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sexta-feira, 11 de junho de 2021

Brasil volta a fazer parte do Conselho de Segurança da ONU após 11 anos

País vai ocupar um assento não permanente pela 11ª vez, no biênio 2022-2023 (a última havia sido em 2010-11). Albânia, Emirados Árabes Unidos, Gabão e Gana também foram eleitos.

POR G1Brasil voltará a ocupar um assento não permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas no biênio 2022-2023, após 11 anos. Será a 11ª vez que o país vai integrar o colegiado (a última foi no biênio 2010-2011).

Brasil recebeu 181 votos na eleição que ocorreu nesta sexta-feira (11) em Nova York, durante a 75ª Assembleia Geral da ONU. AlbâniaEmirados Árabes UnidosGabão Gana também foram eleitos.

O Conselho de Segurança é formado 15 países com direito a voto. Mas apenas Estados UnidosFrançaGrã-BretanhaChina Rússia são membros permanentes e têm poder de veto.

Os outros 10 assentos são temporários, e os países são eleitos para ocupá-los de forma rotativa, em mandatos de dois anos.

O governo brasileiro tenta, há muitos anos, um assento permanente no conselho. O país integra o G4, grupo formado também por JapãoAlemanha Índia, que defende mudanças no Conselho de Segurança (veja no vídeo abaixo).

SAIBA MAIS EM: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021/06/11/brasil-volta-a-fazer-parte-do-conselho-de-seguranca-da-onu.ghtml

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Fome cai no Brasil em dez anos, aponta relatório da ONU

A fome no Brasil caiu em um intervalo de dez anos. O levantamento O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2018, divulgado hoje (11), foi feito por cinco agências das Nações Unidas e mapeou o quadro de segurança alimentar no país e no restante do mundo.

Os autores do estudo compararam o grau de subnutrição (ou fome, no jargão popular) da população em dois momentos: no biênio 2004-2006 e no biênio 2015-2017. No caso do Brasil, o índice caiu de 4,6% para menos de 2,5% no período de análise. Os dados não mostram uma evolução anual.

A pesquisa também trabalhou com outros indicadores, como grau de insegurança alimentar grave e problemas no desenvolvimento em crianças de até cinco anos de idade. Contudo, nesses dois temas o relatório não traz resultados para o Brasil, indicando que não havia dados disponíveis.
O levantamento também avaliou indicadores de obesidade e anemia em mulheres em idade fértil (15-49 anos), porém em outro período de análise – em 2012 e em 2016. Em ambos os quesitos houve aumento nos índices. O percentual de mulheres obesas passou de 19,9% para 22,3%. Já a ocorrência de anemia passou de 25,3% para 27,2%.
Em uma leitura mais ampliada, os dados sobre subnutrição revelam que o índice no Brasil ficou abaixo da média registrada na América Latina (4,9%), no biênio 2015-2017. Outros países tiveram reduções expressivas no período de 2004-2006 a 2015-2017, como o Peru (de 19,8% para 8,8%) e Equador (de 17% para 7,8%). De um modo geral, a fome aumentou no continente impulsionada pelos índices da Venezuela.
Em 2014, o Brasil saiu do mapa da fome, quando o índice de segurança alimentar fica abaixo dos 5%.
Mundo
O relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo em 2018 apontou também o crescimento da fome em todo o mundo. O número de pessoas nesta condição foi de 804 milhões para 821 milhões entre 2016 e 2017.
Segundo as agência responsáveis pelo estudo, no ritmo atual não será possível erradicar a fome até 2030, um dos objetivos do desenvolvimento sustentável.

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