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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Religião: Jesus teria se casado com Maria, conhecida pelos cristãos como sua mãe

Reprodução da Santa Ceia Foto: Divulgação
Reprodução da Santa Ceia Foto: Divulgação
Jesus teria se casado com Maria, conhecida pelos cristãos como sua mãe, de acordo com um manuscrito de quase 1.500 anos, descoberto na Biblioteca Britânica. O chamado "Evangelho perdido", que foi traduzido do aramaico, supostamente traz novas alegações surpreendentes, de acordo com o "The Sunday Times".O professor Barrie Wilson e o escritor Simcha Jacobovic passaram meses traduzindo o texto. O material também afirma que Jesus teria tido dois filhos com Maria Madalena, com quem também teria sido casado. Muitos especialistas minimizam a importância histórica da bíblia, mas, de acordo com os tradutores do novo evangelho, ela tem mais importância do que se pensava anteriormente. Maria Madalena já aparecia em evangelhos existentes e está presente em muitos dos momentos importantes registrados na vida de Jesus. O "Evangelho perdido" não é o primeiro a afirmar que Jesus se casou com Maria Madalena. Nikos Kazantzakis, em seu livro de 1953, "A última tentação de Cristo" e, mais recentemente, Dan Brown, em "O Código Da Vinci", fizeram a mesma alegação. As revelações do livro, incluindo os nomes dos filhos de Jesus, serão conhecidas no lançamento da obra nesta quarta-feira. A editora Pegasus confirmou a publicação. (O Globo)

FONTE: NOTÍCIA LIVRE

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Fran Fisher: "A religião não pode se basear no celibato"


ENTREVISTA - 29/04/2013 07h00

Fran Fisher: "A religião não pode 
se basear no celibato"

A sexóloga inglesa Fran Fisher foi freira na juventude. Agora, entrevista religiosas para entender a interferência do catolicismo na sexualidade

