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quarta-feira, 29 de março de 2017

Queda na exportação é resultado de problema de comunicação da Carne Fraca, diz Maggi

(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
Foi assinada nesta quarta (29) o decreto de revisão do Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa)

Na tentativa de recuperar as exportações de carnes após o impacto negativo da Operação Carne Fraca, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse nesta quarta-feira (29) que “todos os problemas”, em especial a redução brutal das exportações, decorreram da narrativa usada pela Polícia Federal ao divulgar a operação. O ministro, que assinou nesta quarta o decreto de revisão do Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa), informou que, em maio, visitará uma série de países que impuseram restrições à importação de carne brasileira.

“Obviamente, não posso deixar de ser transparente lá fora como estou sendo aqui dentro. Todo o problema que estamos vivendo é de comunicação quando do lançamento da narrativa da operação. Não estou reclamando da operação, tem todo nosso apoio. Se começamos um trabalho, vamos até o final para depurar o processo e isso dará mais corpo, mais competência ao Ministério da Agricultura para fazer”, disse Maggi.
De acordo com o ministro, além de reuniões com representantes de países compradores de carne, na próxima semana o secretário executivo do órgão, Eumar Novacki, fará duas missões internacionais na tentativa de rever barreiras impostas à carne brasileira. Em maio, será a vez do próprio ministro visitar a Europa, Emirados Árabes, Arábia Saudita e países da Ásia.
“Os grandes avalistas dos nossos processos são os nossos compradores. Eles atestam os nossos produtos. Os países compradores, ao levantar os embargos, estão demonstrando estar de acordo com as nossas políticas, mas o mercado, a dona de casa, os restaurantes que foram contaminados por uma imagem errada terão que ser convencidos e receber explicações da nossa parte”, disse Maggi.
Caixa menorSegundo o ministro, o impacto nas exportações só poderá ser calculado após o reestabelecimento dos embarques. Ele reconheceu, no entanto, que alguns frigoríficos terão “um caixa menor” e não conseguirão pagar funcionários.
“Muito frigoríficos terão um caixa menor, faturamento menor do que previsto e menos do que o necessário para arcar sua contas, funcionários”. Para tentar evitar maiores oscilações no mercado, o Banco do Brasil anunciou hoje que oferecerá operações de créditos para as empresas em dificuldade. “As operações que estão vencendo nesses dias serão colocadas para o final do mercado para não ter oscilações. O banco está colocando uma ponte para que elas possam ultrapassar esse momento difícil”.

sexta-feira, 17 de março de 2017

PF acha carne podre à venda e cumpre 38 prisões em operação

© Folhapress
Empresas do porte de JBS, BRF e Sadia são alvos de investigação deflagrada nesta sexta
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta (17) a Operação Carne Fraca, que investiga uma suposta organização criminosa formada por fiscais agropecuários federais e empresas do agronegócio.

Alguns dos principais frigoríficos do país, como JBS, BRF e Sadia, estão na mira da operação.. A Justiça Federal do Paraná determinou o bloqueio de R$ 1 bilhão.
Cerca de 1.100 policiais federais cumprem 309 mandados, sendo 27 de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão em residências e locais de trabalho dos investigados e em empresas supostamente ligadas ao grupo criminoso.
As ordens judiciais foram expedidas pela 14ª Vara da Justiça Federal de Curitiba e estão sendo cumpridas em São Paulo, Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás.
A investigação revelou até mesmo o uso de carnes podres, maquiadas com ácido ascórbico, por alguns frigoríficos, e a re-embalagem de produtos vencidos.
Segundo a PF, essa é a maior operação já realizada na história da instituição.Em nota, a PF afirma que detectou em quase dois anos de investigação que as Superintendências Regionais do Ministério da Pesca e Agricultura do Estado do Paraná, Minas Gerais e Goiás atuavam para proteger empresas, prejudicado o interesse público.
O esquema funcionava por meio de agentes públicos que se utilizavam do poder de fiscalização para cobrar propina e, em contrapartida, facilitar a produção de alimentos adulterados, emitindo certificados sanitários sem qualquer fiscalização.Dentre as ilegalidades praticadas pela suposta quadrilha está a remoção de agentes públicos com desvio de finalidade para atender interesses dos grupos empresariais.
O nome "Carne Fraca" da operação faz alusão à conhecida expressão popular em sintonia com a própria qualidade dos alimentos fornecidos ao consumidor por grandes grupos corporativos do ramo alimentício.
A expressão popular também mostra "a fragilidade moral de agentes públicos federais que deveriam zelar e fiscalizar a qualidade dos alimentos fornecidos a sociedade", segundo a PF.
Segundo a PF, o objetivo é desarticular uma organização criminosa liderada por fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura, que, com o pagamento de propina, facilitavam a produção de produtos adulterados, emitindo certificados sanitários sem fiscalização. Com informações da Folhapress.

Tony Ramos comenta ação contra JBS: 'tenho carne deles'

© Showbiz
O ator se mostra interessado no desenrolar dos fatos e se preocupa com os diretos que a empresa tem de sua imagem

A operação da Polícia Federal batizada de 'Carne Fraca', que acontece nesta sexta (17), apura o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura e Abastecimento em esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos, ou seja, nada a ver com o mundo dos famosos, até então. Acontece que acaba envolvendo a imagem de um dos atores mais famosos da Globo, Tony Ramos. A estrela global é garoto-propaganda de uma das empresas envolvidas, a JBS, que detém a Friboi, Seara, Swift, entre outras marcas.

Em conversa com o EGO, o ator comentou o assunto. "Estou surpreso com essa notícia. Eu sou apenas contratado pela empresa de publicidade, não tenho nenhum contato com JBS", afirmou.
Tony se mostra interessado no desenrolar dos fatos e se preocupa com os diretos que a empresa tem de sua imagem. "Eu espero que se apure a verdade, eles tem o direito das minhas imagens. Não sei se faria novamente, se eles forem inocentados dos erros que estão sendo acusados, eu faria. Eu vou checar essa informação imediatamente", garantiu.
Além disso, Tony revelou: "Eu já visitei uma das fábricas, continuo comprando os produtos Friboi. Eu tenho carnes deles agora no meu freezer e uso nos meus churrascos do fim de semana".

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