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domingo, 28 de junho de 2020

Da rejeição ao orgulho LGBTI+: cearenses relatam como autoaceitação e apoio familiar ajudam na luta por respeito

Dia do Orgulho LGBTI+ é celebrado em 28 de junho, como símbolo da busca pela liberdade; no Ceará, marco é Parada pela Diversidade Sexual, adiada para novembro devido à pandemia de Covid-19. 

Cearenses relatam como autoaceitação  e apoio familiar ajudam na luta por respeito
 — Foto: Arquivo pessoal
POR G1 CE

Neste 28 de junho, Dia do Orgulho LGBTI+, milhões de pessoas publicarão fotos, vídeos e mensagens celebrando a liberdade de amar e de ser quem querem – enquanto outras inúmeras ainda precisarão ficar escondidas sob o medo. Lésbica, gay, mulher bissexual e homem transexual cearenses narram trajetórias da rejeição à autoafirmação, destacando a importância de familiares e amigos na luta por respeito.


Para o estudante John Mesquita, 23, a busca é diária. Nascido e criado no Bairro Serrinha, na periferia de Fortaleza, John cresceu convivendo com o conservadorismo religioso da família e o machismo da comunidade. A autodescoberta enquanto gay, então, foi “repleta de indecisões”. “Eu não me via como os outros meninos, e me preocupava com o que os professores e a família pensariam. Na periferia, somos tachados com palavras chulas, pejorativas, se não nos comportamos como querem. Fiquei bem retraído até conseguir me encaixar”, relembra.


“Abraçar a homossexualidade e defendê-la”, inclusive diante da família, como faz hoje, foi possível depois que ele passou a conviver com outros LGBTI+ em um projeto social do bairro. “Precisamos ter pessoas LGBTI+ nas profissões, nos ambientes, pra que as outras gerações se vejam. A partir do momento em que você conhece outros que vivenciaram o mesmo, você se aceita. Pessoas que vieram antes nos ajudaram a lutar pela liberdade de expressar de quem nós somos”, pontua John.


Ver para transformar

"Pra mim, não existiam homens trans, só  mulheres.  Há três anos, descobri, 
vendo  histórias  na internet", relata
Conhecer histórias de outras pessoas também foi fundamental para a autodescoberta do jornalista Mário Lucas Silva, 24. “Pra mim, não existiam homens trans, só mulheres. Há três anos, descobri, vendo histórias na internet. Me identificava demais, mas ficava com muito medo. Sempre ouvia que pessoas trans vivem só até os 35 anos, no Brasil, e isso me abalava muito. Mas, em agosto passado, falei: ‘vou ser isso, não tem como eu me enganar’”, relembra.

O primeiro passo foi “ver que não tinha nada de errado, que quem tá errada é a sociedade em não aceitar”. Hoje, com apoio da família, da namorada e dos amigos, Mário busca manter a saúde mental para as próximas batalhas, adiadas pela pandemia de Covid-19: o tratamento hormonal, ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e a retificação dos documentos, solicitada junto à Defensoria Pública do Ceará.


“Eu tinha feito todo o processo pelo plano de saúde do meu pai, que é policial, mas fiz 24 anos e perdi direito. Liguei pro Ambulatório Trans, não estava recebendo pacientes e me desesperei. Procurei o Centro de Referência LGBT, mas me encaminharam ao posto de saúde, que também não estava atendendo. O processo dos documentos também parou. É muito estressante”, desabafa o jovem. “O que me conforta é saber quem eu sou. Não é uma outra pessoa que vai me dizer. Eu tenho que ter esse orgulho de mim mesmo”, completa.


Durante a pandemia, o Centro de Referência LGBT Janaína Dutra, da Prefeitura de Fortaleza, tem ofertado atendimento remoto sobre violações de direito por orientação sexual ou identidade de gênero, por telefone (3452.2047) ou e-mail (crlgbtfortaleza@gmail.com). A Defensoria Pública atende pelos mesmos suportes: telefone (98895-5514) e e-mail (ndhac@defensoria.ce.def.br).


Já o Serviço de Referência Transdisciplinar para Transgêneros (Sertrans), do Hospital de Saúde Mental (HSM), “restringiu o atendimento a pacientes já encaminhados previamente pela Central de Regulação do Estado”, assistidos remotamente, disse em nota.