MARGARIDA TELLES


Quando a irmã Jane Frances de Chantal fugiu do convento em que morava, na Inglaterra, sabia que deixava para trás sua vida religiosa. Ela não imaginava que se tornaria especialista emsexo. Hoje, Fran usa seu sobrenome de casada, Fisher. Atende na Califórnia pacientes com problemas sexuais. A mudança de carreira ocorreu décadas depois de Fran sair do convento, onde viveu entre os 18 e os 20 anos. Ela se casou e teve dois filhos. Diz que só entendeu como a religião limitara seu prazer quando foi estudar sexologia, depois dos 40 anos. Decidiu, então, investigar a vida íntima de outras mulheres que abandonaram o hábito. O resultado está no livroIn the name of God, why? (Em nome de Deus, por quê?), lançado nos Estados Unidos no fim de 2012.  
EX-NOVIÇA REBELDE A sexóloga Fran Fisher em seu consultório, nos Estados Unidos. Abaixo, uma fotografia de quando ela acabara de entrar no convento (Foto: Christopher Thomond/The Guardian e arq. pessoal)
ÉPOCA – Por que a senhora decidiu entrar para um convento?
Fran Fisher –
 Meus pais imigraram da Irlanda para a Inglaterra. Eram católicos fervorosos com pouquíssima educação. A escola em que fiz o ensino médio era católica. As freiras vinham conversar com as alunas, para sondar se alguma tinha interesse em entrar para o convento. Aos 15 anos, me senti atraída por esse estilo de vida. Tinha um interesse pessoal pela espiritualidade e era muito religiosa.
ÉPOCA – Em seu livro, a senhora relata que, aos 14 anos, acreditou estar grávida. Como esse momento influenciou a decisão de entrar para o convento?
Fran – 
Tive um encontro com um rapaz e não houve sexo, apenas preliminares. Não entendia muito bem como a gravidez ocorria. Tive medo de estar grávida e procurei minha mãe. Em vez de me acalmar, pois a gravidez naquele caso seria impossível, ela disse que eu poderia estar grávida. Disse ainda que eu fizera algo muito errado, que Deus desaprovaria. Fiquei apavorada e envergonhada. A partir daquele momento, passei a achar que o sexo arruinaria minha vida. Naquele dia, tornei-me muito mais religiosa.
ÉPOCA – Como era sua relação com a sexualidade enquanto estava no convento? A senhora lidava bem com eventuais desejos físicos?
Fran – 
Não tinha nenhum desejo, estava dormente. Num único momento, tive noção de minha sexualidade durante meus anos no convento. Quando nosso padre ficou doente, um substituto passou a vir ao convento para fazer a missa diária. Ele era jovem, e me lembro de sentir atração, mas não fiz nada a respeito. Não se podia discutir nada ligado ao corpo com as outras freiras. Tudo era reprimido.
ÉPOCA – A senhora se lembra de algum exemplo de repressão que sofreu?
Fran –
 A repressão estava no cotidiano. Por baixo do hábito, usávamos uma anágua feita de algodão bem pesado. Dessa forma, quando estávamos limpando o chão, poderíamos levantar o hábito para não sujá-lo. Lembro uma vez em que estava limpando uma escadaria com meu hábito enrolado na cintura, quando meu padre confessor apareceu inesperadamente. Eu me levantei para saudá-lo e fui repreendida por outra freira por estar com meu hábito levantado. Para ela, eu estava seminua.
ÉPOCA – Por que decidiu abandonar o convento?
Fran –
 Por uma série de razões. Tínhamos uma madre superiora paranoica e muito rígida. A pressão me deixou doente. Tive pneumonia duas vezes, perdi peso e sofri muito. O controle mental que nos impunham era muito difícil para mim. As perguntas que eu fazia eram consideradas inaceitáveis por minhas superioras. Lembro uma vez em que perguntei como Maria poderia ser virgem até sua morte, se pariu um filho. A madre superiora ficou chocada. Disse que aquilo era um desrespeito. A gota d’água foi quando minha irmã se casaria e me disseram que eu não poderia ir ao casamento, mesmo que comparecesse somente à cerimônia religiosa, com uma acompanhante. Todo esse dogma e paranoia foram demais para mim. Fugi enquanto todos estavam na missa da manhã.
ÉPOCA – Qual é sua relação com a religião hoje em dia? Ainda é católica?
Fran – 
Não me considero mais católica. Pessoalmente, não gosto de religiões organizadas. Se você atribui tanto poder a uma organização, ela se torna corrupta. Minha relação com Deus hoje em dia está cada vez mais forte e pura. Mas não é o Deus punitivo da minha infância.
"As freiras que ficaram muito tempo no convento acabaram tendo relações com padres, fiéis 
ou com outras freiras"
ÉPOCA – Por que decidiu estudar sexualidade?
Fran –
 Quando me interessei por sexualidade, meu casamento já tinha 25 anos. Sua única área problemática era o sexo. Conheci uma sexóloga numa conferência. Fiquei fascinada, porque nunca tinha ouvido falar dessa profissão. Ela sugeriu que eu fosse a um curso. Achei que seria interessante. Fui e fiquei chocada com o que ouvi naquele fim de semana. Jurei que nunca voltaria. Acabei voltando, mesmo com medo, porque a curiosidade foi maior.
ÉPOCA – Quais eram os problemas relacionados ao sexo em seu casamento?
Fran –
 Fui educada para ficar de boca fechada e não expressar minha opinião. A raiz disso estava no lugar destinado às mulheres na sociedade em que fui criada e na religião católica. Infelizmente, me casei muito cedo, aos 22 anos, menos de dois anos depois de sair do convento. Não tinha aprendido a ser dona de meus próprios pensamentos com convicção. Depois de ter meus filhos, passei a ter relações só por obrigação. Minha resposta-padrão para qualquer sugestão de inovação sexual era “não”. Quando decidi estudar sexualidade, meu marido ficou animadíssimo. Passei a ser tão curiosa quanto ele, e, no lugar de dizer não, quando ele sugeria alguma coisa, eu pedia para ele me contar mais sobre aquilo.
ÉPOCA – Em seu livro, são entrevistadas outras ex-freiras. O que as histórias dessas mulheres têm em comum com a sua?
Fran –
 A principal similaridade entre todas era o silêncio sobre o sexo durante a infância. As mulheres que saíram cedo do convento, como eu, se casaram rapidamente. A proibição do sexo antes do casamento ainda era muito forte, então a maioria acabou se casando com o único homem com quem se envolveu, como eu. Aquelas que ficaram muito tempo no convento acabaram tendo vida sexual lá, com padres ou fiéis. Duas das 69 ex-freiras que pesquisei se relacionaram sexualmente com outras freiras. Quando uma freira se envolvia com um padre, havia uma dinâmica de poder, em que a mulher deveria ser subserviente. Uma delas me contou que só ela fazia sexo oral no padre. A contrapartida nunca ocorreu em muitos anos de relação. A exceção foi uma mulher que adorava sexo e estava na faixa dos 50 anos.
ÉPOCA – O perfil das jovens freiras mudou?
Fran –
 As freiras continuam vindo de onde sempre vieram, de países muito pobres, onde mulheres veem na Igreja sua única oportunidade de uma boa educação e de escape de uma existência difícil. Na minha infância, uma grande quantidade de freiras católicas vinha da Irlanda. Quando o país entrou para a União Europeia e mudanças econômicas poderosas ocorreram por lá, a vocação religiosa diminuiu. Agora, as noviças quase não existem mais, e os conventos estão fechando.
ÉPOCA – O que a senhora acha do celibato?
Fran –
 É inconcebível que a Igreja ainda tente basear sua religião numa premissa tão pouco natural quanto o celibato. A maior parte das pessoas gosta muito de sentir prazer, mesmo devotando sua vida a Deus. A ideia de que a Igreja consegue controlar a sexualidade das pessoas acabou gerando reações contrárias. Existem muitos homossexuais em conventos e mosteiros. Se você é muito religioso e gay, para onde mais pode ir?
ÉPOCA – A senhora costuma atender em seu consultório pessoas com problemas sexuais ligados à religião?
Fran –
 Recebo muitos pacientes justamente por causa do meu histórico. É importante respeitar a crença em Deus, mas separá-la do que foi doutrinado durante a infância. Quando se fala de sexualidade, muitos continuam com os mesmos medos, julgamentos e restrições da infância. Não os superamos só porque nos tornamos adultos. É um aprendizado rever esses conceitos. E um desafio.  

