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segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Google+ tem nova brecha de segurança e Google antecipa fim da rede social

De acordo com a empresa, 52,5 milhões de usuários eram afetados pela nova brecha de segurança
 (Doug Chayka/The New York Times/Reprodução)
São Paulo – O Google+ teve sua segunda brecha de segurança revelada desde outubro deste ano e, agora, o Google decidiu antecipar o fim da rede social em quatro meses. Em abril de 2019, não será mais possível acessar seu site ou apps para celulares.

De acordo com a empresa, 52,5 milhões de usuários eram afetados pela nova brecha de segurança. Os dados eram nomes, e-mails, profissões e idades. O problema de segurança acontecia mesmo se os dados estivessem registrados como privados, quando somente desenvolvedores de aplicativos integrados ao Google+ poderiam ter acesso.

“Com a descoberta desse novo bug, decidimos acelerar o fim de todas as APIs do Google+; isso vai acontecer nos próximos 90 dias”, de acordo com o comunicado oficial sobre o vazamento, publicado por David Thacker, vice-presidente de gerenciamento de projetos do Google. A versão do Google+ para consumidores também será antecipada em razão da falha de segurança.

A brecha foi descoberta pelo Google durante testes e a empresa informa que não há evidências de que os dados dos usuários tenham vazado.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Grande brecha do Wi-Fi atinge 41% dos aparelhos com Android

POR OLHAR DIGITAL - LEONARDO PEREIRA
(Foto: Android Authority)
Os pesquisadores que descobriram uma enorme brecha no protocolo WPA2 começaram a revelar detalhes sobre o problema, e uma parte particularmente preocupante é que 41% dos dispositivos com Android em atividade estão vulneráveis.
Isso porque esses aparelhos usam wpa_supplicant, um cliente Wi-Fi cuja versão 2.4 é uma das mais afetadas pela brecha. "Aqui, o cliente vai instalar uma chave de criptografia all-zero em vez de reinstalar a chave verdadeira", explicam os pesquisadores.
Todas as versões do Android a partir da 6.0 (o que corresponde aos 41%) estão suscetíveis a ataques devido ao uso do wpa_supplicant, assim como outros dispositivos com Linux.
Mas não são apenas eles, claro. Como o problema está num protocolo que é amplamente usado pela indústria, a brecha está presente em aparelhos de Apple e MediaTek, ou com Android, Linux e Windows, entre outros.
E, embora HTTPS e VPN ofereçam certa proteção, há casos em que até esses dois métodos podem ser comprometidos. "Por exemplo, HTTPS anteriormente foi contornado em um software" que não era navegador, escreveram os pesquisadores, dando exemplos incluindo iOS e OS X, aplicativos para Android, aplicativos de VPN e até aplicativos de banco.
As informações sobre tudo isso ainda estão sendo reveladas, mas os pesquisadores adiantaram que marcas específicas foram alertadas em julho e outro aviso mais amplo saiu no mês seguinte. É provável que vários dispositivos comecem a receber atualizações de segurança dentro das próximas semanas, então é importante manter os olhos abertos para quando essas atualizações chegarem — elas precisam ser instaladas o mais rapidamente possível.

sábado, 14 de setembro de 2013

'Brecha' na Lei permite venda de armas de pressão na Internet

'Brecha' na Lei permite venda de armas de pressão na Internet

Redação Web | 11h00 | 14.09.2013

Segundo coronel, pistolas de chumbinho vendidas no Facebook 'podem matar'

A Portaria número 036-DMB, de 09 de dezembro de 1999, regulamenta o comércio de armas e munições no Brasil. Entretanto, uma brecha na legislação permite a venda de equipamentos de pressão que, até a um experiente militar, podem causar confusão e que segundo um coronel, podem matar um ser humano.

Arma de pressão vendida em grupo no Facebook. FOTO: REPRODUÇÃO
Redação Web do Diário do Nordeste encontrou à venda em um grupo do Facebook 2 pistolas e 1 carabina de pressão. Por R$ 600 é possível adquirir, sem nenhum empecilho legal, o armamento. Os vendedores afirmam que "qualquer pessoa comprovando ser maior de 18 anos pode comprar", oferecendo como documentação a Nota Fiscal dos objetos. As armas, que funcionam à base de pressão, usam como munição o chumbinho e tem calibres de 4.5 e 5.5 mm. 

O chefe do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados da 10ª Região Militar, major Marcelo, explicou que a Lei permite a venda de armas de pressão com calibre inferior a 6 mm. "Essas armas de chumbinho têm essa particularidade que somente a partir de 6 mm ela é controlada pelo Exército, sendo de uso restrito e necessitando de autorização para a utilização. Abaixo deste calibre, a venda é liberada, não há restrição", afirmou, frisando que "o Exército cumpre o que está na legislação".
A reportagem localizou o trecho da Lei que dá brecha para a venda do armamento. No Artigo 17 doCapítulo VII, que regulamenta a venda de armas de pressão, o texto diz que "as armas de pressão por ação de mola, com calibre menor ou igual a 6 (seis) mm, podem ser vendidas pelo comércio não especializado, sem limites de quantidade, para maiores de 18 anos, cabendo ao comerciante a responsabilidade de comprovar a idade do comprador e manter registro da venda".
 
Major Marcelo é o responsável no Ceará pela emissão da permissão para o uso de armas. O pedido, a princípio, é levado em forma de requerimento à Coordenação de Apoio Logístico, que entrega ao Exército Brasileiro, que por sua vez encaminha o pedido a Brasília. A permissão ou não vem da Capital Federal, sendo então encaminhada ao solicitante. 
De acordo com o chefe da 4ª seção do EMG, coronel Eduardo Arruda, a venda deste tipo de armamento expõe as pessoas a um risco iminente. Ele se mostrou preocupado com a brecha na Lei que permite a comercialização das armas, que são muito parecidas com as de uso restrito. "Ela torna-se uma arma visível quando exposta. Quem é que vai adivinhar se a arma é de pressão ou não? Até um perito em arma se assusta (ao ser abordado por alguém portando uma arma de pressão), imagine uma pessoa leiga", pontuou.   
O coronel afirmou ainda que, além do risco da utilização das armas para a execução de assaltos, há o perigo da ocorrência de homicídios. Para o militar, um disparo de arma de pressão pode ser fatal. "Um tiro em uma parte vulnerável do corpo pode levar à morte", afirmou.


FONTE:
http://diariodonordeste.globo.com/noticia.asp?codigo=366392

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