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quinta-feira, 18 de março de 2021

Entenda a diferença entre poema e poesia, prosa e verso

Por Canal do EnsinoOlá,

No dia a dia há inúmeros conceitos que confundimos, não é mesmo? Alguns por serem técnicos demais, outros porque temos pouca familiaridade. E há também aquelas palavras que quase todo mundo usa “uma” no lugar da “outra” e a “outra” no lugar da “uma”. Um exemplo disso é o poema e poesia. Qual a diferença? Vem com a gente que você logo saberá, pois explicaremos neste texto as diferenças entre poema e poesia, prosa e verso. 

Diferença entre poema e poesia

Quando falamos em poema, nos referimos à forma em que um determinado texto é apresentado. Isto é, poema é um texto dividido em verso, estrofe e que pode apresentar rimas, métrica, ritmo, etc. Ou seja, o poema é algo concreto, pode ser visto, é a estrutura formal de um texto.

Por outro lado, quando falamos em poesia, nos referimos à capacidade que um texto tem de despertar sentimentos e emoções no leitor. A poesia é dotada de beleza, por isso emociona. Por estar relacionada à emoção e à noção de belo, a poesia pode estar em um poema, assim como também em uma imagem, uma música, um quadro, uma flor, etc.

Perceba, portanto, que o poema é concreto, é a estrutura do texto. Enquanto que a poesia é abstrata, e não está no texto, na imagem ou em qualquer outra coisa, está em quem vê, pois são os nossos olhos ou a nossa capacidade de nos sensibilizar e nos emocionar que transformam algo em poesia.

Diante disso, podemos dizer que um poema sempre será um poema, já a poesia dependerá do leitor para ser considerada uma poesia. Portanto, o poema pode conter poesia ou não. E a poesia pode estar presente no poema como em qualquer outra coisa, embora quando se tratar de textos, é necessário que se saiba que o texto só será poesia se for capaz de despertar sentimentos no leitor.

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domingo, 16 de outubro de 2016

A estação do tempo


Aqui fui criança e menino,
jovem e aprendiz,
corri e joguei bola,
chorei e fui feliz.
Aprendi que com o tempo
tudo muda e tudo passa,
sigo aqui crescendo
vendo as coisas mudar
e ficar sem graça,
por isso sigo em paz
e minha vida tocando,
trazendo uma saudade
que aqui vou comentando
do meu passado e mais
de minhas raízes em seio
e quem esquece de onde veio
nao sabe pra onde vai.

CRÉDITOS:
Facebook de Antonio Jose Laureano

O rio da vida


Desse rio tirei muito,
bebi dele sem reclamar,
lavei roupa e tomei banho
corri por dentro a brincar.
O sustento por um tempo
Minha mãe dele veio a tirar,
lavando roupas e muito mais
buscando nos ensinar,
respeitando sempre o curso
das águas a trilhar.
O tempo passou e ele ficou
no meu coração a pulsar,
lavando o que restou
das lembranças a gritar.
Saudades eu tenho agora
por não ser talvez capaz,
esse menino de outrora
para em seu leito estar em paz.
Por isso não sou sagaz
e não quero voltar atrás
achando que lembrar é feio
mas quem se esquece de onde veio,
não sabe pra onde vai.
Facebook: 
Antonio Jose Laureano

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