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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Acorda às 3h da manhã? Estes alimentos podem ajudar a dormir melhor

Alguns alimentos consumidos no período da noite fornecem nutrientes relacionados à regulação do sono e podem contribuir para uma noite mais tranquila. Nutricionistas destacam quatro opções e explicam como incluí-las na alimentação

POR NOTÍCIAS AO MINUTO - Se você tenta manter horários regulares para dormir, mas ainda assim costuma acordar no meio da madrugada, talvez valha a pena prestar atenção também ao que come durante a noite.

Nutricionistas ouvidos pelo site EatingWell destacaram alguns alimentos que fornecem nutrientes envolvidos na regulação do sono e que podem contribuir para uma noite mais tranquila. Veja quais são:

Kiwi

Comer kiwi antes de dormir pode ajudar a reduzir o tempo que uma pessoa permanece acordada durante a noite.

A nutricionista e especialista em cuidados com o sono Erin Palinski-Wade recomenda uma porção de dois kiwis cerca de uma hora antes de dormir.

Pesquisas sugerem que o consumo da fruta nesse período pode contribuir para diferentes aspectos do sono, incluindo sua duração e a redução do tempo acordado durante a noite.

Os antioxidantes presentes no kiwi e outros compostos envolvidos na regulação do sono estão entre as possíveis explicações para esse efeito.

Nozes

Adicionar nozes à alimentação no período da noite também pode ajudar a adormecer mais facilmente e melhorar a qualidade do sono. A nutricionista Lauren Manaker recomenda uma porção de aproximadamente 40 gramas.

Pesquisas sugerem que o consumo regular de nozes pode estar associado à melhora da qualidade do sono e à redução do tempo necessário para adormecer.

Alguns estudos também identificaram alterações em marcadores relacionados à melatonina, hormônio que desempenha papel importante na regulação do ciclo de sono e vigília.

Leite

O tradicional copo de leite morno antes de dormir pode ser mais do que uma maneira reconfortante de terminar o dia. Alguns dos nutrientes presentes na bebida também estão relacionados aos mecanismos que regulam o sono.

O leite contém triptofano, aminoácido utilizado pelo organismo na produção de serotonina e melatonina, substâncias envolvidas na regulação do ciclo de sono e vigília.

Peixes gordurosos

A nutricionista Luciana Soares recomenda peixes gordurosos, como o salmão, por serem fontes de nutrientes envolvidos na regulação do sono.

Os ácidos graxos ômega 3 presentes no salmão podem influenciar mecanismos relacionados à produção de melatonina. Por isso, pesquisadores vêm investigando se uma maior ingestão dessas gorduras pode favorecer o descanso.

Há estudos que sugerem que o ômega 3 pode melhorar a eficiência do sono, ou seja, aumentar a proporção do tempo na cama que é efetivamente passada dormindo.

Outros hábitos que podem ajudar a dormir melhor

Além da alimentação, alguns cuidados com a rotina podem favorecer uma boa noite de sono. Um deles é manter horários regulares para dormir e acordar, inclusive nos fins de semana. Na hora anterior a ir para a cama, dê preferência a atividades tranquilas e reduza a exposição à luz intensa das telas.

Também vale observar o horário do consumo de cafeína. Seus efeitos podem permanecer no organismo por várias horas, fazendo com que um café tomado durante a tarde interfira no sono à noite.

Quem sofre com refluxo pode se beneficiar de um intervalo maior entre o jantar e a hora de dormir. Nesses casos, terminar a última refeição pelo menos três horas antes de se deitar pode ajudar a reduzir os sintomas noturnos.

Por fim, o ambiente também faz diferença. Manter o quarto fresco, escuro e silencioso ajuda a criar condições mais favoráveis para uma noite de sono tranquila.

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/2416909/acorda-as-3h-da-manha-estes-alimentos-podem-ajudar-a-dormir-melhor

Hipertensão resistente: sua pressão continua alta apesar do tratamento?

Condição aumenta o risco de AVC, infarto, insuficiência cardíaca e doença renal; Rede Brasil AVC reforça a importância do diagnóstico adequado, acompanhamento médico e adesão ao tratamento

POR NOTÍCIAS AO MINUTO - A hipertensão arterial é uma das condições de saúde mais comuns no mundo e, ao mesmo tempo, uma das mais perigosas. Estima-se que 1,4 bilhão de adultos entre 30 e 79 anos vivam com hipertensão, mas apenas cerca de 23% tenham a pressão arterial controlada.

Um dos grandes desafios é que a hipertensão geralmente não provoca sintomas. Uma pessoa pode permanecer durante anos com a pressão elevada sem perceber qualquer alteração e, ainda assim, estar exposta progressivamente a danos nos vasos sanguíneos, coração, cérebro e rins. Por isso, a hipertensão é frequentemente chamada de “assassina silenciosa”.

Quando não identificada ou adequadamente controlada, a pressão alta aumenta significativamente o risco de doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, entre elas o acidente vascular cerebral (AVC), infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca e doença renal crônica.

“Um dos maiores perigos da hipertensão é justamente o fato de que, na maioria das vezes, ela não provoca sintomas. A pessoa pode se sentir perfeitamente bem e estar com a pressão muito elevada. Sentir-se bem não significa que a pressão esteja bem. Por isso, medir a pressão regularmente é fundamental”, explica a neurologista e presidente da Rede Brasil AVC, Sheila Martins. “A hipertensão é o principal fator de risco para o AVC. Isso significa que identificar e controlar adequadamente a pressão arterial representa uma grande oportunidade para evitar eventos que podem provocar morte ou incapacidade permanente”, reforça.

