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terça-feira, 12 de abril de 2022

Doença usada como justificativa para compra de 35 mil comprimidos de Viagra para as Forças Armadas é rara e atinge mais mulheres do que homens

Segundo médicos, dosagem para hipertensão arterial pulmonar (HAP) é de 20 mg; governo licitou medicação de 25 mg e 50 mg e não respondeu quantos militares têm a doença. Estudos mostram que, na população geral, incidência é de 1 caso para cada 250 mil pessoas.

POR G1As Forças Armadas aprovaram a compra de mais de 35 mil unidades de sildenafila, medicamento conhecido pelo nome comercial de Viagra. O processo licitatório prevê a aquisição de comprimidos de 25 mg e de 50 mg e, segundo o Ministério da Defesa, o medicamento, usado em casos de disfunção erétil, será empregado no tratamento de militares com hipertensão pulmonar arterial (HPA), o que é aprovado pela Anvisa.

No entanto, especialistas ouvidos pelo g1, nesta terça-feira (12), dizem que, nas dosagens previstas na licitação, o remédio não é adequado para tratar HPA, onde o padrão é o comprimido de 20 mg. Além disso, a doença não é comum e atinge mais mulheres do que homens.

Segundo o médico Marcelo Bandeira, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a sildenafila "faz parte do arsenal terapêutico para tratar hipertensão pulmonar, mas em casos extremamente selecionados, que requerem análise prévia de um especialista".

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terça-feira, 14 de julho de 2020

Gilmar Mendes diz não ter atingido honra das Forças Armadas

Ministro do STF divulgou nota na manhã desta terça-feira
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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse hoje (14) que respeita as Forças Armadas, embora tenha criticado a formulação de políticas públicas de saúde por militares, em meio à pandemia de covid-19.

“Ao tempo em que reafirmo o respeito às Forças Armadas brasileiras, conclamo que se faça uma interpretação cautelosa do momento atual”, escreveu Mendes, em nota. “Vivemos um ponto de inflexão na nossa história republicana em que, além do espírito de solidariedade, devemos nos cercar de um juízo crítico sobre o papel atribuído às instituições de Estado no enfrentamento da maior crise sanitária e social do nosso tempo”, acrescentou o ministro.
Ontem (13), o Ministério da Defesa também divulgou nota em que afirmou o empenho de Exército, Marinha e Força Aérea Brasileira (FAB) em preservar vidas durante a pandemia. O comunicado da Defesa foi motivado por um comentário feito no sábado (11) por Gilmar Mendes. Em uma videoconferência, ele disse que o “Exército se associou a um genocídio”, numa referência ao trabalho de militares no Ministério da Saúde.
No comunicado, a Defesa afirmou que a acusação é grave e que enviaria à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma representação para adoção das medidas cabíveis a respeito das declarações do ministro.
Nesta terça-feira (14), Mendes disse não ter atingido a honra de Exército, Marinha e FAB, e que nem mesmo citou estas duas últimas em seu comentário. “Apenas refutei e novamente refuto a decisão de se recrutarem militares para a formulação e execução de uma política de saúde que não tem se mostrado eficaz para evitar a morte de milhares de brasileiros”, escreveu o ministro.

Leia a íntegra da nota do ministro:

segunda-feira, 30 de março de 2020

Forças Armadas ampliam produção de álcool em gel e cloroquina

Laboratórios atuam em parceria com Ministério da Saúde
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O Ministério da Defesa anunciou que os laboratórios químicos das Forças Armadas aumentaram a produção de álcool em gel e de cloroquina. A produção em caráter emergencial acontece de forma conjunta no Laboratório Farmacêutico da Marinha (LFM), no Laboratório Químico Farmacêutico do Exército (LQFEx) e no Laboratório Químico Farmacêutico da Força Aérea (LAQFA), todos localizados no Rio de Janeiro.

