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terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Veja o que se sabe sobre o atentado à faca contra Bolsonaro

A PF informou ao presidente que, além de Adélio, não há evidências da participação de outras pessoas no ataque
FABIO MOTTA/ESTADÃO
O atentado à faca contra o então candidato Jair Bolsonaro, que completa seis meses na próxima semana, voltou ao noticiário após o presidente receber o delegado responsável pelo caso, Rodrigo Morais. O inquérito policial que mira Adélio Bispo de Oliveira, que admitiu o crime, ainda não foi concluído.

Nessa segunda-feira (25/2), Bolsonaro recebeu, além de Morais, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, e o superintendente da PF em Minas Gerais, o delegado Cairo Costa Duarte. A PF informou ao presidente que, além de Adélio, não há, até o momento, evidência da participação de outras pessoas no ataque. As investigações podem durar até abril.

Este já é o segundo inquérito contra Adélio no caso.

Quem é Adélio?

O servente de pedreiro Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos, tinha duas passagens pela polícia e era visto como uma pessoa de personalidade forte em sua cidade natal, Montes Claros, no norte de Minas Gerais. Em agosto de 2013, ele tentou invadir a casa da sogra para agredir a ex-esposa. Em outro registro policial, no mesmo ano, ele e outro homem brigaram e trocaram tapas e socos, ocorrência fichada como lesão corporal dupla.

Nas redes, Adélio publicou mensagens de ódio contra Jair Bolsonaro nos meses que antecederam o atentado. Entre elas, uma em que pedia “pena de morte” ao presidenciável, chamado de “traidor”, “judas” e também constantemente xingado.

Adélio foi filiado, entre 2007 e 2014, ao PSol de Uberaba (MG), e incentivava protestos na cidade. Também chegou a participar de manifestações contra a corrupção na cidade e em Brasília, em frente ao Congresso Nacional. Publicou, ainda, imagens de pessoas que defendem a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado na Operação Lava Jato.

O PSol confirmou a filiação até 2014, e informou que Adélio não foi dirigente partidário e que não foi possível saber os motivos de sua filiação ou desfiliação após sete anos. Segundo policiais da PM em Juiz de Fora, Adélio disse, em depoimento, que não é ligado a qualquer partido político, e que agiu porque não “simpatiza” com o candidato.
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sábado, 8 de setembro de 2018

Boatos e teorias da conspiração sobre atentado a Bolsonaro se espalham

Candidato do PSL foi atacado com facada no dia 6 de setembro
© Nacho Doce/Reuters
Teorias conspiratórias, notícias falsas e boatos circulam nas redes sociais desde o atentado que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) sofreu na quinta-feira (6).

"A faca saiu sem sangue, a camiseta dele não manchou, na foto no hospital, os médicos estavam sem luvas... Pra mim foi facada de marketing", diz uma mensagem encaminhada pelo WhatsApp. "Sem sangue e cara de dor fingida. Reparem que há uma pessoa com distintivo da PF", diz uma publicação compartilhada no Facebook.

LEIA TAMBÉM: Entenda por que não havia sangue após a facada em Bolsonaro

Segundo levantamento da FGV-DAPP (Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas), a maioria das mensagens postadas no Twitter vieram de perfis céticos (40,5% do total). 

Pessoas que, apesar das informações vinculadas pela imprensa, pelos boletins médicos e por órgãos oficiais, tendem a desconfiar do que aconteceu e acreditam que o ocorrido é uma armação para criminalizar a esquerda.

De acordo com a metodologia da FGV, cerca de 8,7% dos usuários do campo da esquerda criticaram quem estava duvidando da situação e 7% dos perfis de direita compartilharam a crítica. 

Segundo a FGV, o atentado contra Bolsonaro é o acontecimento com maior repercussão imediata na rede social desde as eleições de 2014.

Um dos tuítes mais replicados foi o do pastor Silas Malafaia. Ele disse que "o criminoso que tentou matar Bolsonaro é militante do PT e assessora a campanha de Dilma ao senado em Minas."

Adelio Bispo de Oliveira nunca foi do PT. Ele foi filiado ao PSOL entre 2007 e 2014.O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo disse à Folha que se equivocou ao dizer que Adelio Bispo de Oliveira é funcionário da ex-presidente Dilma. Até a conclusão desta reportagem, Malafaia não havia removido o tuíte.

O líder religioso afirmou que o autor do crime é militante de esquerda pelo que viu em fotos na internet."Esses esquerdopatas são os reis da dissimulação e do cinismo, eles mesmos que infiltram notícias falsas", declarou. 

Desde quinta, uma foto em que Adelio aparece em manifestação com Lula circula na internet. Ela é falsa. Segundo checagem da Agência Lupa, foi manipulada a partir de imagem retirada do site do PT. Com informações da Folhapress.


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