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domingo, 28 de junho de 2020

Campanha de doação de sangue voltada à LGBTI começa amanhã no Rio

A ação ocorre para comemorar o Dia do Orgulho LGBTI
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O estado do Rio de Janeiro promoverá nesta semana sua primeira campanha de doação de sangue voltada à população de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis e intersexuais (LGBTI). A ação ocorre para comemorar o Dia do Orgulho LGBTI, celebrado hoje (28), e a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu restrições à doação de sangue por homens homossexuais.
A campanha de doação será realizada nos bancos de sangue do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), em Vila Isabel, na Santa Casa de Barra Mansa e no Hospital São João Batista de Volta Redonda. No Hupe, a campanha será realizada entre os dias 29 de junho a 3 de julho, e, para evitar aglomerações e atender às recomendações de segurança durante a pandemia, as doações precisarão ser pré-agendadas, respeitando o limite de 20 por dia. Em Volta Redonda, a campanha começará no dia 30 e vai até o dia 3, e, em Barra Mansa, as doações serão colhidas apenas no dia 29.
O subsecretário de Promoção, Defesa e Garantia dos Direitos Humanos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro, Thiago Miranda, destaca que é preciso seguir as orientações de segurança, como o uso de máscara e o distanciamento social. "Doar sangue e salvar vidas sempre foi um desejo de muitos, mas a barreira do preconceito sempre foi um obstáculo. Derrubamos essa barreira e vamos juntos promover essa campanha", comemora ele.

Recomendações

A Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos avisa: é necessário que o doador leve o documento original com foto, esteja bem de saúde e tenha entre 16 e 69 anos. Já os menores de 18 anos devem levar autorização e documento do responsável. Além disso, o doador deve ter peso mínimo de 50 quilos, não estar em jejum, evitar alimentos gordurosos três horas antes e ter dormido pelo menos seis horas. O intervalo mínimo entre uma doação e outra é de dois a três meses. Para conhecer outras recomendações e impedimentos à doação de sangue, acesse o site do Ministério da Saúde.

Decisão do STF

A restrição à doação de sangue de homens que fazem sexo com homens impedia que gays e bissexuais doassem sangue caso sua última relação sexual tivesse sido a menos de 12 meses. A proibição incluía mesmo aqueles que declarassem ter usado preservativos e mantido relacionamento estável com um único parceiro.
A decisão que autorizou a doação foi tomada pela maioria dos ministros do supremo, em votação virtual concluída em 8 de maio. Os magistrados atenderam à ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo PSB, declarando inconstitucionais as restrições à doação a homens que fazem sexo com homens que constavam na Portaria 158/2016 do Ministério da Saúde e na Resolução RDC 34/2014 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia, Rosa Weber, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Dias Toffoli formaram a maioria a favor da ação.
O relator, ministro Edson Fachin, considerou que a garantia da segurança dos bancos de sangue deve ser buscada com requisitos baseados em condutas de risco e não na orientação sexual dos doadores, o que classificou como "discriminação injustificável e inconstitucional".
FONTE: Agência Brasil https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-06/campanha-de-doacao-de-sangue-voltada-lgbtis-comeca-amanha-no-rio

Da rejeição ao orgulho LGBTI+: cearenses relatam como autoaceitação e apoio familiar ajudam na luta por respeito

Dia do Orgulho LGBTI+ é celebrado em 28 de junho, como símbolo da busca pela liberdade; no Ceará, marco é Parada pela Diversidade Sexual, adiada para novembro devido à pandemia de Covid-19. 

Cearenses relatam como autoaceitação  e apoio familiar ajudam na luta por respeito
 — Foto: Arquivo pessoal
POR G1 CE

Neste 28 de junho, Dia do Orgulho LGBTI+, milhões de pessoas publicarão fotos, vídeos e mensagens celebrando a liberdade de amar e de ser quem querem – enquanto outras inúmeras ainda precisarão ficar escondidas sob o medo. Lésbica, gay, mulher bissexual e homem transexual cearenses narram trajetórias da rejeição à autoafirmação, destacando a importância de familiares e amigos na luta por respeito.


Para o estudante John Mesquita, 23, a busca é diária. Nascido e criado no Bairro Serrinha, na periferia de Fortaleza, John cresceu convivendo com o conservadorismo religioso da família e o machismo da comunidade. A autodescoberta enquanto gay, então, foi “repleta de indecisões”. “Eu não me via como os outros meninos, e me preocupava com o que os professores e a família pensariam. Na periferia, somos tachados com palavras chulas, pejorativas, se não nos comportamos como querem. Fiquei bem retraído até conseguir me encaixar”, relembra.