“Temos 10 mil bisnagas de álcool gel em embalagens de 85ml em estoque. A ideia é produzir 180 mil bisnagas”, declarou a coronel médica do Exército Carla Clausi, subdiretora de Saúde Operacional do Exército.
A Aeronáutica também vai ampliar a produção a partir de hoje (30). O Laboratório Químico da Força Aérea produzirá mais de 1.200 litros de álcool em gel. Após essa data, a expectativa, de acordo com o Ministério da Defesa, é aumentar a produção para 8 mil litros desse produto para limpeza das mãos.
“Nós também adquirimos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), como macacão, touca e luva, para distribuir aos hospitais da FAB. Vamos enviar esses produtos, de forma emergencial, para uso dos médicos e enfermeiros que estão enfrentando o Coronavírus”, afirmou a tenente-coronel farmacêutica Andreia Brum, diretora interina do LAQFA.
O laboratório da Marinha também faz parte da força-tarefa. “O setor de pesquisa e desenvolvimento iniciou árduo trabalho para formular e adequar a estrutura fabril, a fim de permitir a produção de sanitizantes como o álcool em gel 70%. Na segunda-feira passada (20), foi prontificado o primeiro lote em escala industrial do referido produto”, informou o capitão de Mar e Guerra André Hammen, diretor do LFM.

Cloroquina 

Além da produção de álcool em gel, os três laboratórios estão unindo forças para ampliar a produção de cloroquina, medicamento recentemente autorizado pelo Ministério da Saúde para ser utilizado no tratamento de pacientes acometidos por coronavírus em estado grave. O laboratório do Exército é detentor do registro desse medicamento e iniciou a produção na segunda-feira passada (23).
Assim que a produção for concluída, cabe aos laboratórios da Força Aérea e da Marinha as etapas de embalagem e rotulagem. “As ações conjuntas permitirão acelerar a produção, de forma que sejam concluídos dois lotes por semana, o que representa cerca de 500 mil comprimidos”, explicou o Capitão de Mar e Guerra André Hammen.

Laboratórios químico-farmacêuticos

Os laboratórios químico-farmacêuticos das Forças Armadas atuam em parceria com o Ministério da Saúde, reduzindo o custo de produção e a compra de medicamentos importantes de alto custo e complexidade. Ao todo, são 21 laboratórios oficiais no país, que, juntos, produzem cerca de 30% dos medicamentos utilizados no Sistema Único de Saúde (SUS).

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Forças Armadas são âncora do governo, diz Bolsonaro

Projeto que reestrutura carreira será sancionado nos próximos dias
Antonio Cruz/ Agência Brasil
O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (9) que as Forças Armadas são “a grande âncora de seu governo” e que o Brasil tem um governo que “valoriza a família, adora a Deus e reconhece o valor de seus militares”. Bolsonaro participou de um almoço com os oficiais-generais das Forças Armadas, no Clube Naval, em Brasília.

Durante seu discurso, ele destacou a aprovação no Congresso do projeto que reestrutura a carreira e modifica o sistema de Previdência dos militares, e disse que o texto será sancionado nos próximos dias. O governo espera um superávit de R$ 2,29 bilhões para os cofres da União até 2022 com a aprovação do projeto.

Para o ministro da Defesa, Fernando Azevedo, essa reestruturação é mais uma contribuição dos militares para o esforço fiscal do governo. “Ela representou, possivelmente, a mais importante realização do ano de 2019, corrigindo anos de antigas distorções, valorizando a meritocracia, a experiência e a retenção de talentos, requisitos fundamentais para permitir que o Brasil tenha Forças Armadas modernas”, disse.

Mais cedo, no Palácio do Planalto, Bolsonaro participou de outra cerimônia de cumprimentos aos oficiais-generais recém-promovidos nas três forças. 
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segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Entenda a crise política na Bolívia

Acusado de vencer eleições fraudadas, Evo Morales atendeu a um pedido das Forças Armadas e renunciou à Presidência. Ele ficou quase 14 anos no poder.
Evo Morales renuncia à presidência da Bolívia
Evo Morales renunciou à Presidência da Bolívia no domingo (10) e ainda não está claro quem irá substitui-lo. Em 20 de outubro, ele havia sido eleito em primeiro turno em eleições gerais, mas protestos violentos e denúncias de fraude na votação aumentaram a tensão no país. Evo perdeu apoio dos militares, que pediram sua saída.



Por que Evo Morales renunciou à Presidência?

No poder desde 2006, Evo Morales disputou uma nova reeleição em 20 de outubro deste ano. A candidatura já havia sido contestada – um referendo feito em 2016 rejeitou essa possibilidade, mas, em 2018, a Justiça Eleitoral autorizou Evo a tentar um quarto mandato. O argumento era que o limite de mandatos viola a garantia constitucional de que qualquer cidadão tem o direito de se candidatar.

