CARTILHA
Respeitar as preferências e manter o amor sempre vivo
11.01.2015
Conhecer dados simples sobre o passado do portador de Alzheimer ajuda a dar qualidade de vida ao presente
A dificuldade no cuidado do portador de demência começa pela comunicação, a exemplo das disfunções de fala. "Mesmo se você der um pente a pessoa pode chupar como um canudo. A cartilha "Se um dia eu tiver Alzheimer" antevê tudo isso. O indivíduo, mesmo sem o diagnóstico, como qualquer um de nós, escreve lá todas as suas preferências. O que gosta de fazer, o que não gosta, como gostaria de ser tratado em determinada situação, de ser levado para onde, comer o que, ouvir o que. Dá um roteiro para quem vai cuidar", justifica a presidente da Abraz-CE, Danielle Arruda.
A questão familiar é outra problemática que pode ser ajudada pela iniciativa. Afinal, nem sempre o cuidador é alguém próximo do portador de Alzheimer. "Quando adoece fica muito diferente. A demência altera comportamento, humor, uma série de coisas. E se você tem pelo menos uma dica de quais eram as preferências dela, em todos os aspectos, isso ajuda no tratamento", descreve a terapeuta ocupacional.
Distribuição da cartilha
Uma vez apreciado positivamente por profissionais que lidam com o tratamento da doença de Alzheimer, o próximo passo é levar o trabalho a um público maior - ou seja, editar, publicar e distribuir a cartilha. Para isso, Messias Victor Martins já tem o apoio da Abraz-CE, que ficará responsável pela distribuição.