Em apenas 15 anos, a comunidade médica já foi obrigada a mudar de tratamento três vezes diante da ineficiência dos produtos e da resistência desenvolvida pelo organismo causador da doença
POR CORREIO 24 HORAS
A queda no uso de preservativos, incluindo na prática de sexo oral, está ajudando a disseminar uma superbactéria da gonorreia e a torná-la cada vez mais difícil de tratar. Em algumas situações, a cura foi considerada "impossível" em pacientes na Europa e no Japão.
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A queda no uso de preservativos, incluindo na prática de sexo oral, está ajudando a disseminar uma superbactéria da gonorreia e a torná-la cada vez mais difícil de tratar. Em algumas situações, a cura foi considerada "impossível" em pacientes na Europa e no Japão.
O alerta está sendo lançado nesta sexta-feira (7/7) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), depois de constatar que a infecção sexualmente transmissível - responsável pela infertilidade - está rapidamente desenvolvendo uma forte resistência aos antibióticos.
Se não bastasse, a indústria farmacêutica investiu pouco nos últimos anos no combate a essa doença e, portanto, os novos remédios que chegam ao mercado são escassos. Para um dos produtos tradicionalmente usados, o ciproflaxacin, a resistência foi registrada em 97% dos países avaliados pela OMS. Hoje, apenas um remédio é considerado como eficiente, o ESC.
