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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Mulheres dedicam 18 horas a mais que os homens nos afazeres domésticos, diz Ipea

Mãe Trabalhadora
As mulheres trabalham mais horas semanais que os homens: 47h contra 45h, de acordo com dados de 2015. Nos cálculos, entram o tempo dedicado ao trabalho remunerado, não remunerado e tempo de deslocamento casa-trabalho-casa. A composição desse tempo permanece desigual entre os sexos, com as mulheres dedicando 18h por semana a mais aos afazeres domésticos. Os dados mostram que, de 2001 a 2015, as mulheres aumentaram em 7h semanais o tempo disponível para lazer, enquanto que, para os homens, esse aumento foi de 4h. Para elas, isso se deve à diminuição no tempo gasto com trabalhos domésticos. Já para eles, o motivo é a redução no tempo destinado ao trabalho remunerado.

Durante todo o período analisado, a proporção de mulheres que realizam afazeres domésticos ficou acima de 91%. Já entre os homens, ela variou de 45% em 2001 para 55% em 2015. “O que chama a atenção nos dados é que, enquanto o tempo dedicado aos afazeres domésticos entre as mulheres se reduz de forma acentuada ao longo do tempo, a jornada de trabalho doméstico entre os homens aumenta pouco”, destaca a pesquisadora do Ipea e autora do estudo, Ana Luiza Neves de Holanda.

A pesquisa, realizada com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), revela algumas mudanças importantes nos últimos anos em relação ao uso do tempo dedicado ao trabalho remunerado e aos afazeres domésticos. Por um lado, há um aumento nas horas remuneradas entre as mulheres de 2001 até 2014 (de 21h para 23h semanais) e uma redução em 2015 (voltando para 21h semanais). Os homens, por outro lado, apresentaram uma redução no trabalho remunerado de 5h semanais no período, passando de 40h em 2001 para 35h em 2015.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Trabalho doméstico atrai menos as mulheres mais jovens, avalia Ipea

A análise está no estudo Pnad 2014 - Breves Análises, uma nota técnica feita com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e lançado hoje (30) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)

ECONOMIA PESQUISA
Nos últimos dez anos houve um envelhecimento da categoria de trabalhadoras domésticas. Em 2004, as domésticas com idade entre 18 e 29 anos representavam 30% da categoria e, em 2014, o percentual caiu para 14%. O número pode indicar que a ocupação perdeu atratividade entre as mulheres mais jovens. Elas têm tido a chance de estudar mais e  entram no mercado de trabalho em outras ocupações.

A análise está no estudo Pnad 2014 - Breves Análises, uma nota técnica feita com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e lançado hoje (30) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
“Há duas questões que vão afetar o setor daqui para frente. Um é o envelhecimento dos empregados. Com as melhorias nas condições econômicas ele [o setor] se tornou pouco atrativo. Esse é um fator de estruturação do setor, porque vai escasseando a mão de obra e a capacidade de negociação das trabalhadoras melhora”, disse o diretor de estudos e políticas sociais do Ipea”, André Calixtre. A segunda questão é a PEC das Domésticas que, segundo ele, vai impulsionar a estruturação do setor, ao garantir direitos”.
De acordo com a nota técnica do instituto, “a estrutura de proteção social do emprego doméstico tem melhorado ao longo dos últimos dez anos, no entanto, permanece mais precária do que a média dos outros empregos”. O texto cita os avanços legislativos com a aprovação recente da PEC das Domésticas e da Lei Complementar 150/15, que regulamenta a atividade e cujos efeitos devem refletir nas pesquisas dos próximos anos.
Outra transformação analisada é a da estrutura familiar dos brasileiros nos últimos dez anos, que mostra arranjos diferentes do tradicional modelo formado por um casal com filhos. Os domicílios ocupados por casal com filhos diminuíram dez pontos percentuais entre 2004 e 2014, passando de 54,8% para 44,8%. Esse modelo familiar cedeu lugar aos lares formados por casais sem filhos, com homens ou mulheres sozinhos e por lares chefiados exclusivamente por mulheres.
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FONTE: Notícias ao Minuto

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Acesso à água potável e a alimentos são as prioridades dos nordestinos, segundo Ipea

Redação Web | 11h00 | 13.12.2013

Comparação entre o Nordeste e o Sudeste foi a que apresentou as maiores diferenças de prioridades

acesso à água potável e ao saneamento foi a opção colocada como prioridade com 36,41 pontos percentuais pelos nordestinos entrevistados da pesquisa Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) – Nossos Brasis: prioridades da população, realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em agosto deste ano.
Combate a mudanças climáticas também está nas preferências dos nordestinos FOTO: HONÓRIO BARBOSA
Entre as preferências no Nordeste também estão oacesso a alimentos e o combate a mudanças climáticas, possível reflexo da seca na região. A comparação entre o Nordeste e o Sudeste foi a que apresentou as maiores diferenças de prioridades.
Os residentes na região Sudeste elegeram com mais frequência a governança, a educação e o meio ambiente, prioridades destacadas também no topo da distribuição de renda do Brasil.
Saúde e educação são as prioridades dos brasileiros
Em todo o País, a prioridade dos brasileiros foi a melhoria dos serviços de saúde (87,64%) seguido por educação de qualidade (72,97%), a proteção contra o crime e a violência (61,44%), melhoresoportunidades de trabalho (60,28%), um governo honesto e atuante (59,85%), além do acesso a alimentos de qualidade vêm na sequência na lista das escolhas, feitas entre 16 opções ordenadas aleatoriamente.
Telefone e internet não são preferências
As últimas prioridades no ranking brasileiro foram acesso ao telefone e à internet (6,71%), combater as mudanças climáticas (7,72), liberdades políticas (11,82%) e acesso à energia em sua casa (14,09%).
O estudo foi feito em mais de 210 cidades brasileiras.
FONTE: DIÁRIO DO NORDESTE

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