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domingo, 22 de março de 2020

Dia Mundial da Água: fundação quer investimentos em segurança hídrica

Relatório da SOS Mata Atlântica fala também de preservação da mata
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O relatório Retrato da Qualidade da Água nas Bacias Hidrográficas da Mata Atlântica elaborado pela Fundação SOS Mata Atlântica, lançado neste domingo (22) em celebração ao Dia Mundial da Água alertou para “a urgente necessidade de ações e investimentos voltados à segurança hídrica e socioambiental no Brasil”. O estudo indicou como solução para o problema “a universalização do saneamento básico integrado à ampliação dos espaços de participação social e a adoção de soluções baseadas na natureza, com a conservação dos ecossistemas e recuperação de florestas nativas”.

O relatório fez um panorama da qualidade da água de trechos de corpos d’água de março de 2019 a fevereiro de 2020. Durante doze meses do ciclo de monitoramento, grupos de voluntários coletaram e analisaram a qualidade da água de 181 trechos de rios e corpos d’água, distribuídos em 240 pontos de coleta, em 95 municípios dos 17 estados abrangidos pelo bioma Mata Atlântica e do Distrito Federal. 
O trabalho teve o acompanhamento e supervisão técnica da Fundação SOS Mata Atlântica. Os indicadores de qualidade da água foram obtidos em trabalho voluntário de 3.500 pessoas integrantes de 199 grupos de monitoramento do projeto Observando os Rios, patrocinado pela Ypê e com apoio da Sompo Seguros.
Do total de locais de coleta, 189 pontos analisados (78,8%) apresentaram índice de qualidade de água regular. Em 38 pontos (15,8%), a qualidade é ruim e, em um único ponto (0,4%), péssima. Segundo a Fundação só 12 pontos (5%) apresentam qualidade boa na média do ciclo de doze meses e nenhum dos rios e corpos d’água tem qualidade ótima. “Ou seja, 95% dos pontos monitorados apresentam qualidade da água longe do que a sociedade quer e necessita para os rios”, apontou a SOS Mata Atlântica.

domingo, 3 de julho de 2016

Nenhuma meta ambiental para a Olimpíada foi cumprida pelo Rio

Despoluição da Baía de Guanabara foi um dos compromissos não respeitados pela Cidade Olímpica


O Rio de Janeiro não cumpriu nenhuma das metas ambietais estabelecidas para os Jogos Olímpicos, que começam em um mês. Os acordos foram assumidos pela Cidade Olímpica no dossiê de candidatura para sediar os Jogos.

De acordo com uma reportagem da Folha de S.Paulo, o tratamento de esgoto na Baía de Guanabara não passou nem da metade do prometido, enquanto a lagoa de Jacarepaguá, que margeia o Parque Olímpico, segue fedida e assoreada. O plantio de de mudas na Mata Atlântica, uma tarefa fácil, também não foi feito. E a abertura da Lagoa Rodrigo de Freitas para banhistas segue como sonho.
No Dossiê de candidatura, o legado dos Jogos Olímpicos foi uma das principais apostas do Rio para sediar o evento, inédito na América do Sul. O abandono dos compromissos é justificado com a crise financeira.
As autoridades contam agora com a sorte para a cidade não ser surpreendida com o fenômeno que aconteceu em setembro do ano passado: fortes ventos atingiram a região da lagoa do Parque Olímpico, remexendo a matéria orgânica do fundo que fora formada ao longo dos 40 anos de ocupação sem saneamento básico. Com isso, gases tóxicos foram liberados, reduzindo o oxigênio e matando centenas e centenas de peixes. O cheiro do local ficou insuportável.
"A lagoa não é mais uma latrina. É um túmulo. Tem que rezar para que não chova, não vente, para que os gases não sejam eliminados do interior da lagoa e não gere uma mortandade de peixe na Olimpíada", comentou o biólogo Mário Moscateli.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Pacatuba está entre as 10 cidades que mais preservam a Mata Atlântica no Brasil

mata atlântica

Lançado nesta quarta-feira (11) pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Atlas dos Municípios da Mata Atlântica traz os dados mais recentes sobre a situação de cidades do Estado do Ceará. Pacatuba é a cidade cearense que melhor conserva o bioma no Estado, com 85,7% de vegetação natural, comparado com a área original, garantindo ao município a 10ª posição no ranking nacional de preservação. Já a capital do Estado, Fortaleza, mantém 12% de vegetação natural de Mata Atlântica. A vegetação natural inclui, além das florestas nativas, os refúgios, várzeas, campos de altitude, mangues, restingas e dunas.

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