
Mesmo com a redução do consumo, DVDs e CDs lideram o ranking de itens piratas mais procurados, com 64,1% e 56,9%, respectivamente
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De acordo com a Receita, a mercadoria destruída é reciclada e aquelas que podem ser aproveitadas são leiloadas
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Mesmo apresentando queda pelo terceiro ano consecutivo, o consumo de produtos piratas é uma prática que ainda atinge 40,4 milhões de brasileiros, segundo pesquisa realizada pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ). No último mês de agosto, 27,9% da população compraram mercadorias falsificadas, o menor índice desde o início do levantamento, em 2006, quando foi registrado 42,1%.
De acordo com a Receita Federal, de janeiro a outubro deste ano, o total de apreensões na 3ª Região Fiscal, que engloba Ceará, Piauí e Maranhão, somou R$ 13, 9 milhões. "Os itens que mais se destacaram foram cigarros e similares, com participação de R$ 6,4 milhões, além de óculos de sol, com R$ 4,7 milhões", informa o superintende do órgão, Moacyr Mondardo Júnior.
O Dia Nacional de Combate à Pirataria foi celebrado ontem, 3 de dezembro. Os dados da entidade classista revelam que há motivos para comemorar. Em 2011, mais da metade dos brasileiros consumiam produtos piratas e agora, em 2014, menos de um terço da população tem esse hábito, mostra o levantamento.
Para o economista da Fecomércio-RJ, Christian Travassos, a pesquisa deste ano traz uma boa notícia e uma alerta. O fato positivo é que a pirataria física, aquela que a população brasileira é acostumada a presenciar em ruas e praças de centros comerciais, está em baixa.
"A cada ano, menos consumidores compram CDs, DVDs, programas de computador, entre outros produtos falsificados, no Brasil. Isso é muito bom sob o ponto de vista da segurança pública e do ordenamento urbano. Agora, a migração da pirataria física para a internet exige que novas ferramentas de controle na web sejam desenvolvidas e que a legislação acompanhe a velocidade com que esse movimento ocorre. Do contrário, empresas, governos e sociedade continuarão a ter prejuízos pela ação desse mercado paralelo", afirma Travassos.