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segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Entenda a crise política na Bolívia

Acusado de vencer eleições fraudadas, Evo Morales atendeu a um pedido das Forças Armadas e renunciou à Presidência. Ele ficou quase 14 anos no poder.
Evo Morales renuncia à presidência da Bolívia
Evo Morales renunciou à Presidência da Bolívia no domingo (10) e ainda não está claro quem irá substitui-lo. Em 20 de outubro, ele havia sido eleito em primeiro turno em eleições gerais, mas protestos violentos e denúncias de fraude na votação aumentaram a tensão no país. Evo perdeu apoio dos militares, que pediram sua saída.



Por que Evo Morales renunciou à Presidência?

No poder desde 2006, Evo Morales disputou uma nova reeleição em 20 de outubro deste ano. A candidatura já havia sido contestada – um referendo feito em 2016 rejeitou essa possibilidade, mas, em 2018, a Justiça Eleitoral autorizou Evo a tentar um quarto mandato. O argumento era que o limite de mandatos viola a garantia constitucional de que qualquer cidadão tem o direito de se candidatar.

Mesmo antes do fim da contagem dos votos de outubro, protestos tomaram as ruas da Bolívia. Simpatizantes de Carlos Mesa, opositor de Evo, denunciavam fraudes na apuração.

Havia duas apurações: uma preliminar e mais rápida, e outra de resultado definitivo, por contagem voto a voto. Os resultados iniciais da primeira apuração apontavam um segundo turno. Mas ela foi interrompida e passou-se somente à contagem definitiva, mais lenta. Depois de dias de indefinição, a autoridade eleitoral declarou que Evo Morales estava eleito pela quarta vez. Para ganhar em primeiro turno, ele precisava de 10 pontos de vantagem sobre o segundo colocado – e conseguiu 10,56.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) e o governo da Bolívia anunciaram que a entidade faria uma auditoria do processo eleitoral inteiro. Em 10 de novembro, a OEA divulgou resultado preliminar apontando fraude e a necessidade de novas eleições.

Ao tomar conhecimento do relatório, Evo anunciou novas eleições, mas a notícia não foi suficiente para conter a ira da oposição. Naquele momento, ele já tinha perdido apoio dos militares, que se recusavam a reprimir manifestações.

Os chefes das Forças Armadas e da Polícia pediram, então, que Evo deixasse o cargo para "pacificar o país". Ele concordou em sair, mas disse que era vítima de um golpe cívico, político e policial, que teve a casa destruída e que a polícia tem uma "ordem de prisão ilegal" contra ele. A afirmação foi contestada pelo chefe de polícia, o general Yuri Vladimir Calderón.
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sábado, 6 de abril de 2013

SELEÇÃO BRASILEIRA - Será minha vez?

Amistoso esvaziado deste sábado contra a Bolívia poderá representar chance de ouro para Osvaldo
A Seleção Brasileira, composta apenas por jogadores que atuam no País, faz um amistoso neste sábado, às 16h30 (de Brasília), diante da Bolívia no Estádio Ramón Aguilera, em Santa Cruz de La Sierra, cidade boliviana sem altitude.

Embora o jogo perca em importância com a ausência dos "estrangeiros", para os cearenses, a partida ganha interesse por conta da possível estreia do atacante Osvaldo.

Atacante cearense se apresentou à Seleção nesta sexta-feira Foto: Vipcomm
O jogo terá parte de sua renda revertida para a família do jovem Kevin Beltrán, jovem torcedor do San José, de Oruro, que morreu após ser atingido por um sinalizador que partiu da torcida do Corinthians em jogo entre as duas equipes, em 21 de fevereiro, pela Copa Libertadores.

Luiz Felipe Scolari, técnico da Seleção Brasileira, só poderá contar com atletas que jogam no País por não ser uma data reservada pela Fifa para amistosos. Mesmo assim ele acha que poderá fazer boas observações pensando na montagem da equipe que vai disputar a Copa das Confederações, em junho, e a Copa do Mundo do próximo ano.

Quando assumiu o time canarinho em 2001 o treinador usou o mesmo artifício de promover amistosos apenas com atletas caseiros e naquela ocasião acabou garimpando nomes como os volantes Gilberto Silva e Kléberson, titulares na conquista do penta mundial de 2002.

À espera
O atacante Osvaldo é um dos que esperam ansiosamente por essa oportunidade. Ele se juntou, nesta sexta-feira, à delegação da Seleção Brasileira após a derrota de seu time, o São Paulo, para o The Strongest (1 a 2), na última quinta-feira, em La Paz, também na Bolívia.

Na lista, Felipão não chamou nenhum lateral-direito de origem e com isso o volante Jean deverá ser improvisado no setor. Nomes como o volante Paulinho e o atacante Neymar, figurinhas carimbadas nas convocações de Felipão, deverão ser homens de confiança do treinador em campo, assim como Ronaldinho Gaúcho, que foi campeão mundial com o comandante em 2002.

Pelo lado boliviano, o grande destaque é um velho conhecido dos brasileiros, o atacante Marcelo Moreno, atualmente tendo poucas oportunidades de jogar pelo Grêmio, onde não faz parte dos planos do treinador Vanderlei Luxemburgo.

Atualmente, a Bolívia tem poucas chances de se classificar para a Copa de 2014. Nas Eliminatórias sul-americanas, a seleção boliviana aparece apenas na oitava e penúltima colocação com nove pontos conquistados até o momento. 

FONTE: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1250880

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