Quando controlar a pressão se torna mais difícil

Embora muitas pessoas com hipertensão consigam alcançar níveis adequados de pressão com mudanças no estilo de vida e tratamento indicado pelo médico, existe um grupo em que esse controle é particularmente difícil.

A chamada hipertensão resistente ocorre quando a pressão permanece acima da meta apesar do uso adequado de três classes diferentes de medicamentos anti-hipertensivos, em doses máximas ou máximas toleradas, incluindo um diurético. Também são considerados portadores de hipertensão resistente aqueles que conseguem atingir a meta de pressão, mas necessitam de quatro ou mais medicamentos para isso.

Estudos apontam que a hipertensão resistente pode estar presente em uma parcela relevante das pessoas com hipertensão, com estimativas que variam de acordo com a população estudada, os critérios diagnósticos e as metas de pressão utilizadas.

Entretanto, a especialista ressalta que é importante confirmar se existe realmente resistência ao tratamento.

“Antes de estabelecer o diagnóstico, o médico precisa avaliar fatores como a técnica utilizada para medir a pressão, o chamado ‘efeito do avental branco’ (quando a pressão arterial de uma pessoa aumenta durante uma consulta ou exame médico, geralmente por ansiedade, estresse ou nervosismo), a adesão correta ao tratamento, hábitos de vida, uso de outras substâncias ou medicamentos que possam elevar a pressão e a presença de doenças que provoquem hipertensão secundária”, pontua.

Por isso, a médica lembra que uma pressão persistentemente elevada apesar do tratamento não significa automaticamente que o paciente tenha hipertensão resistente, mas é um sinal de que a situação precisa ser investigada.

Hipertensão refratária: ainda mais difícil de controlar

Existe ainda um grupo menor de pacientes com uma forma extrema de dificuldade de controle, denominada hipertensão refratária.

De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial de 2025, trata-se de um subgrupo de pacientes com hipertensão resistente verdadeira cuja pressão permanece acima das metas individualizadas apesar de uma estratégia terapêutica intensiva, envolvendo cinco ou mais medicamentos anti-hipertensivos.

Embora seja menos frequente que a hipertensão resistente, a hipertensão refratária merece especial atenção pela dificuldade de controle e pelo elevado risco cardiovascular associado.

Controle difícil exige atenção

A hipertensão resistente não deve ser vista apenas como “uma pressão um pouco mais alta”. Pessoas com essa condição apresentam um risco 50% maior de complicações cardiovasculares e renais do que o de pacientes hipertensos cuja pressão é mais facilmente controlada.

Entre as possíveis consequências estão AVC, infarto, insuficiência cardíaca, comprometimento dos rins e morte cardiovascular.

Isso torna fundamental identificar precocemente quem permanece fora das metas de pressão arterial e compreender por que o tratamento não está funcionando como esperado.

A investigação pode envolver medidas da pressão fora do consultório, avaliação da adesão ao tratamento, análise de hábitos de vida e fatores de risco, além da pesquisa de causas secundárias de hipertensão. Em casos de difícil controle, a avaliação por profissionais com experiência no manejo da hipertensão pode ser necessária.

“Quando uma pessoa está fazendo o tratamento e a pressão permanece elevada, não devemos simplesmente aceitar que ‘a pressão dela é alta mesmo’. É preciso investigar por que isso está acontecendo, confirmar se realmente existe hipertensão resistente, procurar possíveis causas e definir a melhor estratégia para conseguir o controle. Quanto mais cedo conseguirmos controlar a pressão, maior será a nossa oportunidade de prevenir AVC, infarto, doença renal e outras complicações graves”, destaca Sheila.

Medir a pressão e seguir o tratamento são fundamentais

Como a hipertensão frequentemente não apresenta sintomas, não é possível saber se a pressão está controlada apenas pela maneira como a pessoa se sente. “A única forma de saber é medir”, frisa Sheila.

Além do acompanhamento médico regular, medidas relacionadas ao estilo de vida têm papel importante no controle da pressão arterial, como alimentação saudável, redução do consumo excessivo de sal, atividade física regular, controle do peso, evitar o tabagismo e limitar o consumo de bebidas alcoólicas.

Para quem já recebeu o diagnóstico de hipertensão, outro ponto essencial é seguir corretamente o tratamento prescrito. Interromper ou modificar medicamentos porque a pressão melhorou, ou porque a pessoa está se sentindo bem, pode fazer com que ela volte a subir sem provocar qualquer sintoma perceptível.

Da mesma forma, quem utiliza o tratamento regularmente e continua apresentando pressão elevada deve procurar avaliação médica em vez de simplesmente aceitar que “a pressão é alta mesmo”.

Pressão alta persistente precisa ser investigada

A presidente da Rede Brasil AVC ressalta que ampliar a identificação das pessoas com hipertensão, melhorar o controle da pressão arterial e reconhecer precocemente os casos de hipertensão resistente ou refratária são estratégias importantes para reduzir a ocorrência de AVC, doenças cardiovasculares, doença renal e mortes evitáveis.

“A mensagem para a população é simples: meça sua pressão regularmente, conheça seus números, procure orientação médica quando eles estiverem elevados e, se já estiver em tratamento, siga as recomendações e mantenha o acompanhamento. Mesmo sem sintomas, a hipertensão precisa ser levada a sério”, conclui.

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/2415753/hipertensao-resistente-sua-pressao-continua-alta-apesar-do-tratamento

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