LEIA MAIS EM: https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2020/06/28/da-rejeicao-ao-orgulho-lgbti-cearenses-relatam-como-autoaceitacao-e-apoio-familiar-ajudam-na-luta-por-respeito.ghtml

segunda-feira, 25 de março de 2019

Especial Dia Nacional do Orgulho Gay

Quem assume sua verdade, age de acordo com os valores da vida, mesmo enfrentando o preconceito e pagando o preço de ser diferente, passa credibilidade, obtém respeito e se realiza.
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Celebre e Respeite!
No dia 25 de Março, celebramos o Dia Nacional do Orgulho Gay, mas essa data vai muito além de ser só um dia para se compartilhar frases fofas e legais na internet. É dia de se conscientizar, entrar na luta pelos direitos e ajudar o seu próximo. Entenda mais da essência desse dia para comemorá-lo da melhor maneira!
Dia Nacional do Orgulho Gay
Esse dia só precisou ser criado porque gays não eram vistos de maneira igualitária na sociedade. Acha isso justo? Todas as pessoas e toda forma de amor deve ser considerada justa e livre, não é você quem tem que aprovar as opções dos outros. Por isso, lute, engaje-se e faça parte dessa causa!

Precisamos continuar lutando

O Dia Nacional do Orgulho Gay não serve apenas para comemorar as conquistas de alguns direitos LGBTQ+, que, infelizmente, ainda são poucos, mas também para continuar a luta pela conquista de ainda mais espaço e direitos. Nossa jornada ainda está longe de alcançar uma vitória, e cada pequena batalha é relevante e muito importante para todos nós.

Veja mensagens para essa data especial aqui!


Orgulho Gay
25 de março é o Dia Nacional do Orgulho Gay. Atualmente, é muito importante que todas os grupos LGBTQ+ sejam respeitados, e, por isso, devíamos ter um dia específico para cada um, além de um para todos, claro. Assim, a importância do respeito a cada um separadamente seria enfatizado. E esse dia, é dos gays.

Esse dia é nacional

Nós já temos o Dia Internacional do Orgulho LGBTQ+, mas em Março, o dia é só para o Brasil, é nacional. E por que precisa existir um dia nacional se já existe o internacional? Simplesmente porque o Brasil é o país que mais mata homossexuais no mundo. Mata por homofobia e porque as pessoas odeiam o que elas não entendem. Por isso é tão necessário um dia para conscientizar apenas a sociedade brasileira.

A força da palavra orgulho

A palavra orgulho às vezes pode soar comum, como a maioria das palavras do nosso vocabulário, mas ela é muito forte. "Orgulho" é o antônimo de "vergonha". E vergonha é um dos piores sentimentos que alguém pode ter, ainda mais quando a vergonha é de si mesmo. Isso causa uma baixa autoestima e, às vezes, até depressão. E, até hoje, a comunidade LGBTQ+ é ensinada a ter vergonha de si, a reprimir seus sentimentos, suas vontades, seu jeito. Por isso a palavra orgulho é tão forte e tão importante, porque ela vai na contramão de todos esses ensinamentos da sociedade. E por isso é tão necessário existir o Dia Nacional do Orgulho Gay.

As cores do arco-íris

O arco-íris não foi escolhido como bandeira LGBTQ+ aleatoriamente. Cada cor carrega consigo um significado. Vermelho, a vida. Laranja, o poder da cura. Amarelo, o Sol, Verde, a natureza, Azul, serenidade e harmonia, e Roxo, o espírito. Não é à toa que este é o maior símbolo que representa a comunidade e a luta dos direitos. É uma união de todos esses significados que compõe a essência da resistência LGBTQ+.

Respeito acima de tudo

Você não precisa amar quem eu sou, e nem gostar da mesma coisa que eu gosto. Você não precisa nem ficar muito perto de mim se não quiser, mas precisa me respeitar. Respeitar a minha vida e as minhas escolhas. Você precisa respeitar a existência de pessoas assim e aceitar que, diferente do que você pensa, é normal ser assim. Eu respeito você, por mais que eu não seja e nem queira ser como você é, pois tenho muito orgulho de quem sou. Então, neste Dia Nacional do Orgulho Gay, eu só exijo que você respeite quem eu sou e os meus direitos, como o de existir, de ir e vir, e o de amar. Amar quem eu quiser amar, e da forma como eu quiser amar.


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