CAMINHAR!
Aldaléia Aquino
Eu queria escrever alguma coisa agora!
Queria falar de amor atrevido,
De saudade machucada,
E machucante...
Falar de luz,
Até de trevas,
dos mistérios da escuridão...
Falar da vida!
Queria falar do olhar suplicante
do cachorrinho,
E também dos meus gatinhos,
Princesa,
Pirulito,
Neve e
Faísca!
Mas minha alma,
misteriosamente,
emudeceu,
Silenciou,
"Fechou-se em copas"!
Por quê?
Não sei!
É um sentimento calado e,
ao mesmo tempo, gritante...
sem jeito e
sem graça.
Não consigo enxergar
a beleza desta manhã,
A suavidade da luz
entrando no meu quarto,
A leveza do vento ali fora!
E há um passarinho,
alegre da vida,
cantando em alguma árvore,
ali no morro.
Eu queria falar de você
E pra você,
Mas há um embargo!
Estou calada,
Com vontade de tudo,
E sem vontade de nada...
E deixo a vida seguir,
Do jeito que ela quer...
Sozinha,
não,
Pois estou comigo mesma
E Deus me vê!
Os mistérios da alma
são reais,
E, muitas vezes,
Insondáveis e
Complexos!...
O que fazer?
Caminhar!
Caminhar!
Caminhar!
02.06.2026
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