Mesmo antes do fim da contagem dos votos de outubro, protestos tomaram as ruas da Bolívia. Simpatizantes de Carlos Mesa, opositor de Evo, denunciavam fraudes na apuração.

Havia duas apurações: uma preliminar e mais rápida, e outra de resultado definitivo, por contagem voto a voto. Os resultados iniciais da primeira apuração apontavam um segundo turno. Mas ela foi interrompida e passou-se somente à contagem definitiva, mais lenta. Depois de dias de indefinição, a autoridade eleitoral declarou que Evo Morales estava eleito pela quarta vez. Para ganhar em primeiro turno, ele precisava de 10 pontos de vantagem sobre o segundo colocado – e conseguiu 10,56.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) e o governo da Bolívia anunciaram que a entidade faria uma auditoria do processo eleitoral inteiro. Em 10 de novembro, a OEA divulgou resultado preliminar apontando fraude e a necessidade de novas eleições.

Ao tomar conhecimento do relatório, Evo anunciou novas eleições, mas a notícia não foi suficiente para conter a ira da oposição. Naquele momento, ele já tinha perdido apoio dos militares, que se recusavam a reprimir manifestações.

Os chefes das Forças Armadas e da Polícia pediram, então, que Evo deixasse o cargo para "pacificar o país". Ele concordou em sair, mas disse que era vítima de um golpe cívico, político e policial, que teve a casa destruída e que a polícia tem uma "ordem de prisão ilegal" contra ele. A afirmação foi contestada pelo chefe de polícia, o general Yuri Vladimir Calderón.
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sábado, 3 de novembro de 2018

Forças Armadas deverão ter um papel importante no combate ao crime organizado

Forças Armadas
O presidente da República eleito em outubro, Jair Bolsonaro (PSL-RJ), propôs em seu programa de governo, entre outros pontos, dar às Forças Armadas um papel importante no combate ao crime organizado, com a integração delas aos demais órgãos de segurança, principalmente no patrulhamento das fronteiras brasileiras.

Na Câmara, parlamentares ligados ao novo governo preveem a votação, ainda este ano, de medidas específicas para a segurança pública. Presidente da Frente Parlamentar da Segurança Pública, o deputado Alberto Fraga (DEM-DF) lista as propostas que Bolsonaro espera ver aprovadas.

“Ao contrário do que estão dizendo por aí, nós não queremos a revogação do Estatuto do Desarmamento. Nós queremos uma flexibilização. Nós vamos manter os requisitos para adquirir armas, mas queremos retirar suprimir o que trata da necessidade comprovada”, explica Fraga. Segundo ele, Bolsonaro também espera a aprovação da redução da idade penal, dentre outras propostas.

O deputado Luiz Couto (PT-PB), atual presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, tem uma visão diferente sobre a segurança pública.

“O Parlamento não pode ficar refém apenas de propostas de uma Comissão de Segurança Pública e de Combate ao Crime Organizado, que coloca isso como se fosse proposta de governo.”, diz o deputado. Para ele, “é preciso usar instrumentos de inteligência pra fazer a investigação profunda, não tendo seletividade nas investigações e com o Judiciário julgando com mais celeridade essas ações de violência.”

O programa de Bolsonaro prevê também equipamento das forças de segurança, não somente de veículos e armas, mas também pesquisa e desenvolvimento tecnológico, inclusive para enfrentar as ameaças digitais.
AGÊNCIA CÂMARA

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Mais de 28 mil militares devem atuar nas eleições 2018



Haverá apoio logístico em 598 localidades de 13 estados
O Ministério da Defesa confirmou que até o momento o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou o envio de militares das Forças Armadas para assegurar a Garantia da Votação e Apuração (GVA) e o apoio logístico em 598 localidades de 13 estados. Mais de 28 mil militares devem atuar nas eleições 2018.

Para as atividades relativas à votação e apuração serão atendidos os seguintes estados: Acre, 11 localidades; Maranhão, 72; Piauí, 122; Rio de Janeiro, 69; Amazonas, 26; Mato Grosso, 19; Mato Grosso do Sul, 4; Pará, 60; Rio Grande do Norte, 97; Tocantins, 12 e Ceará, 5.

O auxílio das Forças Armadas no apoio logístico é feito para o transporte de pessoal da Justiça Eleitoral e de urnas. Os militares desempenham essa tarefa acompanhados de pessoal da Justiça Eleitoral.

