O projeto anunciado pelo governo paulista de tratar esgoto para consumo humano pode aliviar o impacto da crise hídrica a curto prazo, mas vai custar ao menos o dobro do que o tratamento convencional. Além disso, depois de a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) produzir a água de reuso de alta qualidade, com 99% de pureza, vai lançá-la em represas poluídas e reiniciar o tratamento antes de distribui-la à população.
O processo é uma exigência da legislação brasileira, que não tem regulamentação específica para a água de reuso e, por isso, impede seu uso direto.