“Abraçar a homossexualidade e defendê-la”, inclusive diante da família, como faz hoje, foi possível depois que ele passou a conviver com outros LGBTI+ em um projeto social do bairro. “Precisamos ter pessoas LGBTI+ nas profissões, nos ambientes, pra que as outras gerações se vejam. A partir do momento em que você conhece outros que vivenciaram o mesmo, você se aceita. Pessoas que vieram antes nos ajudaram a lutar pela liberdade de expressar de quem nós somos”, pontua John.


Ver para transformar

"Pra mim, não existiam homens trans, só  mulheres.  Há três anos, descobri, 
vendo  histórias  na internet", relata
Conhecer histórias de outras pessoas também foi fundamental para a autodescoberta do jornalista Mário Lucas Silva, 24. “Pra mim, não existiam homens trans, só mulheres. Há três anos, descobri, vendo histórias na internet. Me identificava demais, mas ficava com muito medo. Sempre ouvia que pessoas trans vivem só até os 35 anos, no Brasil, e isso me abalava muito. Mas, em agosto passado, falei: ‘vou ser isso, não tem como eu me enganar’”, relembra.

O primeiro passo foi “ver que não tinha nada de errado, que quem tá errada é a sociedade em não aceitar”. Hoje, com apoio da família, da namorada e dos amigos, Mário busca manter a saúde mental para as próximas batalhas, adiadas pela pandemia de Covid-19: o tratamento hormonal, ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e a retificação dos documentos, solicitada junto à Defensoria Pública do Ceará.


“Eu tinha feito todo o processo pelo plano de saúde do meu pai, que é policial, mas fiz 24 anos e perdi direito. Liguei pro Ambulatório Trans, não estava recebendo pacientes e me desesperei. Procurei o Centro de Referência LGBT, mas me encaminharam ao posto de saúde, que também não estava atendendo. O processo dos documentos também parou. É muito estressante”, desabafa o jovem. “O que me conforta é saber quem eu sou. Não é uma outra pessoa que vai me dizer. Eu tenho que ter esse orgulho de mim mesmo”, completa.


Durante a pandemia, o Centro de Referência LGBT Janaína Dutra, da Prefeitura de Fortaleza, tem ofertado atendimento remoto sobre violações de direito por orientação sexual ou identidade de gênero, por telefone (3452.2047) ou e-mail (crlgbtfortaleza@gmail.com). A Defensoria Pública atende pelos mesmos suportes: telefone (98895-5514) e e-mail (ndhac@defensoria.ce.def.br).


Já o Serviço de Referência Transdisciplinar para Transgêneros (Sertrans), do Hospital de Saúde Mental (HSM), “restringiu o atendimento a pacientes já encaminhados previamente pela Central de Regulação do Estado”, assistidos remotamente, disse em nota.


LEIA MAIS EM: https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2020/06/28/da-rejeicao-ao-orgulho-lgbti-cearenses-relatam-como-autoaceitacao-e-apoio-familiar-ajudam-na-luta-por-respeito.ghtml

domingo, 22 de novembro de 2015

Daniela Mercury e Malu Verçosa se beijam em evento na sede da ONU

Cantora lançou clipe e participou de debate sobre direitos das pessoas LGBTI na América Latina

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)

Daniela Mercury e a jornalista Malu Verçosa protagonizaram um super beijo no evento em que participaram na sede da ONU, em Nova York, na sexta-feira (20). O casal foi participar de um debate sobre o direito LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, pessoas trans e intersex) na América Latina. Elas já são donas do título de "Campeãs da Igualdade", dado pelas Nações Unidas.
(Foto: Reprodução/Instagram)
"Seu beijo, minha alegria! Oh, Maria... O beijo gay na ONU, o dia do lançamento do videoclipe novo da Campanha Livres e Iguais. Um dia para celebrar o amor, um dia para celebrar a liberdade", escreveu a cantora baiana em seu perfil na rede social Instagram.
(Foto: Reprodução/Instagram)
No evento, Daniela lançou o clipe da música "Maria Casaria", que será usado na campanha das Nações Unidas contra a homofobia, intitulada "Livres & Iguais". O vídeo contém imagens inéditas do casamento de Daniela e Malu, ocorrido em outubro de 2013, e a música "Maria Casaria" vai estar no próximo álbum da artista, "Vinil Virtual". O disco chegará às lojas no próximo dia 27 e, na capa, traz uma foto de Daniela - totalmente nua - abraçada à sua mulher.

Confira o clipe:



FONTE:
Correio 24 Horas

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