No total, ocorrerá em 101 localidades de cinco estados. No Acre, serão atendidas 41 localidades; no Amazonas, 25; no Amapá, 5; em Mato Grosso do Sul, 4 e em Roraima, 26.

Pedidos

As solicitações de apoio das Forças Armadas, quer seja para Garantia da Votação e Apuração (GVA) ou no transporte de pessoal e urnas, são formuladas pelos Tribunais Regionais Eleitorais ao TSE.

A GVA é uma atividade militar semelhante às missões de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). No entanto, a GVA é utilizada especificamente para manter a normalidade da segurança pública nos locais de votação e apuração, durante o pleito eleitoral, nas localidades onde o TSE requisitar.
Após a análise e deliberação do TSE, as demandas são repassadas ao Ministério da Defesa, órgão responsável pelo planejamento e execução das ações empreendidas pelas Forças Armadas. 

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Lei amplia licença-paternidade de militares das Forças Armadas para 20 dias



Nova lei entrou em vigor nesta terça-feira (25)

Os militares das Forças Armadas tiveram a licença paternidade ampliada para 20 dias. A a Lei 13.717, de 2018, sancionada e publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (25).

A medida já está em vigor. Antes, apenas servidores públicos civis da União tinham o direito à licença-paternidade de 20 dias, que foi instituída em 2016. Já no setor privado, o benefício é regulado pela Lei 13.257, de 2016, para empresas que participam do Programa Empresa Cidadã.

Já a licença-maternidade das servidoras das Forças Armadas é de 120 dias, que pode ser prorrogada por 60 dias, que totalizam seis meses de afastamento. A licença pode ser solicitada a partir do dia do parto ou no nono mês de gestação. 

E nos casos de natimorto, a licença é de 30 dia a partir do parto. Depois, a militar é submetida a uma inspeção de saúde e, se julgada apta, reassume o trabalho. No caso de aborto, atestado pela Junta de Inspeção de Saúde das Forças Armadas, é concedida licença-saúde de 30 dias.

terça-feira, 29 de maio de 2018

Greve de caminhoneiros pode afetar internet e telefonia móvel

(Foto: Valter Campanato/Agência Brasi)
POR OLHAR DIGITAL - Serviços de internet e telefonia móvel podem também ser afetados pela paralisação de caminhoneiros, que chega nesta segunda-feira, 28, ao seu oitavo dia. É o que dizem operadoras e até a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
O Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil), grupo que representa operadoras brasileiras, disse em nota divulgada à imprensa que "algumas atividades das empresas podem ficar comprometidas" por conta da greve.
Entre essas atividades estão "manutenção de rede" e o "reparo e funcionamento dos geradores das estações de telecomunicações, que são acionados em caso de falta de energia". Tudo por conta da falta de combustível em postos, que não têm recebido o produto graças à greve de transportadores.
"Até o momento não foi registrada nenhuma ocorrência, mas, devido ao baixo volume de estoque de combustível da frota de veículos que transportam as equipes, poderá haver risco de contingenciamento dessas atividades", diz ainda o sindicato.
Por conta disso, o Sinditelebrasil afirma que operadoras encaminharam à Anatel no último domingo, 27, uma solicitação formal para que "seja priorizado o abastecimento da frota de veículos utilizados na manutenção das redes, para proteger a operação de infraestrutura crítica de telecomunicações".
O pedido tem como base o Decreto nº 9.382, de 25 de maio de 2018, que autoriza o emprego das Forças Armadas na greve dos caminhoneiros, com o objetivo de garantir "medidas de proteção para infraestrutura considerada crítica".

sábado, 26 de maio de 2018

Presidente acaba de convocar as forças federais e exército brasileiro para desbloquear as rodovias

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Sexta-feira, 25 de maio de 2018

Decreto vai autorizar uso de forças federais contra a paralisação dos caminhoneiros, diz governo

Integrantes das forças federais envolvidos na operação poderão assumir o controle dos veículos para desbloquear estradas. Caminhoneiro que resistir pode ser multado e preso.


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sexta-feira, 13 de abril de 2018

Forças Armadas ajudarão no combate a roubo de veículos no Rio



A Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro informou hoje (13) que a operação Dínamo, iniciada na noite de ontem em vários pontos da cidade, será realizada de forma constante. 

