CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO
Agricultor cultiva mandacaru e garante fartura para os animais até nos períodos de estiagem
Antonio Carlos Alves | 19h05 | 28.12.2014
O agricultor Luiz Lino Barbosa consegue resolver o maior problema causado nos dias de hoje pelas seguidas estiagens: produzir alimentos para os animais
Com o advento de programas como o Bolsa Família e de inúmeras tecnologias sociaisespalhadas pelo sertão, as estiagens seguidas que castigam o Semiárido já não produzem mais os efeitos devastadores de outrora ao homem. Entretanto, os animais ainda sofrem com a falta de chuvas. Pensando principalmente neles, o agricultor Luiz Lino Barbosa, 68 anos, criou um projeto sustentável de convivência com a seca na comunidade de Alegre, distante 50 quilômetros da sede de Itatira.
O produtor rural de agricultura familiarplantou dois mil pés de mandacaru em 2005, uma cultura pouca explorada no sertão mas que se mostra ideal para o consumoanimal.Conforme Luiz Lino, a vantagem maior é que a cactácea é de fácil adaptação ao clima quente dos Sertões de Canindé, onde a temperatura chega a 40 graus centígrados.
Além da plantação de mandacaru, o agricultor tem, em forma de consórcio, 10 mil mudas depalma adensada, 2,5 mil pés de leucena e 200 mudas de jucás, além de cana-de-açúcar e capim búfalo. Luiz Lino cria bodes e ovelhase assegura que sua iniciativa garante alimento para os animais por um bom período de estiagem.
"Tenho um banco de suporte forrageiro muito bom, feito à base de leucena com cana-de-açúcar. Para se ter uma ideia da dificuldade por aqui, na localidade de Urubu, onde estão implantados os plantios, choveu apenas 68.5 milímetros no ano de 2014’’.
Para que tudo dê certo, seu Luiz tem o apoio e ajuda fiel da mulher Francisca Luzanira Bento, 59 anos, e o filho Antônio Cleber Barbosa dos Santos, 28 anos. Para quem mora no campo, a aprendizagem é algo infinita. "Todos esses plantios são baseados na experiência que faço a cada ano. A resistência dessas plantas só tem nos ajudado a manter nossos animais", comemora Luiz Lino.
Para saber a temperatura exata na propriedade, ele trabalha com um medidor do tempo e tem na ponta da casa um pluviômetro para ter noção do que chove a cada ano na sua propriedade. "Já que não é possível evitar a seca. A atitude mais eficiente é aprender a conviver com ela", enfatiza o sertanejo.
O produtor rural de agricultura familiarplantou dois mil pés de mandacaru em 2005, uma cultura pouca explorada no sertão mas que se mostra ideal para o consumoanimal.Conforme Luiz Lino, a vantagem maior é que a cactácea é de fácil adaptação ao clima quente dos Sertões de Canindé, onde a temperatura chega a 40 graus centígrados.
Além da plantação de mandacaru, o agricultor tem, em forma de consórcio, 10 mil mudas depalma adensada, 2,5 mil pés de leucena e 200 mudas de jucás, além de cana-de-açúcar e capim búfalo. Luiz Lino cria bodes e ovelhase assegura que sua iniciativa garante alimento para os animais por um bom período de estiagem.
"Tenho um banco de suporte forrageiro muito bom, feito à base de leucena com cana-de-açúcar. Para se ter uma ideia da dificuldade por aqui, na localidade de Urubu, onde estão implantados os plantios, choveu apenas 68.5 milímetros no ano de 2014’’.
Para que tudo dê certo, seu Luiz tem o apoio e ajuda fiel da mulher Francisca Luzanira Bento, 59 anos, e o filho Antônio Cleber Barbosa dos Santos, 28 anos. Para quem mora no campo, a aprendizagem é algo infinita. "Todos esses plantios são baseados na experiência que faço a cada ano. A resistência dessas plantas só tem nos ajudado a manter nossos animais", comemora Luiz Lino.
Para saber a temperatura exata na propriedade, ele trabalha com um medidor do tempo e tem na ponta da casa um pluviômetro para ter noção do que chove a cada ano na sua propriedade. "Já que não é possível evitar a seca. A atitude mais eficiente é aprender a conviver com ela", enfatiza o sertanejo.