Brasília. O governo conseguiu aprovar, ontem, na Câmara dos Deputados o texto-base da Medida Provisória (MP) 664, que altera o acesso ao auxílio-doença e pensão por morte e integra o pacote de ajuste fiscal da gestão Dilma Rousseff (PT).
Graças à oferta de cargos de segundo escalão e à promessa de liberação de emendas parlamentares, o Palácio do Planalto ampliou a vantagem obtida na votação no dia 6, quando aprovou a MP 665, e obteve uma vantagem de 99 votos - 277 a favor, 178 contra e uma abstenção. Na semana passada, a Medida Provisória que restringe o acesso ao seguro-desemprego, foi aprovada com uma margem de apenas 25 votos.
A sessão foi tumultuada, com gritos de guerra, samba, Hino Nacional, faixas, cartazes e empurra-empurra. Ao menos dois integrantes da Força Sindical, ligada ao Solidariedade, abaixaram as calças nas galerias do plenário e mostraram as nádegas em protesto ao discurso do líder do governo, José Guimarães (PT-CE), que defendia o ajuste. "Lamentamos cenas que não podemos controlar", disse o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao ordenar o esvaziamento das galerias.