A operação tem a característica de ações simultâneas e integradas em regiões onde os dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) indicam a concentração de ocorrências como roubos de veículos. Ontem, o patrulhamento foi realizado nas zonas norte, sul e oeste da cidade do Rio e também na Baixada Fluminense e em São Gonçalo, na região metropolitana.

Segundo a assessoria da Secretaria de Segurança as ações podem ocorrer a qualquer momento, mas não necessariamente serão diárias e sempre se darão de forma conjunta, com as Forças Armadas, polícias civil e militar, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional de Segurança. 
A secretaria não divulgou um balanço sobre o primeiro dia da operação e informou ainda que a meta é prevenir os crimes de roubo, de acordo com a mancha criminal que indica as principais regiões onde ocorrem com maior incidência.

O secretário de Segurança, general Richard Nunes, disse que “este é um momento de virada. Nós precisamos ter um comportamento que indique claramente que queremos sair dessa situação de criminalidade". Para ele, "o crime de roubo de veículos é emblemático. A operação é um sinal claro para a sociedade de que as coisas estão mudando e vão mudar cada vez mais. Essa operação vai ser trabalhada com planejamento criterioso, no momento e local oportunos. Vamos atuar onde se indica claramente que a nossa presença evita que esse crime ocorra", disse Nunes. 

*Colaborou Raquel Junia, repórter do Radiojornalismo.
Edição: Kleber Sampaio

domingo, 18 de março de 2018

Hierarquia, medo e silêncio: o assédio sexual nas Forças Armadas

Relatos de vítima revelam abuso de autoridade, tentativas de obstrução da Justiça e subnotificação de casos
MICHAEL MELO/METRÓPOLES
Por Metrópoles - As investidas começaram no primeiro ano do serviço militar. Na época, o oficial responsável pelo Hospital das Forças Armadas (HFA) chamava a então enfermeira para reuniões particulares. “Ele inventava alguma situação de trabalho, mandava um soldado me chamar e aproveitava quando não tinha ninguém por perto para tentar algo”, lembra Ana*, militar do Exército Brasileiro.

As recusas transformaram o assédio sexual em ameaças e perseguições, avalizadas, às vezes, por mecanismos do próprio regimento da corporação. Eram comuns, relata Ana, intimidações com armas e agressões verbais. Sem ceder, a militar chegou a ser detida por três dias em um quartel, medida justificada como “prisão disciplinar”. “Todo o processo foi uma tortura, e sofro até hoje. Nunca imaginei que isso fosse acontecer comigo, ainda mais no Exército”, conta.
O relato de Ana é um entre vários que descrevem abusos sexuais sofridos por militares dentro das Forças Armadas. Não há, no entanto, estatísticas oficiais que quantifiquem os casos no Brasil. No ambiente militar, denúncias de assédio esbarram na hierarquia castrense, em perseguições de oficiais e no próprio Código Penal Militar (CPM). Em vigor desde 1969, a legislação não tipifica assédio sexual como crime.
Dados obtidos pelo Metrópoles via Lei de Acesso à Informação revelam que, entre 2015 e 2017, o Ministério Público Militar (MPM), órgão responsável pela apuração de crimes previstos no CPM, ofertou 25 denúncias relativas a crimes sexuais. Em apenas uma delas a vítima era outro militar – nos casos restantes, os abusos foram cometidos contra civis.
Dos 25 processos abertos, três relatavam casos de estupro. A maioria (11) acusava militares do crime de pederastia, tipo penal existente apenas no CPM e que proíbe “praticar, ou permitir o militar que com ele se pratique, ato libidinoso, homossexual ou não, em lugar sujeito à administração militar”. Somente cinco casos resultaram, até o momento, em condenação na Justiça Militar da União (JMU).

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domingo, 25 de fevereiro de 2018

Jovens militares cariocas temem ir a “guerra em casa” no Rio

Jovens integrantes das Forças Armadas oriundos de comunidades pobres do Rio de Janeiro temem ser vistos por traficantes como “o inimigo”
PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
POR METRÓPOLES - O soldado A. viveu dias de apreensão às vésperas da operação conjunta das Forças Armadas e da polícia na Cidade de Deus, zona oeste do Rio, pouco antes do carnaval. Seu temor era ser convocado para atuar na própria comunidade onde nasceu, foi criado e ainda vive com a família. A., a mãe e a avó só se sentiram aliviados quando saiu a escala de serviço: o rapaz, militar há um ano, fora designado para atividades no quartel.

