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domingo, 9 de dezembro de 2018

Bolsonaro diz que vai propor reforma no sistema eleitoral em 2019

“Não é porque nós ganhamos agora que devemos confiar nesse processo de votação. Queremos é aperfeiçoá-lo”, disse o presidente eleito
IGO ESTRELA/METRÓPOLES
O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) voltou a criticar o sistema eleitoral brasileiro e afirmou que planeja apresentar uma proposta de reforma já em 2019.

“Nós pretendemos então no primeiro semestre fazer uma boa proposta de mudança do sistema de votação no Brasil”, disse ele, nesse sábado (9/12), em um pronunciamento por vídeo na Cúpula Conservadora da América, em Foz do Iguaçu (PR).
Bolsonaro deixou bem clara a sua insatisfação com a apuração nas urnas em 2018, mesmo tendo vencido o pleito com 57.797.847 de votos. Seu opositor Fernando Haddad (PT) ficou com 47.040.906.
“Não estou aqui fazendo uma afirmativa. A desconfiança de uma possibilidade de fraude é uma coisa na cabeça de muita gente aqui no Brasil. Não é porque nós ganhamos agora que devemos confiar nesse processo de votação. Queremos é aperfeiçoá-lo”, defendeu.
No vídeo, Bolsonaro relembrou que servidores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já disseram a ele que o sistema é seguro e que não precisaria se preocupar, mesmo assim a desconfiança é constante.
Bolsonaro ainda falou sobre o Partido dos Trabalhadores (PT). “Ou mudamos agora o Brasil, ou o PT volta, com muito mais força do que tinha”. E finalizou afirmando que é preciso “lutar pela liberdade”.
Entre os organizadores da Cúpula Conservadora da América, está o filho do presidente, deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL). Nos debates, Eduardo afirmou que “o Brasil não será a nova Venezuela”.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Câmara rejeita propostas de mudança de sistema eleitoral

A Câmara dos Deputados rejeitou, na noite desta terça-feira, todas as propostas de reforma do sistema eleitoral brasileiro – o distritão, o sistema distrital misto e o sistema de listas partidárias – parte da Proposta de Emenda à Constituição nº 14, a PEC da Reforma Política.
A decisão da Casa mantém o modelo atual, em que a eleição de vereadores, deputados estaduais e deputados federais é proporcional ao total de votos recebidos por cada coligação de partidos.
Esse modelo maximiza o potencial de cada voto, pois tanto os votos "excedentes" dos candidatos mais bem votados como os votos "insuficientes" dos menos votados são redistribuídos entre os candidatos de votação intermediária de cada coligação.
Apesar do consenso de que o modelo é problemático, os deputados não chegaram a um acordo sobre a melhor alternativa.
O distritão, defendido pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha, foi o último modelo a ser votado, mas foi derrotado por 267 votos contra 210. A proposta precisava de, pelo menos, 308 votos para conseguir aprovação. A proposta, criticada por cientistas políticos, determina que os mais bem votados sejam eleitos, independentemente da votação geral dos partidos.
O sistema distrital misto, defendido pelo PSDB, foi derrotado por 369 votos contra apenas 99 a favor. Nesta opção, parte das vagas seria preenchida pelo sistema proporcional e o restante pelo sistema majoritário.
Já o sistema de listas fechadas, proposto pelo PMDB e historicamente defendido pelo PT, determina que o eleitor vote na legenda e o partido distribua os votos entre seus candidatos, numa ordem pré-estabelecida. Ele foi o primeiro a ser derrotado, por 402 votos contra 21.
Alguns deputados demonstraram descontentamento com o fato de o relatório da Comissão Especial para a análise da reforma política, criada em fevereiro, ter sido descartado por Eduardo Cunha.
Como as propostas são emendas constitucionais, sua aprovação é mais difícil que projetos de lei. Para que a Constituição seja alterada, é preciso 60% dos votos de deputados e senadores, em votações de dois turnos em cada casa. No caso dos deputados, são necessários 308 votos dos 513.
Por: Mariana Schreiber- 
Da BBC Brasil em Brasília


FONTE: http://potenginainternet.blogspot.com.br/2015/05/camara-rejeita-propostas-de-mudanca-de.html


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