A ex-ministra e deputada Maria do Rosário (PT-RS) defendeu, nesta sexta-feira (6), que o ex-presidente Lula permaneça no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, e não se entregue à Polícia Federal . Ela disse que a militância está pronta para defendê-lo de forma pacífica.
"O presidente não quer nenhuma violência. Não aceitaria nenhuma violência, ninguém em risco. É uma preocupação permanente. Nós não somos pessoas agressivas e jamais vamos incentivar qualquer agressividade. Ao contrário, temos sido vítimas, tanto que a caravana dele acabou de ser atacada a tiros."
Rosário classificou a decisão do juiz Sergio Moro de expedir o mandado de prisão contra o ex-presidente como arbitrária e política.
"Moro faz uma manobra no Judiciário de acordo com seu interesse político. Parece que não é tucano porque veste uma toga de juiz, mas cada vez mais aparece um bico de tucano ali, que mostra que lado ele tem. O lado golpista."
Segundo a deputada, Lula está acompanhado por familiares e a bisneta. Com informações da Folhapress.
Em uma declaração polêmica no Twitter, Maria do Rosário questionou o interesse sobre o destino das cinzas do brasileiro executado na Indonésia
PALOMA SAVEDRA
Rio - "Que interesse há para onde as cinzas serão levadas no Brasil? O sujeito não era herói, era traficante". A declaração - referente ao brasileiro Marco Archer, 53 anos, executado no sábado por tráfico de drogas na Indonésia - foi dada pela deputada federal Maria do Rosário (PT- RS), neste domingo, em sua conta no Twitter. A frase gerou polêmica na rede social por ter sido disparada pela parlamentar, que é ex-ministra dos Direitos Humanos.
Apesar de a deputada também ter afirmado ser contra a pena de morte, o questionamento sobre o interesse da imprensa brasileira pelo destino das cinzas provocou inúmeros comentários críticos de seus seguidores: "Desde sempre respeitamos e pranteamos nossos mortos. Trazer as cinzas é um ato civilizado. Simples assim", escreveu uma internauta. "Discurso desumano" e "Frase infeliz" foram algumas das definições de outros seguidores, em meio ao debate na rede social.
Condenado ao fuzilamento por tráfico de drogas, em 2004, na Indonésia, o carioca Marco Archer Cardoso Moreira, 53 anos, morreu neste sábado (domingo, no país asiático), com um único tiro disparado contra seu peito. Segundo o procurador, o brasileiro, que era instrutor de asa-delta, foi amarrado a uma estaca, assim como os outros cinco condenados pelo mesmo crime. Marco foi o segundo deles a ser fuzilado.A execução de Archer ocorreu dentro do complexo de prisões de Nusakambangan, a 400 km de Jacarta, capital da Indonésia.
A parlamentar Maria do Rosário causou polêmica no Twitter depois de questionar interesse da imprensa sobre o destino das cinzas de brasileiro executado na Indonésia
Foto: Divulgação
O corpo do carioca foi cremado na Indonésia quatro horas depois da execução e as cinzas serão levadas para o Rio de Janeiro pela sua tia, a advogada Maria de Lurdes Archer Pinto. Única parente ainda viva do brasileiro condenado à morte por tráfico de drogas, Maria de Lurdes está na Indonésia e esteve com Marco antes da execução.
Foto feita em 2004 mostra Archer na cadeia, um ano após ser capturado: ele tinha esperanças de ser salvo
Foto: Banco de imagens
Após o fuzilamento do brasileiro, a presidenta Dilma Rousseff, que tentou a alteração da condenação em inúmeros pedidos, se disse "consternada e indignada". Além disso, convocou o embaixador do Brasil em Jacarta para consultas. No meio diplomático, a medida representa uma espécie de agravo ao país no qual está o embaixador. Já o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse que a execução causa “uma sombra na relação entre o Brasil e a Indonésia".
Maria do Rosário protocola no STF queixa-crime contra Bolsonaro
Estadão Conteúdo | 21h11 | 16.12.2014
Deputado do Rio de Janeiro disse em plenário que não estupraria a ex-ministra da Secretaria de Direitos Humanos porque ela "não merece"
A deputada Maria do Rosário (PT-RS) protocolou nesta terça-feira (16) no Supremo Tribunal Federal (STF) uma queixa-crime contra o deputado federal reeleito Jair Bolsonaro (PP-RJ). Rosário foi pessoalmente à Corte nesta tarde, acompanhada por lideranças de movimentos feministas e outras deputadas, pedir que o parlamentar responda por calúnia e injúria.
Na semana anterior, Bolsonaro disse em plenário que não estupraria a deputada e ex-ministra daSecretaria de Direitos Humanos porque ela "não merece", ao lembrar discussão com a parlamentar em 2003. De acordo com ele, na ocasião, Maria do Rosário o teria chamado de estuprador.
Ao Supremo, a deputada alega que jamais usou a palavra "estuprador" para se referir a Bolsonaro e pede a condenação do parlamentar por calúnia. Já a condenação por injúria é pedida em razão de entrevista ao jornal Zero Hora na qual Bolsonaro repetiu a frase e disse que não a estupraria porque ela é "muito feia".
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