“Seria muito desconfortável. Tem gente que cresceu comigo e hoje está no tráfico. Não sei como ia reagir na hora H”, contou A., revelando um drama pelo qual vêm passando praças envolvidos na intervenção federal no estado do Rio de Janeiro.
Jovens como A., oriundos de comunidades pobres, que ingressaram nas Forças Armadas em busca de emprego estável e ascensão social, temem ser vistos por traficantes no papel de inimigo. Isso poderia desencadear represália para si e para parentes. Para se resguardar, quando em missões nas favelas, eles usam máscaras que cobrem o rosto inteiro – apenas os olhos ficam de fora.
“Até hoje fui poupado, eles dão preferência a pessoas de fora. Mas se tiver de ir, não vai ter jeito. Vou fazer tudo para não ser reconhecido”, disse A.. “Eu não me envolvo com ninguém, mas tenho amigo do lado de lá. Todo mundo tem. Procuro nem passar perto. Acredito na intervenção e na construção de um Rio e um país melhor se as operações forem sérias. Só não adianta fazer operação e sair. Tem de ficar”, continuou.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Forças Armadas poderão atuar em presídios para reforçar segurança



Por Agência Brasil
O governo federal autorizou hoje (17) a atuação das Forças Armadas nos presídios para fazer inspeção de materiais considerados proibidos e reforçar a segurança nas unidades. O anúncio foi feito depois de reunião entre o presidente Michel Temer e autoridades de todos os órgãos de segurança e instituições militares do governo federal para discutir estratégias de segurança pública.

“Em uma iniciativa inovadora e pioneira, o presidente coloca à disposição dos governos estaduais o apoio das Forças Armadas. A reconhecida capacidade operacional de nossos militares é oferecida aos governadores para ações de cooperação específicas em penitenciárias”, disse o porta-voz da presidência, Alexandre Parola.

Segundo o governo, é preciso que os estados concordem com o trabalho dos militares enviados pelo Ministério da Dfesa, mas a segurança interna continua sob responsabilidade dos agentes penitenciários e policiais. “Haverá inspeções rotineiras nos presídios com vistas a detecção e apreensão de materiais proibidos naquelas instalações. Essa operação visa restaurar a normalidade e os padrões básicos de segurança nos estabelecimentos carcerários brasileiros", disse Parola.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Para guardar a memória militar

Museu Militar Brasileiro possui centenas de viaturas militares e preserva história das Forças Armadas


por A Razão
Museu impressiona pela quantidade de materiais e veículos expostos. Prefeitura de Santa Maria estuda trazer uma filial do museu para a cidade (Reprodução / A Razão)
Museu impressiona pela quantidade de materiais e veículos expostos. Prefeitura de Santa Maria estuda trazer uma filial do museu para a cidade (Reprodução / A Razão)

Um dos maiores acervos militares do país não está, como se poderia imaginar, em Santa Maria, a cidade conhecida pelo grande número de unidades do Exército. O Museu Militar Brasileiro, idealizado por um empresário que viveu sua infância aqui, desenvolveu seu projeto na cidade de Panambi. Numa área de quatro hectares, ao lado da BR-285, a 170 quilômetros de Santa Maria, Sefferson Steindorff reuniu mais de uma centena de viaturas militares, armamentos e artefatos, com a intenção de preservar a memória militar e a história das Forças Armadas. Todas as viaturas foram restauradas pela equipe do próprio museu e mantém, na medida do possível, as características originais.
Já na entrada do Museu, chama a atenção do visitante dois grandes aviões Boeing. Um deles foi transformado em sala de cinema e o outro num espaço com exposição de artigos militares. Fundado.

domingo, 28 de setembro de 2014

Avanço moderado 1

8:27 \ Brasil

Avanço moderado 1

mulheres
Mulheres: aumentando a presença no meio militar
mulher vem ampliando sua participação nas Forças Armadas. É o que revela uma pesquisa inédita do Instituto Igarapé, especializado em segurança pública.
Hoje, há 23 787 mulheres no serviço militar, o que representa 7% do efetivo. O crescimento, como era de se esperar, ocorreu mesmo na base da hierarquia. Em 2001, eram 6 619 do sexo feminino com as patentes de 1º e 2º tenentes, cabos, soldados e sargentos – hoje, são 20 584.
Já no universo de oficiais generais, topo das Forças Armadas, passou de zero em 2001 para um em 2014.
Por Lauro Jardim


FONTE: VEJA

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