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terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Mais de 500 denúncias são feitas contra o médium João de Deus ao MP de Goiás

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A força-tarefa, criada pelo Ministério Público de Goiás, para apurar as acusações de abuso sexual contra o médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, recebeu até hoje (17) 506 relatos de mulheres que denunciam crimes sexuais envolvendo o médium. Há uma semana, desde que o grupo foi criado, o número de denúncias aumenta.

O delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, André Fernandes, confirmou que o pedido de prisão preventiva contra João de Deus se baseou em 15 denúncias, já formalizadas, aos policiais. Nelas, as mulheres prestaram depoimento separadamente e contaram relatos semelhantes sobre o suposto modo de agir do médium.

De acordo com o Ministério Público, há possíveis vítimas também no Ceará, Mato Grosso e Rio Grande do Norte. Anteriormente, as investigações se concentravam em Goiás, no Distrito Federal, em Minas Gerais, em São Paulo, no Paraná, no Rio de Janeiro, em Pernambuco, no Espírito Santo, Rio Grande do Sul, no Mato Grosso do Sul, no Pará, em Santa Catarina, no Piauí e no Maranhão.

Há, ainda, relatos de suspeitas em seis países: Alemanha, Austrália, Bélgica, Bolívia, Estados Unidos e Suíça. As vítimas podem fazer os relatos para denuncias@mpgo.mp.br.

A força-tarefa foi instituída pelo procurador-geral de Justiça de Goiás, Benedito Torres Neto, e é formada por seis promotores e duas psicólogas da equipe do MP.

Há seis dias, o procurador-geral de Justiça também encaminhou um ofício-circular aos procuradores-gerais de Justiça dos MPs Estaduais e do Distrito Federal solicitando que sejam designadas unidades de atendimento para coleta de depoimentos de possíveis vítimas do médium.
COM AGÊNCIA BRASIL

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Ouvidoria recebe 38 denúncias de violações por divergências políticas

Denúncias foram recebidas pelo Ministério dos Direitos Humanos
Ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha,
 diz que todos devem ser respeitados, independentement
e de suas ideologias e posições políticas - Arquivo/Agência Brasil
Apenas nas duas primeiras semanas deste mês, a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos do Ministério dos Direitos Humanos já recebeu 38 denúncias relacionadas a violações envolvendo divergências políticas associadas às eleições presidenciais. Segundo a assessoria, são denúncias de violações de direitos que serão encaminhadas aos órgãos responsáveis.

Se analisadas separadamente, as denúncias podem ser agrupadas em 88 violações registradas por situações específicas, como violências física, institucional e psicológica, discriminação, negligência e outras agressões.

Para o ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha, todos devem ser respeitados, independentemente de suas ideologias e posições políticas. “A pauta de direitos humanos não tem dono, não é de direita nem de esquerda, é de todos. Tenho confiança que, independentemente do resultado, vamos avançar.”

A ouvidora Nacional dos Direitos Humanos, Larissa Rêgo, disse que em cada registro de denúncia “é possível constatar diferentes cenários” envolvendo distintas vítimas e violações. “Cada denúncia pode ter mais de um tipo de violação, conforme dados disponibilizados, e cada tipo de violação pode envolver mais de uma, resultando assim em um número de violações maior que o número de denúncias.”

Denúncias

Para denunciar basta discar 100 - Disque Direitos Humanos e o Ligue 180 - Central de Atendimento à Mulher, ambos de utilidade pública e com funcionamento 24 horas por dia, todos os dias da semana, incluindo sábados, domingos e feriados.

No Disque 100, as ligações podem ser feitas de todo o Brasil por meio de discagem gratuita, de qualquer terminal telefônico fixo ou móvel (celular).

No caso do Disque 180, o canal funciona no Brasil e em outros 16 países: Argentina, Bélgica, Espanha, EUA (São Francisco e Boston), França, Guiana Francesa, Holanda, Inglaterra, Itália, Luxemburgo, Noruega, Paraguai, Portugal, Suíça, Uruguai e Venezuela. O serviço também é oferecido por e-mail (ligue180@mdh.gov.br), aplicativo Proteja Brasil e Ouvidoria On-line.

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