FONTE: http://revistaepoca.globo.com/ideias/noticia/2013/04/fran-fisher-religiao-nao-pode-se-basear-no-celibato.html

domingo, 24 de março de 2013

LILITH - A PRIMEIRA MULHER CRIADA POR DEUS


LILITH - A PRIMEIRA MULHER CRIADA POR DEUS

A primeira mulher criada por Deus foi Lilith. Inclusive, acredita-se que o fato do Gênesis citar duas vezes a criação do ser humano é justamente por conta dela, pois, na primeira citação da criação do homem temos: “E disse Deus: façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança;”, “E criou Deus o homem a sua imagem; a imagem de Deus os criou; macho e fêmea os criou”. Essa “fêmea” seria Lilith.

Lilith foi criada antes de Eva, sendo assim Lilith foi a primeira esposa de Adão, foi criada do barro e não da costela. Lilith reconhecia que fora criada por Deus com a mesma matéria prima, Lilith não aceitava ficar por baixo do homem nas relações sexuais, perguntas como: ‘‘Por que devo deitar-me embaixo de ti? Por que devo abrir-me sob teu corpo? Por que ser dominada por ti? Por quê? Se eu fui feita do mesmo pó que ti então sou igual, Lilith foi se queixar com Deus, que o retrucou dizendo: Essa é a ordem natural das coisas, o domínio do homem sobre a mulher (Tempos antigos pessoais).

Após isso Lilith abandonou o jardim do Éden. Dizem que Lilith partiu para uma caverna que junto á Samael tinha relações profanas com serpentes incubando até 100 demônios por dia.

Considerada um demônio e adorada pelos seus captores babilônicos, Lilith perdeu representatividade aos poucos entre os Hebreus, e foi retirada do Velho Testamento. Adão e Lilith viviam no Éden.
Mas, diferentemente de Eva, que foi criada a partir de uma costela de Adão, Lilith originara-se da mesma matéria do marido, além de ser forte e dominadora. Por isso, não admitiu ficar sexualmente abaixo de Adão.

Cerca de mais de 2500 anos antes de Cristo, já se ouvia falar em “Lilith”, uma espécie de espírito errante, que já vinha sobrevoando como um vento maligno, as crenças das civilizações Suméria, Assíria, Persa, Árabe, Teutônica, Babilônia, Cananeia  e por fim a Hebraica. Lilith não só é a primeira vampira mais como também, a primeira esposa de Adão.

Lilith sempre foi muito arrogante e independente, brigava muito com Adão, e numa de suas brigas, Lilith abandonou Adão, e voou até o rio vermelho. Como deus viu que Adão estava muito triste com a partida de sua esposa, enquanto dormia deus tirou um pedaço de sua costela e criou Eva, que tinha o temperamento bem melhor do que o de Lilith logo Adão sentiu por Eva o que ele nunca sentiu por Lilith.
Não se sabe com certeza de que forma a lenda de Lilith, esta primeira companheira de Adão, foi banida da versão Bíblica da Igreja. Mas indo às Escrituras hebraicas poderemos encontrá-la como uma mulher feita de pó negro e excrementos, portanto, condenada a ser inferior ao homem. No fundo, Lilith já fora criada como um demônio, tendo gerado, juntamente com Adão, outros seres iguais a ela, que se vingam contra a humanidade.

Essa natureza satânica é, por assim dizer, uma advertência do que a cultura rabínica e patriarcal nos faz com relação àquela que perturbou a noite toda o sono de Adão: Lilith, feita de sangue (menstruação) e saliva (desejo), é expressão de fatalidade. Neste ponto, Lilith é mais fiel ao protótipo da mulher do que a submissa Eva, embora ambas tenham sido veículo do pecado. Só que a recusa ao desejo, ao sonho erótico que subtraiu a porção divina de Adão chega, com Lilith, a extremos surpreendentes após a separação deste casal.

Certas mitologias dizem que o motivo que levou Lilith a abandonar o paraíso foi não só a sua recusa em submeter-se a Adão, mas também a sua incontrolável luxúria. Foi à lascívia que a levou a entregar-se a Lúcifer, com quem conheceu o prazer que não conseguia ter com Adão. Em troca das relações sexuais, Lúcifer concedeu a Lilith sabedoria mística e mágica.

Foi essa sabedoria esotérica, (a magia negra), que deu a Lilith os meios para fugir do Paraíso e consumar a sua magia negra, através da prostituição com os demônios. Lilith foi por isso a primeira bruxa na história da humanidade. Ao contrário de Eva que morreu como qualquer ser humano, Lilith tornou-se consorte de Lúcifer, e metamorfoseou-se num demônio. Lilith é um demônio súcubos, que ataca os homens á noite e cavalgando sobre o corpo da sua vítima, lhes suga a alma através do contacto carnal.

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