Sobre Relacionamentos Abertos
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| Reprodução: http://clammus.tumblr.com/ |
Nada mais polêmico do que o relacionamento aberto. Encarado como uma safadeza entre os conservadores, uma promiscuidade entre a maioria e um modo de viver entre aqueles de mente mais aberta, romper com a monogamia tem sido uma forma adotada por casais para evitar privações e sentimentos de posse. Assim como em qualquer relacionamento, o considerado aberto possui todos os encontros, intimidades, DRs e planos. A diferença está no modo como se encara o sentimento pelo outro. Vejamos: na relação monogâmica, ambos precisam ser apenas um do outro. É proibido quaisquer possibilidades extra-conjugais, a relação se dá apenas entre eles. Acredita-se que romper com isso significa um não querer mais e que desejar o outro seja perder a chama que sustenta o relacionamento; na relação aberta, é possível outros relacionares. Independente de outros encontros e relações, a pessoa sabe que é com ela que se está. A confiança é maior e os sentimentos de ciumes precisam ser abolidos ou acordados. Mas como assim, acordados? É neste ponto que quero chegar.
O relacionamento aberto, como muitos imaginam, não é algo de qualquer jeito, uma bagunça ou uma brincadeira. Pelo contrário, ele possui uma série de regras para que corra de forma saudável e ninguém se machuque. Há casais que preferem saber por quem o outro está interessado para que ele esteja ciente de tudo, há outros que preferem não saber de nada; há quem não permita relações entre amigos próximos ou familiares, há quem não se importe com isso; há quem não queira que o outro dê beijo na boca, só sacie outras vontades com sexo e há quem nem dê importância a este fato; há, também, quem não aceite relacionamentos paralelos, só saidinhas básicas e claro que há aqueles que pensam diferente. O lance do relacionamento aberto é ter um namoro sem precisar se privar do desejo por outros. Os acordos e as regras precisam ser claras o suficiente para não magoar ninguém, visto que esta forma de se relacionar já é complexa por si mesma, principalmente na sociedade em que vivemos na qual a criação e a cultura vão contra isso.
