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segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Prática que ajuda a salvar bebês prematuros completa 40 anos

Método Canguru é adotado no Brasil por cerca de 200 unidades do SUS
10 17:57:52
Quando uma criança nasce prematura e abaixo do peso, o bebê é levado imediatamente para a incubadora. Até quatro décadas atrás, esse recém-nascido tinha que ficar isolado da mãe porque os médicos temiam principalmente o risco de infecções. Criado em 1979, em Bogotá, na Colômbia, o Método Canguru tira os bebês desse isolamento e estabelece o protagonismo materno no tratamento neonatal.

Os bebês são colocados em posição vertical no colo da mãe ou do pai, amparados por um tecido, como se fossem filhotes de canguru e podem ficar ali por horas. Não é que as incubadoras passem a ser substituídas, mas essa tecnologia humanizada funciona como um complemento importante no tratamento.

“As incubadoras são muito boas, a tecnologia é muito apropriada para a saúde e a sobrevivência das crianças. O que fizemos foi permitir que as mães entrassem em todos os serviços de recém-nascidos, assim o bebê ficava com a pessoa mais importante para ele,” afirma Hector Martinez, pediatra e criador do Método Canguru. Ele ressalta que a presença da mãe é fundamental para o desenvolvimento do bebê.

Além do vínculo afetivo que é fortalecido com esse contato pele a pele diário, os benefícios da prática incluem regularização da temperatura do bebê – por causa do calor do colo dos pais – e ganho de peso. “O Método Canguru favorece muito o aleitamento materno. Todas as pesquisas realizadas demonstram que os bebês que utilizam o método mamam por mais tempo exclusivamente no peito, e a mãe tem facilidade maior para amamentar,” ressalta a pediatra neonatologista e consultora do Ministério da Saúde Zeni Lamy. Segundo a especialista, que é uma das precursoras da introdução da prática no Brasil, estudos demonstram que, a longo prazo, ela leva a uma melhor escolaridade e a menos comportamentos de desvios, como o uso de álcool e outras drogas, além da violência.

No Brasil, o Método Canguru é adotado há 20 anos e hoje é utilizado por 200 unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). A mãe fica em um leito próximo ao do bebê e pode ficar com a criança no colo quanto tempo quiser. No mundo, a metodologia está presente em cinco continentes e é uma ferramenta para ajudar os 20 milhões de bebês prematuros que nascem todos os anos.

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Hospital César Cals prepara municípios no Método Canguru

Reprodução
Eliane Pereira Izidório foi transferida de Várzea Alegre para o Hospital Geral Dr. César Cals, unidade da rede pública do Governo do Estado, no dia 8 de dezembro de 2015. Ela deu à luz uma menina, prematura de sete meses. Após o nascimento, Bruna Carla foi encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, onde permaneceu até o dia 15 de janeiro, quando foi transferida para o Método Canguru do HGCC, referência estadual.
Quando receber alta hospitalar e retornar para Várzea Alegre, Eliane não precisará mais voltar ao Hospital César Cals para fazer o acompanhamento de sua filha, como verificação do peso, altura, amamentação, entre outros aspectos. Na atenção básica da sua própria cidade, conhecida como a cidade mais alegre do país, os profissionais poderão executar todas as recomendações da terceira etapa do Método Canguru, que é o acompanhamento após a alta. Tudo isso só será possível porque desde o ano passado, o Hospital César Cals, em parceria com o Ministério da Saúde, passou a promover os cursos de capacitação para os profissionais das Unidades Básicas de Saúde do interior do Estado e de vários bairros de Fortaleza.
Em 2016, novas capacitações já estão programadas para os profissionais da atenção básica e, com isso, favorecer o atendimento às mães e aos recém-nascidos em suas próprias comunidades, bairros da capital e municípios. Os cuidados executados nas unidades básicas permitem mais comodidade aos pais e evitam o deslocamento até uma unidade terciária, especialmente nos casos em que os pais moram em locais mais distantes. ?Os bebês não precisam mais sair de suas cidades, de seus bairros para receber o atendimento?, reforça Natércia Bruno, enfermeira responsável do Canguru.
O Cuidado Compartilhado, que é o nome dado à capacitação, trabalha temas como sinais de alerta do bebê prematuro, amamentação, postura e cuidados em geral com o recém-nascido. No ano de 2015, foram capacitados 82 profissionais da atenção básica, em três edições, realizadas nos meses de maio, com a participação do Ministério da Saúde, agosto e outubro. Para este ano, estão programadas oito novas edições, sendo quatro no primeiro semestre e quatro no segundo. A expectativa é de que 200 profissionais sejam capacitados. As datas serão definidas em breve, logo após a composição de cada turma. Os participantes são indicados pelas próprias unidades básicas e Secretarias Municipais de Saúde.
Já os profissionais que atuam no Método Canguru do HGCC também passarão por capacitações, que constantemente são realizadas na unidade, devido à complexidade dos bebês nascidos no hospital. Primeiros socorros, reanimação, aleitamento materno, postura e a história do método serão alguns dos temas a serem trabalhados. O objetivo é tornar os profissionais do HGCC ainda mais preparados no método e assim desenvolverem melhor as suas competências, permitindo um atendimento cada vez mais humanizado e especializado.

Fonte: Governo do estado do Ceará
FONTE: O Estado

domingo, 4 de outubro de 2015

Após morte da mãe, irmão mais velho faz método canguru em recém-nascido

COLABORADORA: Sueila Castro

(Foto: Reprodução/Facebook)
(Foto: Reprodução/Facebook)
Uma foto de duas crianças se tornou viral na web nos últimos dias. Compartilhada por milhares de pessoas, a imagem mostra um menino praticando o método canguru com o irmão recém-nascido, depois que ambos perderam a mãe por conta de uma complicação no pós-parto.
Segundo informações da assessoria de imprensa da Santa Casa de Mogi-Guaçu, em São Paulo, onde tudo aconteceu, o caçula nasceu no último dia 14 de julho, mas o relato do acontecimento foi postado apenas esta semana por uma enfermeira que presenciou a cena.

Ainda segundo a assessoria do hospital, a mãe morreu devido à problemas na pressão arterial. A imagem dos irmãos já foi compartilhada quase 200 mil vezes. Na legenda, a enfermeira relatou:

"Em 16 anos de enfermagem já me deparei com cada cena que jamais sairá da minha mente... Em apenas um plantão vemos lágrimas de alegria e de tristeza... Ouvimos sons de riso e gritos de dor... Passamos pelo nascimento e pela morte... Após o nascimento do filho a mãe morre e o irmão mais velho faz a técnica canguru no irmãozinho que acabou de nascer... E eu aprendo mais uma lição na escola da vida... Profissão Amor..."
FONTE: http://camacarifatosefotos.com.br/outros-fatos/38800-apos-morte-da-mae-irmao-mais-velho-faz-metodo-canguru-em-recem-nascido.html

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