

Após ser escolhida pelo presidente Michel Temer para assumir o Ministério do Trabalho, no início do ano, a Justiça Federal em Niterói suspendeu a nomeação de Cristiane em caráter liminar (provisório). Depois de perder vários recursos, a Advocacia-Geral da União (AGU) venceu no STJ, mas a posse foi suspensa novamente por Cármen, que questionou a competência da Corte para analisar o caso.

Uma decisão definitiva pode ser tomada de forma monocrática por Cármen Lúcia ou levada diretamente ao plenário da Corte. Cristiane Brasil passou a ter sua nomeação questionada e a enfrentar o imbróglio na Justiça após a divulgação das notícias de que foi condenada a pagar R$ 60 mil por dívidas trabalhistas a um motorista que trabalhava sem carteira assinada. Ela também fez acordo com outro profissional, pagando R$ 14 mil para evitar nova condenação.

sábado, 20 de janeiro de 2018

Cristiane Brasil toma posse como ministra na segunda-feira

STJ autorizou nomeação da deputada neste sábado
POR NOTÍCIAS AO MINUTOO vice-presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Humberto Martins suspendeu neste sábado (20) a liminar que impedia a posse da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) para o comando do Ministério do Trabalho.

A expectativa é de que ela tome posse na próxima segunda-feira (22), em cerimônia no Palácio do Planalto.

A posse de Cristiane Brasil estava barrada desde o dia 8 de janeiro, por uma liminar concedida pela Justiça Federal do Rio.
A decisão atendida a uma ação, movida por três advogados que fazem parte de um grupo que protocolou ações populares em diferentes varas, com o objetivo de impedir a posse da deputada.
Eles questionam o fato de a futura ministra ter sido condenada por desrespeitar direitos trabalhistas, tema da pasta.
Após o Tribunal Regional Federal da 2ª Região negar o recurso da defesa da deputada e manter a liminar, o presidente Temer decidiu recorrer ao STJ, na manhã desta sexta (19).
O vice-presidente do STJ Humberto Martins, que assumiu nesta quinta-feira (18) o plantão judiciário, substituindo a presidente Laurita Vaz, é visto pela equipe do Planalto como um ministro de mais diálogo e de posições mais ponderadas.
Na semana passada, a equipe do presidente havia recebido o aceno de que a presidente Vaz tenderia a manter a suspensão da posse.
O recurso ao STJ foi também uma maneira de evitar que o caso seja analisado pela presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cármen Lúcia. Na semana passada, Temer também recebeu sinais de que a tendência de Cármen é manter a suspensão da posse. Com informações da Folhapress.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Posse de Cristiane Brasil como ministra do Trabalho será na terça-feira

Cristiane Brasil assumirá o Ministério do
 Trabalho e EmpregoWilson Dias/Agência Brasil
A posse da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) como titular do ministério do Trabalho e Emprego está marcada para a próxima terça-feira (9), no Palácio do Planalto, às 15h. O convite do presidente Michel Temer foi aceito ontem (3) pela parlamentar, após encontro entre ele e o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, que é pai de Cristiane.

O comando da pasta está vago desde a semana passada, quando Ronaldo Nogueira pediu demissão para se candidatar às eleições em outubro deste ano. Para concorrer a cargos eletivos a nível nacional, ministros de Estado precisam se afastar do cargo com seis meses de antecedência. Até abril, portanto, outros assessores diretos do presidente devem deixar os postos caso queiram concorrer ao pleito deste ano. 

É o caso do ministro da Saúde, Ricardo Barros, que manifestou intenção nesta quinta-feira (4), e de Marcos Pereira, que até ontem comandava o ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e deixou a pasta.

Ontem, após acertar a substituição de Nogueira com Temer e o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, Roberto Jefferson disse que a filha não tentaria reeleição como deputada pelo estado do Rio de Janeiro para continuar à frente do ministério até o fim do ano. Em seu lugar, o próprio presidente do PTB e ex-delator do mensalão informou que se candidataria à Câmara, mas em uma vaga representando São Paulo.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

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