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terça-feira, 19 de março de 2019

'Momo' aparece em vídeos de slime no YouTube Kids e deixa pais preocupado

Personagem surge no meio de vídeos e incentiva o suicídio de crianças; YouTube diz que não encontrou conteúdo inadequado na plataforma
Momo
Momo é uma personagem estranha que surgiu há algum tempo na internet e chamou a atenção por assustar crianças e deixar pais em alerta pelo mundo inteiro. Inicialmente espalhado pelo WhatsApp, o perfil em questão enviava conteúdo perturbador para quem entrasse em contato, sugerindo até automutilação para crianças.

Agora parece que a Momo voltou. Dias depois do Google anunciar que vai interromper a monetização de vídeos que envolvem a personagem, novos relatos indicam que a Momo começou a surgir em meio a vídeos voltados para o público infantil - superando inclusive os filtros do YouTube Kids.

É uma questão bastante grave, principalmente considerando que a Momo surgiu em meio a vídeos de crianças brincando com slimes - o tipo de conteúdo que os pequenos gostam bastante e consomem muito quando estão à frente do YouTube. Em vez das pessoas brincando, os vídeos apresentavam a Momo ensinando como fazer para cortar os pulsos. Pais relatam que seus filhos ficaram traumatizados com as imagens, e estão até com dificuldade para dormir.

Em nota ao site da Revista Crescer, o YouTube se defendeu das acusações e diz que não vê evidências da promoção do "Desafio Momo" no YouTube. O departamento de comunicação do YouTube Kids também nega que vídeos da personagem tenham furado o filtro de conteúdo infantil. "Ao contrário dos relatos apresentados, não recebemos nenhuma evidência recente de vídeos mostrando ou promovendo o desafio Momo no YouTube Kids. Conteúdo desse tipo violaria nossas políticas e seria removido imediatamente", diz uma nota.

Não é a primeira vez que usuários relatam que o YouTube Kids exibiu conteúdo inadequado para crianças e é mais um lembrete de que sistemas de recomendação na internet são bastante problemáticos e podem ser usados para espalhar teorias conspiratórias e desinformação em geral. Por isso, é fundamental que os pais acompanhem de perto o conteúdo consumido pelos filhos para garantir que eles vejam coisas adequadas às suas idades.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

YouTube muda exigências para monetização de canais após polêmicas

(Foto: Pexels)
POR OLHAR DIGITAL - Após polêmicas com youtubers famosos perdendo prestígio entre anunciantes, o Google decidiu mudar as regras de ingresso ao YouTube Partner Program, programa de monetização de canais populares dentro da plataforma de vídeos.
A partir de agora, quem quiser ganhar dinheiro do YouTube exibindo anúncios em seus vídeos deve ter ao menos 1.000 inscritos e um total de 4.000 horas de visualizações acumuladas nos últimos 12 meses. A mudança não vale para quem ganha só pelo AdSense.
Até hoje, a exigência era apenas a de que os canais tivessem 10 mil ou mais visualizações únicas. Com a mudança, o YouTube admite que vai ficar mais difícil para que canais menores ganhem dinheiro com suas produções, mas o objetivo, segundo a empresa, é outro.
As novas regras, disse o YouTube, "vão permitir que possamos melhorar significativamente nossa habilidade de identificar os criadores que contribuem positivamente para a comunidade e vai nos ajudar a direcionar mais receita com anúncios para eles (e para longe dos atores ruins)".
Além disso, as novas exigências "vão nos ajudar a evitar que vídeos potencialmente inapropriados sejam monetizados, o que prejudica a receita de todos". As mudanças valem para todos os canais que quiserem participar do programa de parceiros do YouTube a partir desta quarta-feira, 17, e para os que já são participantes a partir de 20 de fevereiro.
A mudança parece ser uma resposta do YouTube a uma sequência de polêmicas envolvendo canais famosos na plataforma. No ano passado, o sueco Felix Kjellberg (conhecido como PewDiePie), dono do maior canal do YouTube, perdeu parcerias com o Google e outros anunciantes após fazer piadas com o nazismo em alguns vídeos.
Já neste ano, a polêmica mais recente foi com o youtuber Logan Paul, que filmou o cadáver de uma possível vítima de suicídio em um de seus vídeos. O YouTube levou uma semana para responder à polêmica, tomando a atitude de cortar Paul de seu programa de monetização preferencial, o Google Preferred.

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