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terça-feira, 4 de outubro de 2016

Caminhões são os que mais poluem por fumaça preta no Interior



POR CEARÁ AGORA - No interior do Estado, caminhões tomam a linha de frente dos veículos do ciclo a diesel autuados por altos índices de fumaça preta. A constatação é feita pela equipe de agentes do Programa de Combate à Fumaça Negra da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), que realizou novas blitze de 27 a 29 de setembro, atingindo os municípios de Canindé (Rodovia BR 020/Km310), Boa Viagem (Rodovia BR 020/Km207) e Baturité (Rodovia CE/Km31). Ao todo, 305 automóveis foram vistoriados e nove, multados.
As multas variam de R$ 1.614,40 e 6.457,60 para índices de poluição entre 20%, 40%, 60%, 80% e 100% de fumaça, de acordo com a escala de Ringelmann, equipamento de medição composto por cinco cores, do cinza claro ao preto total. As infrações podem ser reduzidas em 50%, com o responsável pelo veículo apresentando o carro irregular à superintendência, no prazo de 15 dias a contar do dia de sua autuação. Com a nova vistoria e a constatação da conformidade, o autuado poderá receber o benefício.
As blitze da Semace são feitas por agentes da Gerência de Análise e Monitoramento (Geamo) da autarquia. Nas ações do Interior, os técnicos contaram com o apoio de agentes da Polícia Rodoviária Estadual (BPRE) e Polícia Rodoviária Federal (PRF).

terça-feira, 12 de julho de 2016

O que são aqueles rastros brancos que alguns aviões deixam no céu?

Imagem: Getty Images
Parece fumaça, mas não é. Os rastros brancos deixados no céu por alguns aviões são como pequenas nuvens, na verdade, formadas pela condensação do vapor de água na atmosfera. 
O fenômeno é conhecido como “trilha ou esteira de condensação” ou, em inglês, “contrails''. Geralmente, essas nuvens aparecem quando o avião está em uma altitude acima de 8.000 metros e com uma temperatura externa abaixo de -40ºC.
Como funciona
Normalmente, a temperatura externa dos aviões quando atingem grandes altitudes (acima de 8.000 metros) é bastante baixa, chegando a -50ºC.
Ao mesmo tempo, as turbinas das aeronaves produzem uma descarga de gases quentes, com mais de 300ºC. Quando esses gases entram em contato com o ar extremamente frio, o vapor de água se resfria rapidamente e se condensa, formando pequenas gotas de água.
Com o movimento do avião, o resultado é uma fina nuvem, que pode ser longa e duradoura ou curta e rápida, dependendo da umidade e da temperatura da atmosfera. Quanto mais frio e úmido, maior e mais duradouro será o rastro. 
Embora sejam constituídos, em sua grande maioria, por cristais de gelo, as trilhas também podem conter outros elementos provenientes da exaustão das aeronaves, como fuligem e dióxido de enxofre.
Primeiras observações
Os primeiros trilhos de condensação foram observados durante e logo após o término da 1ª Guerra Mundial (1914-1918), quando os aviões finalmente alcançaram altitudes necessárias para o fenômeno.
Uma das primeiras observações aconteceu em 1919, durante um voo em Munique, na Alemanha. Na ocasião, a aeronave alcançou uma altitude de pouco mais de 9.200 metros.
Fontes: Nasa e Departamento de Controle do Espaço Aéreo

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