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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Calouros são queimados com creolina e larvicida durante trote

Caso ocorreu na cidade de Vilhena (RO)

BRASIL RONDÔNIA
POR NOTÍCIAS AO MINUTO

Um grupo de seis estudantes recém aprovados em uma universidade de Vilhena, em Rondônia, ficaram feridos após um trote ocorrido dentro da instituição. Segundo o G1, os veteranos fizeram uma mistura com creolina e larvicida e jogadram nos novos colegas, causando queimaduras de primeiro grau em diferentes partes dos corpos das vítimas.

Lucas Ribeiro Boehm, de 17 anos, disse ao portal que a participação no trote não era obrigatória, mas os veteranos alertaram que quem não participasse estaria impedido de participar das festas ao longo do curso. "Todo mundo resolveu fazer, pois achávamos que seria legal participar, por ser o primeiro ano de faculdade. Mas não imaginávamos que seria isso. Jogaram um monte de spray em mim. Tinha gente lá fora da faculdade e quem fugisse seria pior. Foi horrível", afirmou.
Entre as vítimas envolvidas, três registraram boletim de ocorrência.

Médicos argentinos associam microcefalia a larvicida utilizado na água

Pesquisadores acreditam que má-formação pode ter relação com o Pyriproxyfen, pesticida indicado pelo Ministério da Saúde no combate ao Aedes aegypti em reservatórios de água potável

Por: Bruna Scirea

Médicos argentinos associam microcefalia a larvicida utilizado na água EDMAR MELO/JC IMAGEM/Estadão Conteúdo
Foto: EDMAR MELO/JC IMAGEM / Estadão Conteúdo
Enquanto a comunidade científica internacional caminha para provar a relação entre o zika vírus e os casos de microcefalia, médicos argentinos chamam a atenção para outra causa suspeita de provocar a má-formação em bebês: o larvicida Pyriproxyfen, usado no Brasil desde 2014 para deter o desenvolvimento da larva do mosquito Aedes aegypti em tanques de água potável.
Pesquisadores trazem os argumentos para a hipótese em relatório divulgado nesta semana pela organização médica argentina Physicians in the Crop-Sprayed Towns (em inglês). O primeiro deles relaciona o pesticida ao período e ao local de maior manifestação da doença. O Pyriproxyfen é utilizado, sobretudo, em regiões carentes de saneamento, onde a população precisa armazenar água em casa devido ao racionamento. No Brasil, o inseticida começou a ser utilizado no fim de 2014, principalmente em regiões do Nordeste — local e período a partir do qual foi detectada maior incidência de casos de microcefalia —, em substituição ao Temephos, não mais utilizado devido à resistência do mosquito.
Os médicos também questionam o fato de as outras epidemias de zika, como a da Polinésia Francesa, não terem sido associadas a problemas congênitos em recém-nascidos — "apesar de infectar 75% da população nesses países". Outro elemento reforça ainda as suspeitas de que há algo além do zika vírus nos casos de má-formação: a Colômbia, o segundo país com maior número de infectados, contabilizou mais de 3 mil grávidas infectadas, mas não há registros de microcefalia vinculada ao zika.

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